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Mês: abril, 2008

Scarlett Johansson dispensa apresentações. “Diva contemporânea” do cinema que ganhou destaque em Encontros e Desencontros e já fez dois filmes com Woody Wallen Allen, produzindo comentários que ela seria a nova musa do cineasta – como aconteceu com Diane Keaton e Mia Farrow, por exemplo.

Em 2007, ela gravou um disco em tributo ao músico folk Tom Waits - Anywhere I Lay My Head -, cujo lançamento está marcado para 20 de maio. O disco contou com participação de David Bowie em duas músicas – Falling Down e Fannin Street.

O primeiro single do disco, Falling Down, chegou á Web no último dia 28.

O vídeo é completamente composto por imagens cotidianas da cantora. A câmera a acompanha por diversos lugares e registra todas as atividades de um dia na vida dela. A ‘ação’ do clipe se concentra numa sessão de maquiagem e as imagens são frequentemente intercaladas com algumas cenas mais autorais, que buscam dar efeitos estéticos à trivialidade contida naquele vídeo. A edição do clipe contribui para essa autoralidade ao trabalhar velocidades mais aceleradas dos cortes e privilegiar alguns enquadramentos pouco usuais.

O clipe é de uma banalidade tremenda. Com certeza, os fãs da Scarlett estavam esperando algo mais elaborado. O que ‘paga o ingresso’ de Falling Down é o alívio da Scarlett na cena final.

Vídeoclipe relacionado

30 abr 2008

Scarlett Johansson – Falling Down

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Lançamento

30 Seconds to Mars é uma banda que ganhou reconhecimento da mídia especializada em música por ter entre seus integrantes o ator Jared Leto – o viciado em heroína em Requiem for a Dream e o assassino de John Lennon em Chapter 27 (ainda inédito). A banda existe desde 1998 e possui dois álbuns, mas apenas recentemente passamos a dar mais atenção à faceta musical do Jared Leto.

A Beautiful Lie foi lançada no dia 29 de janeiro na página da banda no MySpace e faz parte da campanha das fundações de defesa do meio ambiente NRDC e Bonneville Environmental Foundation. A música A Beautiful Lie é o quarto single do álbum A Beautiful Lie lançado em 2005.

O clipe é composto de belas e impactantes imagens da banda na Groenlândia foram escolhidas para endossar o discurso pró-meio ambiente contido no depoimento inicial do vídeo e também a mensagem contida na música.

O vídeo abaixo transita entre o formato de um curta-metragem ao nos mostrar um depoimento e letreiros iniciais e finais e entre o formato de um clipe através da performance da música. Ele também possui uma versão curta, formatada para a TV (no final desse post).

A Beautiful Lie

As imagens, geralmente em panorâmica, constróem um discurso que destaca a natureza. Para contrastar com o ritmo da música, a velocidade das imagens é reduzida, recorrendo-se ao uso de câmeras lentas que dão um efeito interessante acompanhadas do ‘peso’ da música. Os cortes secos e às vezes rápidos é intercalado com enquadramentos estáticos e movimentação lenta das câmeras.

Em todo o vídeo, o branco e o azul são cores predominantes que a câmera faz questão questão de enfatizar para chamar atenção para o degelo das calotas polares. Porém, é constante o contraste com outras cores, seja nas roupas dos membros da banda seja no próprio cenário, através de objetos de cena ou as diferentes tonalidades de cor do ambiente natural.

É uma pena que o vídeo original tenha sido pensado nesse formato curta-metragem para uma causa ambiental, pois mesmo sem os elementos cinematográficos que enfatizam seu discurso, ele possui força para transmitir a sua mensagem no formato videoclipe, como podemos ver na versão curta do vídeo – que retira cerca de 3 minutos de cenas da versão original (vídeo abaixo).

Vídeoclipe relacionado

29 abr 2008

30 Seconds to Mars – A Beautiful Lie

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Lançamento

Mallu Magalhães “causou” no mundo da música indie no início deste ano. Com apenas 15 anos e algumas músicas gravadas e disponíveis em seu MySpace, a garota ganhou uma grande repercussão na imprensa, primeiro nos blogs dedicados à música e em seguida em revistas e jornais e na TV.

