O The Ting Tings soube explorar a sua música para fazer um clipe vibrante e criativo. We Walk traz O movimento desconstruído, detalhado e reconstruído em uma aura pop. Figurinos, cenários e edição jogam a favor do clipe e ganham a partida. Não se deixe enganar pelo pianinho do começo, vá além
Na primeira versão, That’s Not My Name ganhou um clipe que transbordava energia. Na segunda, o visual ganhou uma estilizada com um interessante trabalho de claro-escuro e das palavras brilhantes, mas perdeu na empolgação da dupla.
That’s Not My Name continua sendo uma boa música e a nova versão merece um pouco de atenção.
The Ting Tings é o anfitrião do recente comercial da marca esportiva ADIDAS que ainda conta com a aparição dos mais populares do show business atual: David Beckham, Katy Perry, Estelle, Missy Elliot e um monte de rapper e djs que não conheço.
O clima da festa é único e a diversão por lá foi garantida. A escolha de uma música mais desacelerada paran contrapor com as imagens frenéticas deu um bom resultado. No fim, fica aquela sensação de que 1 minuto é muito pouco.
UK Music Video Awards é uma premiação exclusiva para videoclipes e é promovida por entusiastas do formato. A premiação acontece no próximo dia 14 de outubro e está destinada a reconhecer a excelência da produção de videoclipes pelos indivíduos e companhias britânicas. Mais informações no site.
São 18 categorias: Best Pop Video, Best Rock Video, Best Indie/Alternative Video, Best Dance Video, Best Urban Video, Best Budget Video, Best Art Direction in a Video, Best Styling in a Video, Best Cinematography in a Video, Best Telecine in a Video, Best Editing in a Video, Best Visual Effects in a Video, Best International Video, The People’s Choice Award, Best Producer, Best New Director, Best Director, Best Commissioner.
Algumas categorias serão destacadas aqui no Cultura Clipe e o restante pode ser conferida no site.
Björk e Hot Chip fizeram dois clássicos do último ano, mas sua popularidade talvez atrapalhe na categoria indie. Ainda acho que o prêmio fica com um deles.
Leona Lewis tem um grande público, resta saber se essa premiação atingirá os fãs dela. Bleeding Love é um clipe bom e se ganhar é merecido. Assim como se o vencedor for a Adele, Duffy, Estelle, Mark Ronson ou Sam Sparro.
Ainda concorrem a prêmios o Chemical Brothers, Groove Armada, Gnarls Barkley, Klaxons, Roisin Murphy, Interpol, Justice, MGMT, Weezer entre os mais conhecidos.
O novo clipe de The Ting Tings, Be The One, quer confundir a imagem real com a transmitida. Os espaços se conectam e se dividem através e a partir do telão, espécie de portal que serve de gancho para questionarmos o que é real e o que é produzido pela mídia.
Música e clipe entram em sincronia quando tratam de assuntos cotidianos. As imagens completam a trivialidade da temática da letra de uma maneira estilizada.
A comparação imediata de Be The One é Tribulations do LCD Soundsystem, porém Be The One intensifica essa diferença entre o que vemos acontecendo e o que vemos sendo transmitido. Tribulations não explora esse dualismo.
Dos clipes já lançados pelo The Ting Tings, Be The One é o menos enérgico e o que recorre menos às sensações e emoções despertadas pelo impacto visual. É um bom clipe apesar de não ter o melhor dos clipes anteriores da banda.
A revista ingles Q divulgou no último dia 1º de setembro os concorrentes para a edição de 2008 de sua premiação, o Q Awards. Para ver os concorrentes e votar nos preferidos é só acessar o hotsite do prêmio. A entrega dos prêmios acontece no dia 19 de setembro.
O tão aguardado VMA acontece no próximo domingo, dia 7 de setembro. Reveja os indicados aqui.
No Q Awards, O Coldplay está liderando com quatro indicações Melhor Música e Melhor Vídeo por Violet Hill, Melhor Álbum e Melhor Performance do Mundo Atualmente.
Ready For The Floor tem grandes chances de vencer por ser um arrasa-quarteirão que embalou as pistas do início de 2008 e tem um impacto visual incrível. That’s Not My Name tem uma energia incrível e uma letra super bem-humorada, mas o The Ting Tings teria mais chance com Shut Up and Let Me Go.
Goldfrapp fez um ótimo e divertidíssimo clipe, mas está enfrentando artistas com grande público. O Coldplay conta com sua torcida para vencer o prêmio, mas não que mereça. Violet Hill é bem inferior aos seus concorrentes. Vampire Weekend pode ser um azarão e vencer com o seu apenas divertido A-Punk.
Continuando a avalanche de indicações iniciada no post passado.
A premiação acontece dia 07 de setembro e o Cultura Clipe fará um balanço após o anúncio dos vencedores. Acompanhe tudo sobre o VMA 2008 através da tag.
Weezer tem grandes chances por ter brincado com as estrelas da internet. Erykah Badu tem chances por ter feito um clipe cool, mas devido ao extenso e primoroso trabalho o prêmio deve ficar com o Death Cab For Cutie.
