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Mês: maio, 2008

Mentes brilhantes e ousadas conseguem transformar pequenas coisas em obras de arte. O cineasta Wong Kar-Wai e Dj Shadow conseguiram transformar Six Days em uma epopéia de cores, luzes e movimentos poucas vezes vistas no audiovisual.

Six Days foi um dos primeiros videoclipes que me fizeram repensar a expressão dessa mídia. Indiretamente é responsável pela importância que o clipe assumiu na minha vida acadêmica.

Dj Shadow despontou em 1996 com uma mistura hip hop, trip hop e samplers dando uma cara eletrônica ao seu som. Six Days é uma faixa do disco de 2002, The Private Press.

Imagem de Amostra do You Tube

A grande qualidade do vídeo é abordar a passagem do tempo de uma maneira descolada da letra da música. Nas imagens vemos diversos momentos da vida de um casal. As transformações do amor em ódio foram representadas em uma profusão de cores que contribuem para criar os climas da ação do vídeo.

Destaque para a seqüência de luta entre o casal e as cenas do aquário/piscina – explosão de cores e sentidos. A edição também merece ser citada, pois foi um meticuloso trabalho para dar esse ritmo “esquisito para o bem” às imagens.

É sempre um prazer – principalmente visual – assistir a Six Days, clipe que é resultado de ousadia audiovisual decorrente de um zelo por todos os produtos artísticos derivados da música. Logicamente, a figura de Kar-Wai contribui para esse esmero com o videoclipe.

Vídeoclipe relacionado

30 mai 2008

O êxtase visual de Dj Shadow e Wong Kar-Wai

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Baú

Certas músicas e videoclipes não deveriam ganhar uma nova versão. Beat It na versão do Fall Out Boy é um exemplo. Apesar do arranjo da música destacar os riffs de guitarra, o vocal peca em apostar nos tons agudos deixando um ar de exagero na busca pela personalização dessa versão.

O videoclipe do Michael é um daqueles clássicos inegáveis. Sucesso de público e sucesso de crítica, ele é ingênuo em representar uma luta de gangues de rua, mas toda a ação foi bem encenada para dar destaque ao momento do tenso do vídeo.

Imagem de Amostra do You Tube

A versão do clipe feita pela banda emo é uma colagem de referências óbvias ao clipe original e à carreira de Michael Jackson como um todo. Estão presentes no vídeo a luta de gangues, o moonwalk de Billie Jean, a dança de zumbis de Thriller, além de figurinos de diversos momentos da carreira de Michael. O clipe embalou todas essas referências em meio aos ícones do seu gênero musical: as famosas luvas convivem com listras e xadrez preto-e-branco, lápis de olho, cabelos espetados, etc.

Para a molecada fã de Fall Out Boy que vai conhecer a música pela banda, o clipe funciona muito bem. Eles não tem estas referências musicais e de imagens que os “mais velhos” têm e todo aquele universo – da letra às imagens do clipe – é distante do conhecimento deles, eu suponho.

Para quem passou dos 25, escolha o original. Além de desfazer qualquer desânimo, a versão de MJ ainda traz de brinde as lembranças de tempos agradáveis.

Beat It foi gravada em estúdio com a participação de John Mayer e foi inserida no CD e DVD gravados ao vivo em junho de 2007.

Vídeoclipe relacionado

29 mai 2008

A obviedade do Fall Out Boy

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Lançamento

Quando um cantor ou banda lança um primeiro single que faz o maior sucesso nas pistas de dança, sempre terá essa sombra pro resto da sua carreira. Isso também acontece com os clipes. O caso do Fischerspooner é mais grave, pois não apenas Emerge foi um grande sucesso, mas também o clipe da faixa foi muito bem trabalhado.

Get Confused faz parte do disco Odyssey de 2005 e está sendo lançada como uma vídeo-instalação a ser exibida em um museu de Bruxelas. Dessa forma, ficam claras as afiliações do clipe à vídeo-performance e à vídeo-arte. A dupla lançou The Best Revenge e Dans En France com o selo francês Kitsuné dando uma prévia das faixas do próximo álbum.