Mallu participou do Altas Horas e do Programa do Jô da Rede Globo, do Domínio na MTV além de ter gravado cerca de 10 vinhetas para a plataforma on-line da emissora musical, que também foram exibidas na TV durante seus intervalos comerciais.

No dia 07 de abril, a garota lançou J1, seu primeiro clipe, obviamente disponibilizando-o na Web. Ela ainda não possui um álbum gravado, mas já possui músicas prontas e já fez shows em São Paulo, Porto Alegre e Brasília.

O vídeo é o registro de uma performance da garota com um tom bastante divertido, que reproduz o clima de suas músicas folk e também se encaixa na personalidade da garota que se mostra bem-humorada nas entrevistas, apesar de falar pouco e ser tímida em vários momentos.

O clipe possui muitos momentos inspirados como o jogo de não revelar por completo o rosto de Mallu em vários momentos, optando por dar closes nos olhos, boca e mãos. Outro momento divertido é a brincadeira com a lupa. A imagem que aparenta estar envelhecida, regulada na edição para ter tons amarelados, pouco saturados e nada vibrantes. As cores impactantes do ambiente são neutralizadas por esse efeito.

O clipe é simples, mas não é simplório. Sem grandes arroubos, cria um clima totalmente em conformidade com a música e com a artista. Por falar nela, Mallu se revela uma potencial artista, que bem encaminhada terá uma obra interessante no campo da música e também do videoclipe, já que ela é, por assim dizer, uma neta do videoclipe por ter crescido em uma época que o videoclipe já possui um status elevado e um lugar reservado na cultura contemporânea.

Estou no aguardo de seus próximos clipes. Mallu tem um perfil de artista que se preocupa com todos os produtos que a circundam e isso cria uma expectativa de alguns clipes, no mínimo, interessantes.

Não tou reclamando, pelo contrário, mas “Papapapapa/ Will I have to try again?” não sai da cabeça.

Vídeoclipe relacionado

28 abr 2008

Mallu Magalhães – J1

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Baú

Esse post inaugura uma nova categoria aqui no Cultura Clipe – o baú. Publicarei vídeos que não são mais lançamentos, mas que me instigaram a escrever sobre eles. O primeiro vídeo é o Lights & Music da banda australiana Cut Copy.

O clipe foi lançado em janeiro de 2008 no Youtube e no perfil da banda no MySpace e é o primeiro single e vídeo do segundo álbum da banda, In Ghost Colours.

No clipe, a banda está executando a música cercada por telões de alta definição que exibem imagens dos membros da banda em tempo real e são manipuladas em tempo real por efeitos de edição e pós-produção do vídeo, com uma proximidade enorme com a famosa vídeo-arte Global Groove, do mestre Nam June Paik.

Aqui a intenção é clara de remeter ao título da música para conquistar a audiência pelos sentidos. O clipe brinca com as imagens até chegar a determinados momentos em que as luzes são manipuladas para produzir efeitos em sincronia com a música.

Lights & Music procura apenas contar uma imagem, brincar com música e com a luz e eles conseguiram seu objetivo. Este é um clipe divertido e instigante para divulgar o primeiro single do novo álbum.

Vídeoclipe relacionado

26 abr 2008

Cut Copy – Lights & Music

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Baú

O Alexandre Matias publica em seu Trabalho Sujo toda sexta-feira um mashup – prática comum do hip-hop e adotada pela música pop como um todo de produzir uma música a partir da mixagem de duas ou mais partes já existentes.

O vídeo que o Matias publicou hoje é especialmente curioso, porque além de ter trabalhado com o mashup do áudio, também foi criado um mashup dos clipes Rehab de Amy Winehouse e Young Folks de Peter, Bjorn & John.

Coloco o vídeo aqui, mas recomendo uma visita ao Trabalho Sujo inteiro, em especial a categoria Uma Sexta-feira, Um Mashup.

Vídeoclipe relacionado

25 abr 2008

Video mashup

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Descobertas

R.E.M. lançou no dia em sua página do MySpace o segundo clipe de Accelerate, o seu último álbum. O novo single é Hollow Man, que vem depois de Supernatural Superserious.

