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Categoria: ‘Baú’

À essa altura a maioria já deve ter assistido a Radar, o insosso novo clipe da Britney. Mesmo atrasado, o post serve para valorizar os clipes realmente bons da Britney: (Hit Me) Baby On More Time, Boys, I’m Slave 4U, Toxic, Me Against The Music e My Prerogative.

Radar traz os clichês que Britney insiste em usar ao longo de sua carreira: a historinha linear e boba entre um casal. A diferença está nas locações, figurinos e em alguns fechamentos – como é o caso de Radar. Nada de novo, ficamos à espera do próximo.

Vídeoclipe relacionado

GBI: German Bold Italic é um single do Towa Tei, projeto de um DJ que fez parte do Dee-Lite durante o auge da banda. Kylie participou da faixa na tentativa de melhorar sua imagem após o disco Impossible Princess, que não obteve a repercussão desejada. Por sua vez, a parceria de GBI: German Bold Italic não conseguiu subir aos primeiros lugares das paradas britânicas, americanas e australianas.

O clipe – dirigido por Stephane Sednaoui – acompanha Towa Tei e uma Kylie “gueixa” através de Nova York. O vídeo não faz sentido algum e explica porque está “esquecido” da carreira musical da cantora.

Vídeoclipe relacionado

Não estranhe se você escutar o clássico O Barquinho em japonês. Aproveitando a boa inserção da Fernanda Takai no mercado musical japonês, a edição japonesa do ótimo disco em tributo a Nara Leão, Onde Brilhe os Olhos Teus, tem uma versão para o japonês do clássico bossanovista que não foi editado na edição brasileira do disco.

Foram lançados os clipes Kobune (O Barquinho) e Insensatez.

Todo em p&b, Kobune nos transporta para uma tardinha ensolarada como aquela cantada por João Gilberto. A obviedade do barquinho foi evitada, ainda bem. A edição do clipe conta com bem-vindas alterações na velocidade das imagens que dá um ótimo efeito na sincronia com a bateria. A imagem recebeu tratamento especial: além do p&b, a iluminação simula um velho filme e a todo momento vemos grafismos pela tela que dão o tom cool caracetrístico dos outros trabalhos da cantora.

O clipe de Insensatez é mais tranqüilo e ameno que Kobune. A delicadeza da canção é mostrada através de longos super closes no rosto da cantora e também por meio da câmera que se move lentamente, saindo e voltando do foco.

Assim como Kobune, o toque pessoal em Insensatez é dado pelo clima cool construído pelo ambiente branco e bastante iluminado que possui alguns “móbiles” pendurados. Essa composição de cenário escolhe apenas os detalhes para mostrar as transformações dos sentimentos cantados pela Fernanda.

A presença ilustre é Ronaldo Fraga que preenche com estampas no seu croqui o vestido antes listrado da cantora e remete a uma colombina e sua história de amor dividido.

Kobune e Insensatez trazem as marcas dos trabalhos de Fernanda Takai no Pato Fu – o domínio do visual dos seus clipes, a aura cool de suas imagens – em uso num contexto bossanovista. E por mais estranho que essa mistura possa soar, funcionou eficientemente.

Vídeoclipe relacionado

19 nov 2008

Clipes bossanovistas de Fernanda Takai

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Baú

O último vídeo do Club 8, Whatever You Want, é um conto de conflito de classes sociais que atrapalha o amor. A banda toca no Festival No Ar – Coquetel Molotov 2008 dentro do projeto Invasão Sueca.

O clipe se passa em uma festa da alta sociedade: muito champanhe e senhoras finas e ricas. Em paralelo, a banda toca a música como se estivesse no mesmo ambiente da festa.

O bom destaque de Whatever You Want são suas imagens escuras e incompletas que revelam pouco do que acontece.

Não dá para saber com segurança todos os clpes lançados pela banda, mas You and Me e She Lives By The Water são clipes deles mesmo.

Vídeoclipe relacionado

20 set 2008

Especial Coquetel Molotov: Club 8

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Baú

O primeiro clipe do Shout Out Louds, Very Loud, carrega um tom confessional na letra e no clipe. A banda participa amanhã do Festival No Ar – Coquetel Molotov.

A história de amor e desencontros contada na música é ilustrada por uma viagem nonsense em uma paisagem coberta de neve. Os ambientes e objetos representados nas imagens fazem analogia ao sofrimento e à esperança da reconcialação.

Very Loud usa os elementos do clipe de maneira inteligente que contribui para contar a história. As metáforas e analogias são recursos de quem domina o audiovisual e a ação da narrativa.

Os outros clipes do Shout Out Louds são The Comeback, Tonight I Have To Leave It e Impossible. Todos são recomendadíssimos.

Vídeoclipe relacionado

19 set 2008

Especial Coquetel Molotov: Shout Out Louds

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Baú

Human Nature é o meu videoclipe preferido da Madonna. A música é eletrizante, sexy e poderosa. O clipe é chocante, debochado, contestador e, claro, sensual. As roupas de borracha, os acessórios (chicote, algemas, correntes) e a dança esquisita compõem um visual incomum na TV, que tem uma aura de proibido, mas que resultou num clipe ousado e apaixonante.

