Viagem à lua no novo clipe do Dandy Warhols

Eduardo Dias @ 15:29

O novo clipe do Dandy Warhols, Mission Control, é uma viagem no tempo. Exatamente para 1969 - ano da chegada do homem à lua e referência forte das viagens espaciais no novo álbum da banda, … Earth To The Dandy Warhols.

Para ser adequar à época das viagens espaciais e do simbólico ano, a banda escolheu fazer um “videoclipe de época”. Isso significa muita roupa metalizada, efeito de gravidade zero, instrumentos musicais antigos e uma TV com imagens da Lua e da Terra.

A grande sacada do vídeo foi transformar a imagem em um tom sépia remetendo a fotografias antigas e transformando o próprio clipe numa transmissão ao vivo pela televisão - assim como foi em 1969.

Mission Control é um clipe corretíssimo: direção, edição e fotografia bem elaboradas e bem executadas. Uma inteligente utilização dos símbolos relacionados à música e ao álbum.

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A colação de grau no pop de Kanye West

Eduardo Dias @ 15:40

Kanye West é uma máquina criativa. Ele não pára de produzir, lançar single e clipes. O mais novo lançamento é da faixa Good Morning, um cartoon que reúne todo o visual da arte de seu último álbum, Graduation.

Além do traço do desenho, o visual relacionado a Kanye está presente, o jeans, a jaqueta, o “óculos-persiana” de Stronger e, claro, a cerimônia de colação de grau. Visual impressionante que mistura o melhor da animação 2D em uma temática futurista (preste atenção à cidade representada no clipe).

A saga do Kanye-cartoon que não consegue chegar em sua colação representa a “passagem” do próprio Kanye para o time de grandes estrelas do hip-hop e - por que não? - da música pop e foi executada de maneira precisa e minimamente calculada.

Não há sobras nem deslizes em Good Morning, Kanye sabe o que faz.

Veja em alta qualidade. Vale a pena.

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Aprenda a ser cool com o John Legend

Eduardo Dias @ 15:34

O cantor John Legend convidou, entre outros, Andre 3000 do Outkast para uma parceria em seu próximo disco. Não bastasse isso, a música virou o primeiro single com direito a clipe. Ela se chama Green Light e foi composta por Andre 3000

Mostrando a força de empolgar uma festa chata, o clipe tem a essência da música black atual: batidas aceleradas. Além de colocar a festa inteira para rebolar, John e Andre representam ícones cool de festas privadas dos novos ricos.

Green Light funciona exatamente como planejado: diverte, empolga e ainda “vende” a música e o estilo de vida. Ou seja, cultura pop em cada cena. Destaque para o ótimo refrão e para o cuidadoso trabalho na direção de arte e figurino. Green Light é um possível concorrente ao VMA 2009.

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O estilo exagerado da Yelle

Eduardo Dias @ 16:28

Yelle se tornou musa da música, na falta de uma denominação melhor, “dance pop” com seu som que foi rapidamente relacionada ao tecktonik (dança dos jovens franceses) devido ao clipe A Cause Des Garçons. Essa relação foi acentuada com o clipe de Je Veux Te Voir gravado em um club. Seu último lançamento é Ce Jeu.

Ce Jeu é um exagero (no bom sentido) de cores, texturas e figurinos. Algo parecido com a Santogold em Lights Out. Para registro: o clipe da Yelle é anterior ao da Santogold.

Ainda que o francês seja de compreensão mais difícil, o clipe é, principalmente, suas imagens cool e cheias de cores. E no domínio visual, a Yelle é quase imbatível. Basta dar uma olhada em seus três clipes para notar como ela explora os efeitos gráficos.

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Os vencedores do concurso do Radiohead

Eduardo Dias @ 15:30

Depois de 6 meses, o Radiohead anunciou no último dia 11.08 o resultado da competição para a criação de um vídeo em animação para uma música do último álbum, In Rainbows.

Em vez de 1 vencedor, foram 4. As músicas que receberam clipe foram: 15 Step, Videotape, Reckoner (que tem rodado o Youtube com uma cover feita pelo Gnarls Barkley) e Weird Fishes/Arpeggi.

O prêmio para o vencedor era de 10 mil dólares pagos pelo aniBoom. O Radiohead assumiu os outros 30 mil. Na página especial do concurso, pode-se acompanhar os vídeos de todas as fases.

15 step v 2.0

O clipe para 15 Steps apostou - e se deu bem - no tom cômico e no nonense do cartoon. O ritmo acelerado da música contribuiu bastante para isso. Apesar da letra bem existencialista, essa junção funcionou bem. Prêmio merecido.

16tracks vs Videotape 2.0

Reckoner v2

Os clipes para Videotape e Reckoner escolheram um caminho mais conceitual, conseguindo uma fascinação pelas belas imagens e pelas ações abstratas. As imagens têm origens diferentes - digital (Reckoner) e real (Videotape) -, mas apostaram em imagens sem significação imediata para atingir a emoção de cada pessoa. E foram bem felizes nas escolhas.