Em Accelerate, a banda retoma a veia rockeira da banda, que parece ter se esquecido das guitarras desde a metade dos anos 90. Nestes dois singles, dá para notar um destaque maior para as guitarras e uma ênfase numa sonoridade mais rocker e ‘acelerada’.

Hollow Man começa como uma balada e logo no refrão revela que a música será mais enérgica do que aqueles primeiros versos. A música é um desabafo de alguém que se tornou um “homem vazio” e à medida que a música avança, esse desabafo se torna mais raivoso devido ao ‘peso’ da música. O vídeo reflete essa raiva através do ritmo das imagens.

O clipe remete imediatamente aos vídeos de Justice (D.A.N.C.E.) e Kanye West (Good Life) por trabalhar imagens sobrepostas pela letra da música. Mas eles evocam também um vídeo de 1986 da própria banda, Fall On Me, que também é constituído a partir dessa junção/sobreposição de imagens e letra da música.

REM – Hollowman

Esse vídeo retoma uma tradição do videoclipe de explorar uma montagem vertical através dessas sobreposições, que empilham imagens de diferentes origens com efeitos de edição e pós-produção. Em alguns momentos, a imagem é totalmente tomada por outras imagens e pelas palavras. A animação ficou a cargo do coletivo de produtores canadenses sob o nome Crush, que trabalha com animação em videoclipes, programas de tv e publicidade.

R.E.M. é uma das bandas que sempre souberam explorar o videoclipe para além de seus limites, como fez em Losing My Religion, Everybody Hurts, Daysleeper e Imitation of Life, por exemplo.

Hollow Man é um videoclipe mais para ser assistido do que discutido. E apesar de estarmos numa época em que os videoclipes recebem pouca atenção, acredito que este – e também o do Justice e do Kanye – será um clipe que permanecerá com o passar do tempo.

Vídeoclipe relacionado

25 abr 2008

R.E.M. – Hollow Man

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Lançamento

The Raveonettes é uma dupla dinamarquesa surgida em 2001 e que está em seu quarto álbum, Lust Lust Lust. Em janeiro de 2008, a dupla já lançou um novo single – You Want The Candy -, o terceiro de seu último álbum. Este vídeo é uma compilação de gravações de bastidores de shows, ensaios e estúdio da banda.

Dead Sound foi lançado como videoclipe em novembro de 2007 e como single em fevereiro de 2008, mas hoje em dia os singles e clipes sobrevivem a partir de iniciativas individuais dos usuários que disponibilizam os clipes em algumas redes sociais.

O vídeo se baseia em flashbacks. O start para as lembranças é dado pela aparição de uma personagem que faz tocar uma música, aparentemente a sua preferida, já que seus amigos começam a sofrer pela sua ausência.

A imagem do vídeo é bem trabalhada, com cores marcantes e que são as responsáveis por criar um clima nostálgico ao vídeo. A imagem da personagem morta trabalhada em holograma também contribui para dermarcar um clima, pois no local no qual os tons se aproximam do marrom (ocre, para ser mais exato) e amarelo, ele se destaca por estar em um tom azulado. O ritmo das imagens é trabalhado de maneira inteligente, acompanhando os momentos acelerados e os mais lentos da canção.

O clipe carece de um pouco mais de fechamento. A junção das imagens com a letra da música não dá pistas suficientes para o espectador completar a história com os dados fornecidos.

A base do videoclipe em geral é essa participação da audiência, por que em 4 minutos não se consegue contar uma história completa, apenas um micro-relato.

Dead Sound ficou tão em aberto que impede (pelo menos impediu a mim) uma compreensão melhor do que a música – que, por sua vez, não é tão clara assim – procura contar.

Vídeoclipe relacionado

24 abr 2008

The Raveonettes – Dead Sound

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Lançamento

A cantora Duffy vem fazendo sucesso na Inglaterra desde o final de 2007. Ela já contabilizou 3 aparições de destaque no programa Later With Jools Holland da BBC, que costuma reunir vários cantores e bandas em apresentações musicais de novos singles e antigos hits. Ela também tem sido apontada como uma promessa para 2008.