A música não foge dos padrões dos trabalhos anteriores, porém não injeta energia renovadora no trabalho deles. Dá para agitar com ela, mas não é daquelas músicas que você sai correndo do banheiro para a pista só pra se acabar de dançar.

http://myspacetv.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&videoid=35018202

Todas as imagens foram trabalhadas para causar impacto visual, o que significa o uso de muito recorte nas imagens, chroma key, texturas, reflexos de espelho, sobreposicções, montagens e colagens. Esse vídeo explora as propriedades da tecnologia do vídeo para construir uma seqüência de imagens que apela para nossa sensorialidade. É pura sinestesia que as palavras não alcançam.

Destaque para as cenas em que os artistas vestidos de malhas pretas executam a coreografia em uma sala e as malhas são sobrepostas por diferentes cores e por diferentes texturas. Um prazer para os olhos.

O Fisherspooner mostra desde seu primeiro vídeo essa inclinação pela sinestesia da imagem dos seus clipes (assistam a Emerge. imperdível!). Ponto para a banda que continua apostando numa linha autoral diferenciada em seus vídeos. Estou torcendo para que esse vídeo conquiste a simpatia de muito espectador desavisado (e os fãs também, lógico).

Vídeoclipe relacionado

29 mai 2008

Carnaval visual do Fischerspooner

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Lançamento

Nos últimos 2-3 meses a cantora americana Santogold vem sendo uma presença constante nos veículos especializados em música. Após seu show no festival Coachella e o lançamento do seu primeiro disco, a promessa de sucesso e de uma nova cara e novo som na música atual se concretizou.

O som dela mistura referências de estilos como o rock, soul, hip-hop e house e por causa de fazer essas misturas sonoras, tem sido constantemente comparada à M.I.A. Santogold não foi tão longe buscar uma nova sonoridade, mas construiu algo bastante peculiar e personalizado.

L.E.S. Artistes é o primeiro single do álbum Santogold lançado em março desse ano. A faixa Creator foi lançada em 2007 como single sem a cantora ter gravado o disco.

Imagem de Amostra do You Tube

Com L.E.S. Artistes, Santogold produz certo tipo de vídeo-performance. As cenas transitam num mundo nonsense e a ação do clipe não revela claramente as motivações daqueles personagens-performers. A letra da música gira em torno das escolhas individuais e os benefícios e malefícios que são conseqüência.

A cantora aparece em diversos momentos ao longo do clipe como um catalizador de comportamentos e acontecimentos estranhos, em uma posição de “mensageiro da loucura” ou do apocalipse.

O visual de cada cena é meticulosamente trabalhado nos contrastes entre o cinza, azul-claro e cores fluor como laranja, rosa e verde-limão. As personagens sofrem algum tipo de mal, que foi colorido com tons berrantes e reagem à presença daquela misteriosa mulher. Ela acerta em explorar uma certa sinestesia nas imagens.

Santogold ousou em seu primeiro videoclipe ao optar por utilizar cenas que não possuem um singnificado claro nem representam diretamente a música. Isto é prova de uma maturidade pessoal e uma segurança bastantes raras hoje em dia. Sua freqüente aparição no clipe cantando a música não compromete o vídeo, pois as imagens mais marcantes são das inúmeras cenas absurdas e um tanto incompreensíveis. Utilizando clichês futebolísticos, a Santogold marcou de cara um gol de placa em sua estréia como profissional.

O Cultura Clipe fica na torcida para que ela mantenha o nível de apuro em seus próximos videoclipes.

P.S.: A faixa You’ll Find a Way é trilha sonora do game Fifa 08.

Vídeoclipe relacionado

28 mai 2008

Santogold – L.E.S. Artistes

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Lançamento

O Sigur Rós é uma banda para poucos. Sua sonoridade incomum e o idioma (islandês) das canções são barreiras que dificultam o acesso às suas músicas. Seus vídeos freqüentemente possuem um tom delicado e suave inspirado nas cordas sempre presentes nas canções.

