RSS

Tag: ‘portishead’

Os lançamentos do Portishead sempre são promessa de uma boa produção. Dessa vez se trata do clipe para Magic Doors, que faz a imagem pulsar com a batida marcada da música e sobrepõe imagens que remetem a lembranças de uma pessoa.

A associação de imagens – vemos um jornal, uma banana, imagens da Beth Gibbons, de pássaros na praia, de abelhas e muitas outras coisas – feita de maneira aleatória se trata dessas ligações mágicas que dão título à música e são revistas na letra da música.

Simplesmente não consigo parar de assistir.

Vídeoclipe relacionado

26 nov 2008

O espetacular novo clipe do Portishead, Magic Doors

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Lançamento

Após Machine Gun, Portishead lança hoje The Rip, o seu segundo single do álbum Third. A banda que estava em um hiato de cerca de 10 anos voltou causando barulho no mundo da música. O álbum dividiu a crítica em “ame ou odeie”, pois foi acusado e ao mesmo tempo celebrado por explorar/repetir/aperfeiçoar as sonoridades que a banda construiu na década de 90.

Da mesma forma que Machine Gun, o clipe de The Rip foi disponibilizado primeiramente no site da banda apenas para membros cadastrados. Como nada passa desapercebido pelos usuários do Youtube, não demorou para o clipe surgir por lá também.

Ao contrário do clipe anterior, The Rip não possui nenhuma cena da banda ou de pessoas, sendo composto por uma animação surrealista cujas imagens não possuem relação imediata entre si nem com a música.

A música se divide em dois momentos que, apesar de possuírem ritmos distintos, transmitem a mesma sensação de desilusão explicitada pela letra da música. Porém, sempre haverá esperança e encontramos no refrão da música uma ponta de fé para o jogo que irá mudar.

The Rip abre mão de constituir qualquer sentido, preferindo instigar e intrigar os espectadores com aquelas imagens estranhas e com um sentido obscuro. A animação tradicional explora a expressividade que o traço do desenho permite e abusa de sombreamentos, das cores fortes e exploram um movimento não-natural de seus personagens e da câmera pelos ambientes criados em desenho.

A sensação que o vídeo passa é de estarmos em um abismo nonsense e aparentemente sem fim – efeito produzido pela ausência de cortes. As mudanças de cenários são feitas por mutações da própria imagem que conecta espaços de maneira improvável e produz efeitos de quadro-dentro-do-quadro.

Ao combinar o ritmo das imagens com a música – operação banal dos videoclipes -, o diretor e a banda direcionam por qual meio nossa sensibilidade está sendo explorada e por quais elementos devemos nos aproximar desse clipe.

Vídeoclipe relacionado

12 mai 2008

Portishead – The Rip

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Lançamento

Após 10 anos sem nenhum lançamento, o Portishead lançará em abril seu terceiro álbum de inéditas, Third. A banda já disponibilizou em seu site oficial o novo clipe, Machine Gun.

Imagem de Amostra do You Tube

O vídeo é o registro de uma sessão de ensaio da música, um clipe de performance que enfatiza os instrumentos e, por conseqüência, a música em vez de destacar os membros da banda. As imagens ainda fazem referência à arte do álbum, explorando os tons azulados e uma imagem granulada, que contribuem para dar um clima intimista à canção.

A música explora batidas eletrônicas que se assemelham à sons que cadenciam a marcha de militares. A letra aborda a possibilidade de salvação de alguém que sofre com a ausência da pessoa amada e questiona essa salvação ao preferir que o outro retorne. A imagem azulada e escura acentua o clima de sofrimento do personagem da música.

Apesar de utilizar um formato desgastado, o Portishead e o diretor buscaram – e conseguiram – transpor para a imagem a sua visão e seu sentimento em torno da música.

Vídeoclipe relacionado

20 mar 2008

Portishead

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Lançamento