Com sua voz rouca, uma pegada soul em sua música e performances inspiradas, Duffy tem sido constantemente comparada à Amy Winehouse, comparação que não favorece nenhuma das duas cantoras. Ainda que a Amy tenha despontado primeiro para o grande público e sua entrega à sua música aparente ser bastante intensa, não se pode dizer que a Duffy não faça o mesmo em suas performances.

Comparações musicais à parte, Warwick Avenue é o seu terceiro single e videoclipe – os outros foram Rockferry e Mercy - do seu primeiro álbum, Rockferry. O clipe foi lançado ontem em sua página do MySpace e disponibilizado pela sua gravadora Polydor no Youtube e o single será lançado dia 26 de maio nas lojas.

Imagem de Amostra do You Tube

Warwick Avenue é um ultimato que a Duffy (a personagem) está dando para seu companheiro. E o vídeo representa aqueles momentos em que ensaiamos nossos discursos para romper um relacionamento ou pedir uma atitude mais adulta dos nossos affairs, namorados, ficantes, etc.

A câmera fixa no rosto da cantora procura dar a ênfase no turbilhão de emoções que a acompanham até ao local do encontro marcado (a estação de trem Warwick Avenue). Ela já não suporta mais a situação e exorciza todas as dores no choro e na letra da canção e a câmera capta todo esse sofrimento com delicadeza e sem afetação.

O vídeo de Mercy possui uma versão americana na qual ela se rende a um mercado que a enquadra em padrões e, talvez por isso, ela está tão parecida com a Amy nessa segunda versão.

Vídeoclipe relacionado

23 abr 2008

Duffy – Warwick Avenue

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Lançamento

A cantora anglo-francesa Charlotte Gainsbourg tem uma biografia que merece atenção. Primeiro, é filha de dois ícones da música popular francesa – Serge Gainsbourg e Jane Birkin. Em segundo lugar, lançou-se como atriz e possui uma extensa filmografia na França e alguns filmes em língua inglesa. Em paralelo com sua carreira no cinema, desenvolveu trabalhos na música: canções para trilhas sonoras e dois discos gravados – um aos treze anos e composto pelo pai e o outro aos 35 em companhia de expoentes da música off-mainstream, como o duo Air e Jarvis Cocker (Pulp). Ainda participou da gravação de What It Feels Like For a Girl (Madonna) e de have You Fed the Fish (Badly Drawn Boy).

Seu segundo álbum – 5:55 – foi lançado em 2006 na Europa (e relançado internacionalmente em 2007) e possui apenas 1 single, The Songs That We Sing, que virou clipe. No início do mês, ela lançou sem muito alarde o segundo clipe em sua página do MySpace, Beauty Mark com direção de Jean-Baptiste Mondino, o responsável por clipes da Madonna como Justify My Love, Don’t Tell Me e Open Your Heart.

A delicada câmera do clipe passeia sobre o corpo da cantora sem apelar para uma sensualidade vulgar. Logicamente, esse tom “respeitoso” é ajudado pela música, que sutilmente fala das marcas de um amor – o tema mais comum da música pop. É uma canção também sobre entrega, sobre a certeza de um amor eterno.

É curioso ver a versatilidade do Mondino, que fez um clipe sensual, escandaloso e polêmico com a Madonna com inigualável maestria e faz um como o Beauty Mark, que se adequa não somente à música mas também à cantora. As imagens são praticamente todas em closes, que mais sugerem do que revelam o corpo da Charlotte.

Beauty Mark é mais um exemplo de como artista e diretor trabalham em favor de uma obra que se estenda além do terreno musical e acaba por acompanhar a trajetória profissional da Charlotte.

Vídeoclipe relacionado

22 abr 2008

Charlotte Gainsbourg – Beauty Mark

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Lançamento

Esse é o post inicial da nova fase do Cultura Clipe, que passa a fazer parte das novidades implementadas pela Revista O Grito! desde o último dia 19. Dessa forma, fica aqui o registro desse recomeço e também dos agradecimentos à equipe do site, nominalmente a Paulo e seus esforços para me aturar.

Logo em breve publicarei um novo post [esse aqui é só para não deixar a página em branco] e finalizaremos as demais informações da página.

Vídeoclipe relacionado

22 abr 2008

Opening Post

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Metablog