A banda está lançando um novo álbum – með suð í eyrum við spilum endalaust (que significa with a buzz in our ears we play endlessly) em junho e já disponibilizou em seu site o download do novo single  – Gobbledigook. A novidade desse próximo álbum é a inclusão de uma faixa cantada em inglês.

O vídeo de Gobbledigook se torna curioso pelo contraponto “feliz” e “divertido” que faz aos outros clipes da carreira da banda. Canção e vídeo estão em sintonia afinada por refletirem os climas e sentimentos provocados por sons e imagens para os leigos em islandês.

A “diversão sem fim” do nome do álbum é representada pela capa do disco e também pelo vídeo, que representa a liberdade e alegria contida naquela imagem estática como se desdobrasse aquela viagem e nos mostrasse um pouco das loucuras que aconteceram.

Em Gobbledigook, o Sigur Rós utiliza o vídeo para criar mídia em torno de seu álbum, marcando essa nova sonoridade construída em lugares distintos como Reykjavík (capital da Islândia), Havana, Nova York e Londres com a liberação que só a completa nudez traz. Essa mudança para climas mais alegres pode ser uma sinalização de que a banda adorada pelos indies roots esteja buscando uma inserção/destaque maior no mercado da música.

Gobbledigook é um clipe divertido, alto astral e sem excessos na edição, que um mau uso poderia comprometer o resultado final. É uma pena não dispor de uma compreensão da letra da música.

Mais info

Vídeoclipe relacionado

28 mai 2008

Sigur Rós NSFW (Not Safe for Work)

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Lançamento

O mito do rap Kanye West volta ao mundo dos videoclipes com uma nova versão para Flashing Lights. Como diz a descrição no Youtube, esse vídeo estava planejado para ser lançado, mas foi deixado de lado e lançado somente agora e sem exibição na TV. Será verdade ou é mais uma jogada do Kanye?

Na primeira versão, uma polêmica com a violência. Na segunda, uma técnica para encher os olhos. Totalmente construído em animação stop motion de fotografias, o vídeo explora a banalidade do cotidiano através da estilização técnica das cenas.

Nessa versão, as “flashing lights” não são somente uma referência à personagem que é modelo fotográfica, mas também a própria técnica do vídeo. Kanye é mestre em sacadas ‘geniais’.

Imagem de Amostra do You Tube

Na segunda versão, o vídeo de Flashing Lights se aproxima mais do universo abordado na letra da música, dando uma interpretação rasteira ao tema de maneira tecnicamente criativa. Isto no deixa na dúvida: o vídeo é bom ou estamos sendo enganados pela criatividade técnica?

Qualquer vídeo em stop motion é construído totalmente na edição e neste caso acompanha a velocidade e o ritmo da música sendo utilizada pra enfatizar determinados momentos.

Certamente a primeira versão do vídeo não está sendo exibida e todo artista da música pop precisa ser visto para ser lembrado. Para esta função, a forma que a nova versão foi construída além de se encaixar perfeitamente em parâmetros do mercado está executando bem a sua tarefa de promover o single.

Esse vídeo encanta mais pela técnica – que não é nova, mas é fascinante – do que por algum sentido de inovação como, por exemplo, Stronger trouxe.

Vídeoclipe relacionado

27 mai 2008

Flashing Lights mais uma vez

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Lançamento

Sabe aqueles dias em que nada dá certo e ainda por cima você se péssimo? O Cut Copy te entende e fez um vídeo para expressar toda essa maré de má sorte.

Hearts On Fire é o segundo clipe do álbum In Ghost Colours e foi disponibilizado no último dia 19 no Youtube.

Imagem de Amostra do You Tube

O clipe utiliza uma nuvem de chuva “individual” para representar toda a dor e o desânimo da personagem. Um recurso inteligente, esperto e divertido que encaixa com a proposta da banda e da música.

As imagens e os cenários do vídeo também mantêm correspondência com o universo musical da banda ao ambientar o drama pessoal em ambientes cool e equlibrados, sem exageros.

Cut Copy acerta em cheio novamente. Lights and Music trabalhou de maneira interessante as sugestões contidas na própria música. Hearts On Fire tem potencial para ser o clipe preferido de diversas pessoas por causa desse comportamento um pouco engraçado e um pouco sério a respeito dos famigerados “problemas do coração”.