Que tipo de efeito especial tem Violet Hill? O grande trabalho de Missy Elliot é forte candidato. Assim como o Good Life, que foi feito após o Kanye pirar com D.A.N.C.E. do Justice. Linkin Park também fez um trabalho especial ao mexer com velocidades aceleradas e em reverso e deve ficar com o prêmio por ter se destacado mais.
A MTV divulgou em seu site os últimos indicados por votação popular às categorias de Best Rock Video e Video of the Year. Veja todos os concorrentes e os comentários através da tag VMA 2008.
A categoria de Melhor Videoclipe de Rock está bem disputada. Todos os cinco concorrentes são bons clipes em todos os aspectos: impacto visual, direção competente, artifícios de narrativa e o principal elemento que diferencia essa categoria: energia rockeira. Os favoritos são Linkin Park e Foo Fighters.
Videoclipe do Ano é a categoria mais cobiçada: todos os estilos musicais competem entre si, apesar de uma predominância do pop. Para vencer esta categoria, o clipe tem que ser bem feito e bonito plasticamente, ter uma ligação forte com a música, ter conquistado espaçoe repercussão. Britney mais uma vez como favorita.
Foo Fighters e Linkin Park têm grandes chances por serem grandes bandas e seus clipes contarem com um grande impacto visual ligado à música.
Fall Out Boy colocou mais guitarras na música de Michael Jackson, mas foi pouco criativo ao revisitar o clipe original. O Paramore é um sucesso de público e apesar do efeito da gravação em um deserto, crushcrushcrush é um clipe de performance. Em ambos os casos, falta de criatividade leva a poucas chances de sair com um prêmio. Slipknot fez o de sempre: não passou vergonha, mas não leva o prêmio.
Essa prêmio será de Piece Of Me. Britney foi a mais falada, mais perseguida, mais amada/odiada desde o ano passado e este clipe parece uma premonição da recuperação dela. Jonas Bros e Pussycat Dolls fizeram clipes bonitos plasticamente, porém não propõem nada de interessante. Idéias velhas.
Chris Brown tem um clipe plasticamente bonito e ganhará se o prêmio não for para a Britney. Shut Up and Let Me Go é um dos melhores clipes do ano até agora e com certeza vai figurar nas listas de melhores de 2008, mas lhe falta uma grande repercussão na mídia e no público. Uma pena o The Ting Tings ter chances apenas como azarão. Num mundo ideal, seria o favorito.
Alguns dias depois de eu ter escrito sobre o The Ting Tings um novo vídeo surgiu na web. A jogação da vez é com a música Shut Up and Let Me Go.
Os elementos de That’s Not My Name e Great Dj continuam nesse clipe: a bateria marcando o ritmo das imagens, a ênfase na voz da vocalista, o uso freqüente de cores e formas geométricas e uma forte interação entre a dupla que compõe a banda.
É incrível a capacidade da banda de transformar uma letra triste, melancólica até, em uma música divertida e eletrizante. Eles conseguem levar essa energia também para as imagens, provando uma boa sintonia entre si e com o diretor.
Esse vídeo é um exemplo muito bom de montagem vertical: não há seqüência linear e temporal entre as cenas, pois elas são simultâneas e sobrepostas. Boa sacada em utilizar as mãos do casal para dar entrada para os diversos momentos do relacionamento do casal. Direção de arte e iluminação espetaculares. É impressionante não achar uma escorregada sequer nesse vídeo.
O efeito de abismo não é novo, recentemente, o White Stripes utilizou em Seven Nation Army. Mas The Ting Tings personalizou o efeito/truque do abismo ao optar por um maximalismo nas suas imagens para evitar comparações com o minimalismo do White Stripes (está de bom tamanho de serem uma banda formada por um casal).
Aproveitando, Shut Up and Let Me Go é trilha de um recente comercial do Ipod.
Às vezes dá pra medir o potencial pop de uma banda pela repercussão que ela ganha na internet. Tá, eu sei que isso é discutível, mas quando eu me deparo com uma banda em diferentes sites e blogs e ainda vejo alguns contatos recomendando determinada banda, eu fico intrigado e vou investigar o motivo daquela repercussão toda.
Recentemente, isso aconteceu com o The Ting Tings. Meus contatos no twitter, no msn, no orkut, os blogs de música que eu leio estavam fazendo algum tipo de referência a That’s Not My Name. É certo que esse universo virtual é quase um gueto que se pauta, mas acredito que a repercussão não é à toa. A banda faz um rock bem marcado, músicas simples e divertidas e o vocal feminino sempre é um diferencial no rock.
A diversão da música está em cada cena do clipe que reflete a ligação da dupla com a música: muita energia e jogação pura. Eles exploram uma profusão de cores no estúdio, no figurino e até em seus instrumentos. Tem coisa melhor num videoclipe do que uma edição rápida e cores, muitas cores? Não. Eles foram espertos e exploraram isso em seu primeiro clipe Great DJ e repetiram a dose em That’s Not My Name.
Como todo clipe de banda nova, a ênfase é dada na performance. Eles precisam se promover, mas isso não tira o brilho da jogação em hipótese alguma. That’s Not My Name é fascinante tanto como música quanto como videoclipe.