Transmutation (Weird Fish/Aperggi)

O clipe para Weird Fish/Aperggi começa de maneira fantástica com um stop motion trabalhoso e fascinante. Mas decepciona em 70% do vídeo ao iniciar uma narração contada por ilustrações e legendas. De todos, é o que menos merece o prêmio.

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Raiva e energia contra o ex no novo clipe da Pink

Eduardo Dias @ 19:00

Pink continua mantendo a sua fama de troublemaker em seu novo clipe So What. Agora, ela é uma rock star que está arrumando forças para esquecer o ex-namorado e está quase lá. A equação Pink + universo do rock + discurso “vocè é um idiota” só poderia resultar em um clipe raivoso e debochado.

Em todas as cenas de So What, Pink arruma confusão e faz com que o desabafo seja encoberto pela raiva/vingança. Na verdade, ela deseja mesmo arrumar essa confusão quando canta “i wanna start a fight”.

A direção de arte e fotografia em So What é primorosa. Imagens bem cuidadas, de grande impacto e marcantes. A edição. logicamente, é enérgica como a canção.

So What cumpre muito bem o seu papel de ilustrar a música e promover a cantora. Todo potencial para ser um grande hit.

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O universo paralelo de Mallu Magalhães

Eduardo Dias @ 15:09

Mallu Magalhães lança seu segundo clipe, Tchubaruba, que é bem representativo do universo imaginário em que ela vive. Segundo suas entrevistas, tchubaruba é uma palavra criada (?) pela própria Mallu para designar coisas boas e agradáveis.

As imagens do clipe simulam uma gravação feita em VHS. O ambiente escolhido foi uma feira livre de bairro em que as compras são interrompidas por delírios hortifrutigranjeiros da Mallu. A aposta é na fofura dessa brincadeira, na juventude de suas músicas e dos climas ingênuos criados pelo universo paralelo de suas canções.

Diferentemente de J1, seu primeiro single, que tem um grande apelo pop (não à toa tornou-se jingle para a Vivo), Tchubaruba aposta na atitude - que é um discurso cansado e batido para a música.

Tchubaruba é divertido… para quem tem menos de 20 anos ou é conquistado pela persona Mallu Magalhães. A boa notícia é que a Mallu vai amadurecer.

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Crônica quase cotidiana no novo clipe do I’m From Barcelona

Eduardo Dias @ 19:00

Um elevador foi escolhido para representar o universo “rodeado por estranhos” da música Paper Planes, novo single da banda I’m From Barcelona. Como era de se esperar, no pequeno espaço do elevador acontece de tudo e da maneira mais absurda possível.

Ao lugar inusitado, o clipe escolheu um tom cômico para ilustrar detalhadamente a maior parte dos versos da canção. Essa junção tem um grande apelo junto ao público que se interessa pela “estranheza reconhecível” das imagens da televisão.

O caráter inusitado do ambiente, a brincadeira com os aviões de papel e as imagens bem-humoradas fazem de Paper Planes um divertido clipe. E isso é uma grande qualidade.

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Moptop sobe a serra em novo clipe

Eduardo Dias @ 14:49

Uma sessão de ensaios na serra é o novo clipe dos cariocas do Moptop, que lançam seu novo single Aonde Quer Chegar.

As imagens quase cotidianas e a edição simples foram escolhidas para dar destaque para a música em si. O clima do campo e o astral compõem um belo cenário para o clipe, mas adicionam pouca coisa à canção.

Aonde Quer Chegar é um clipe correto e bonito, porém de impacto inferior ao de O Rock Acabou e Sempre Igual, por exemplo. No final das contas, compartilhamos dos momentos de diversão e tranqüilidade de Aonde Quer Chegar.

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Cinema e música no novo clipe da Estelle

Eduardo Dias @ 19:00

O novo clipe da Estelle, Pretty Please, replica a idéia que aproxima o videoclipe do cinema (curta-metragens). Não que essa idéia seja ruim, mas também não é bom. Os clipes devem muito ao cinema, mas construíram sua linguagem específica distante das regras cinematográficas.

Com direito a créditos do clipe e “roteiro” bem amarrado com apresentação de personagens, da história, ápice e gancho final, Pretty Please consegue transportar para suas imagens a mesma intensidade emocional da música e da voz da Estelle.

O clima cool de American Boy foi trocado por uma ambientação que mistura o som urbano atual a um estilo das apresentações de cantoras soul do passado.

Estelle acerta novamente no alvo de promover a sua música e do universo relacionado à sua figura. American Boy, entretanto, é superior e mais inspirado e inspirador do que o apenas correto Pretty Please.

A música conta com a participação do Cee-Lo, metade do gnarls Barkley, que infelizmente não aparece no vídeo. A referência feita ao Gnarls é um sósia da outra metade, Danger Mouse. Também vemos uma sósia da Paris Hilton em uma cena no início do clipe.

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