Vídeoclipe relacionado

26 mai 2008

Dores do amor em Cut Copy

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Lançamento

Estou me questionando se o novo clipe do Weezer, Pork and Beans, é uma tentativa de ganhar um público novo, mais jovem do que seu público cativo. Não consigo me decidir, mas é certo que eles souberam muito bem usar as ferramentas e conteúdos digitais para a promoção de seu novo single lançado sexta após 2 anos sem lançar nenhum material inédito.

Pork and Beans poderia ser chamado de um meta-viral: é um vídeo que vai se tornar viral na web nos próximos dias e reúne todos os vídeos que todos os usuários de Internet nos últimos anos pós-Youtube.

O vídeo tem cara de ser uma piada interna que virou um vídeo que tentansoar engraçadinho para um público muito amplo. É como se o Quanta Ladeira começasse a fazer shows na França. heheh

Música e vídeo celebram a individualidade, a diferença e a estranheza que todos nós temos. Na letra, o contraponto com as atitudes de quem resolve se adequar a padrões é feito com essa celebração do freak. O vídeo, por sua vez, enfatiza toda a “boa e espontânea” bizarrice dos vídeos amadores do Youtube.

Imagem de Amostra do You Tube

O Weezer foi esperto em adotar essa estratégia. Eles sabem que o público consumidor de música hoje em dia se concentra ao redor do MySpace, Youtube, iTunes, etc. e para atingí-lo nada melhor do que mergulhar nesse universo.

Porém a piada não foi tão engraçada assim. Ao basear seu vídeo apenas na junção dos virais, a banda provocou uma perda do cômico que cada vídeo possuía individualmente e não conseguiu construir o seu próprio vídeo. Algumas mensagens no Twitter diziam algo do tipo: “obrigado weezer por tornar o youtube sem graça”.

Chris Cocker, coca cola com mentos, dramatic chipmunk, o cara de Evolution of Dance, a Miss americana burra, o vencedor do Youtube Awards, Kevin Federline, Daft Bodies, entre outros são ótimos vídeos e já se tornaram parte do nosso repertório pop, mas não deram “liga” em Pork and Beans.

Destaque para as cenas em que a banda toca em frente a uma chuva de coca cola com mentos. O impacto visual é instigante.

Vídeoclipe relacionado

25 mai 2008

A piada interna sem graça do Weezer

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Lançamento

Na última semana, o assunto principal d’O Grito enfoca o Maio de 68 e suas repercurssões na sociedade e na cultura da França e do mundo. Para marcar esse especial, o Cultura Clipe traz um mini-especial com vídeos da banda mais importante dos anos 60.

É inegável a influência dos Beatles na cultura pop do final do século passado, pois eles ajudaram a formar todo o ambiente que circula em torno do pop – tanto no âmbito da música e do rock quanto em áreas afins.

No audiovisual, a banda foi uma pioneira com o filme A Hard Day’s Night (no Braisl foi chamado de Os Reis do Iê-Iê-Iê) que trouxe em si alguns dos elementos que iriam ser a essência do videoclipe – os números musicais pontuando a narrativa, a dinâmica acelerada das imagens, etc.

Em 1966 os Beatles lançam Strawberry Fields Forever, considerado o primeiro clipe da banda que dá um passo além dos vídeos anteriores que se baseavam no registro da performance musical.

Em 68, a banda lança três clipes: Lady Madonna, Hey Jude e Revolution. As três faixas são do White Album, que a Mariana fez uma ótima resenha para o especial da Revista.

Lady Madonna sugere uma celebração da admiração de Paul às mães solteiras que criam os seus filhos com dificuldades. Como muita coisa que envolve a banda, essa música é cercada de divergências quanto à inspiração e motivação das letras. Deixemos de lado.

Imagem de Amostra do You Tube

O vídeo de Lady Madonna é um corriqueiro promo video com imagens de estúdios dos Beatles. A relevância do vídeo fica por conta da inovação em gravar os vídeos promocionais para substituir as apresentações deles. Outro ponto importante é a questão do arquivo de imagens que tanto fascina os fãs.

A história conta que Hey Jude foi composta por McCartney para consolar Sean Lennon após a separação dos pais. A canção possui 7 minutos e teve uma versão encurtada para tocar nas rádios americanas que se recusaram a executar uma canção tão longa. A delicadeza de Hey Jude contou com a aprovação de John.

Imagem de Amostra do You Tube

Esse vídeo que circula na web como promo para Hey Jude é uma apresentação ao vivo e possui com todos os lugares-comuns desse tipo de vídeo: ênfase no vocalista seguida de ênfase no resto da banda durante o refrão e a participação da platéia para representar a catarse envolvida naquele momento.

Revolution foi a última canção lançada em 68 e possui 3 versões. A primeira versão é uma faixa com uma forte presença das guitarras e foi utilizada no vídeo promocional. A segunda é uma versão acústica e a terceira é uma versão experimental de longa duração que tem a participação intensa de Yoko Ono – que trouxe suas influências do Fluxus, grupo experimental de arte contemporânea do qual ela fazia parte.

Imagem de Amostra do You Tube

Revolution apesar de ser o registro de uma performance já possui uma edição bem acelerada com takes que alternam imagens de John com as de Paul e George cantando a música. A presença de muitas câmera no mesmo espaço também antecipa uma característica dos videoclipes a partir do final dos anos 80, que filmam um mesmo pequeno ambiente através de uma quantidade quase “exagerada” de câmeras, angulações e cortes.

Essa canção foi lançada como single em Setembro e tem influência direta dos acontecimentos de Maio. Essa canção marca um começo de mudança do foco das canções da banda, que deixaram a psicodelia de lado e se voltaram para uma representação dos acontecimentos da sociedade da época. Essa mudança tem um pouco de influência de Yoko Ono em John e da repercussão da turbulência cultural e social provocada pelos jovens franceses.

Dos três vídeos lançados em 68, Revolution se destaca não somente por fazer referências ao Maio de 68, mas também por apresentar pequenas ousadias audiovisuais em sintonia com a música. No mais, é sempre um prazer ver imagens dos Fab Four (não resisti ao clichê) reunidos em seu habitat.

Vídeoclipe relacionado

24 mai 2008

Os Beatles em 68

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Baú

The Kills lançou no último dia 12 o clipe Last Days of Magic, terceiro single do seu terceiro álbum Midnight Boom. O vídeo é dirigido pela Sophie Muller, diretora badalada que além de U R A Fever e Cheap Cherrful do Kills, também dirigiu clipes como  Björk, No Doubt (Don’t Speak e outros), Blur (Song 2 e outros), Pj Harvey, Coldplay (Trouble), Maroon 5 (Thjis Love), Beyoncé (Deja Vu e outros).

Alison Mosshart e Jamie Hince, respectivamente, vocalista e guitarrista/baterista da banda são um casal que atravessa problemas sérios: violência física. O vídeo é um recorte de uma luta corporal entre os dois que parece não ter fim. E tem, da maneira mais clichê possível.

Imagem de Amostra do You Tube

As imagens da briga são fortes, podendo incomodar algumas pessoas mais frágeis. Elas são intercaladas com imagens da dupla no palco executando a música num clima de disputa, briga e provocação. A briga estendeu-se também para a música.

A compreensão da música e das imagens nos dá uma mensagem bem coesa e eloqüente a respeito do “último dia de mágica” daquele casal. Ambos reclamam na música da confusão em que se meteram e que é representada pelas imagens.

Last Day of Magic tem potencial para ser censurado para algumas audiências em emissoras mais conservadoras/rigorosas. É um bom gancho para falar de violência doméstica em emissoras de TV direcionadas para o público jove..

A violência nesse clipe não parece ser gratuita, já que tem suporte da canção. Porém, possui potencial para a banda ser acusada de promover uma polêmica barata.

No fim das contas, Last Day of Magic cumpre o papel de promover a música e de fugir de lugares-comuns e frivolidades recorrentes no videoclipe.

Vídeoclipe relacionado

23 mai 2008

O amor que destrói do Kills

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Lançamento