Imagem de Amostra do You Tube
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Vídeoclipe relacionado

16 ago 2008

A Rainha faz 50 anos

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Baú

Hoje é o 27º aniversário da MTV americana e da exibição do primeiro videoclipe da emissora, Video Killed The Radio Star da banda Buggles.

Um típico visual dos anos 80: sobreposições, incrustações, chorma-key, efeitos de fade in e fade out, temática científica, corres berrantes, óculos exagerados, cabelos pavorosos, teclados com e, principalmente, o registro de uma época de transformações. Tudo aquilo que amamos odiar e odiamos amar.

Video Killed The Radio Star é um importante exemplo do “espírito do tempo” (zeitgeist, em alemão) que participou da formação do repertório contemporâneo de imagens através da televisão.

Imagem de Amostra do You Tube
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1 ago 2008

Para marcar os 27 anos da MTV

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Baú

Poucos artistas e poucas músicas conseguem ser tão representativos de uma época. O Blondie consegue em Heart of Glass representar o auge do pós-punk do final da década de 70 e também o início da década de 80 com suas boates, os neons, os globos espelhados.

Dois anos antes do start do videoclipe dado pela MTV, alguns artistas já produziam clipes a todo vapor, entre eles Blondie, David Bowie, Devo.

O clipe de Heart of Glass é um registro da performance da banda em um club e todos os elementos relacionados a esse ambiente foram explorados. Cenas noturnas de Nova York e doa fachada do Studio 54 são misturadas aos elementos da boate

Quase 30 anos depois (o clipe é de 1979), Heart of Glass nos parece simplório, porém em sua época causava um grande impacto. Aquelas imagens eram poucos comuns nas televisões.

Imagem de Amostra do You Tube
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16 jul 2008

Blondie 30 anos depois

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Baú

Max de Castro surgiu na virada dos anos 90 para os anos 2000 e fez parte de uma renovação da música pop brasileira, que ao mesmo tempo em que se relacionava com sonoridades globais não abria mão de uma identidade nacional sem regionalismos.

Em seu segundo álbum – Ochestra Klaxons – ele deu continuidade ao trabalho iniciado em Samba Raro: o samba, temas e ícones nacionais eram misturados a sons eletrônicos, guitarras e diversos outros instrumentos.

A História da Morena Nua que Abalou as Estruturas do Esplendo do Carnaval é um bom exemplo das sonoridades que estavam surgindo e orbitavam em torno da gravadora Trama (que também surgia com uma visão mais contemporânea de música e de mercado fonográfico).

As novas propostas musicais obviamente influenciaram a produção de videoclipes nessa época. A História da Morena… reúne em si um conjunto de informações visuais característicos: a união de tradição e modernidade, samba e eletrônica, bateria de samba e guitarra.

Imagem de Amostra do You Tube

A letra da música está bem próxima de um conto, uma narrativa e, por isso, a performance de Max de Castro é intercalada com a evolução da “Morena” na Marquês de Sapucaí.

A escolha que deu todo o diferencial ao vídeo foi ter escolhido um sambódromo completamente vazio, como se representasse a cidade em uma quarta-feira de cinzas, um pós-carnaval trágico após o “abalo” do título da música.

A História da Morena… é um clipe cheio de nuances imagéticas e temáticas, que o torna um produto para ser compreendido com cautela. Uma reflexão deste videoclipe revela muito do nosso carnaval e de boa parte da nossa música pop, que transitou entre o local e o global.

A junção de samba e funk da letra pode ser claramente encarada como um das misturas musicais que o Max se propõe a fazer. Um clipe bastante característico da música brasileira contemporânea.

Vídeoclipe relacionado

5 jul 2008

A música brasileira contemporânea por Max de Castro

    » Escrito por Eduardo Dias | Categoria: Baú

Talvez devesse existir um gênero de videoclipe, assim como o clipe de performance, que reunisse os clipes relacionados a esportes. Desses, destaco o mais famoso Eletrobank do Chemical Brothers e com a Sofia Copolla interpretando a Nadia Comaneci. Além do óbvio clipe Uma Partida de Futebol do Skank, outro clipe mais recente é o If Only da KT Tunstall.

The Last Shadow Puppets é o projeto paralelo de Alex Turner, vocalista do Arctic Monkeys, que revela outros sons saídos da mente desse pequeno gênio. The Age of Understatement é o primeiro disco do projeto e a faixa homônima é o primeiro videoclipe da banda.

Imagem de Amostra do You Tube

Ambientado em cenários bastante expressivos, The Age of Understatement utiliza uma pista de patinação no gelo como palco para celebrar a personagem da música e utiliza as ambientações militares para contextualizar o esforço necessário para conquistar essa mulher, pois ela é forte e dura na queda.

Com inteligentes metáforas e cenários intrigantes, The Last Shadow Puppets faz um videoclipe repleto de minúncias e nuances. Estão presentes no vídeo diversas referências aos maiores poderes do séc. XX como a Igreja e os Estados Totalitários. Estas são marcas de artistas cuidadosos com seus produtos, o que os diferencia em meio a tanta trivialidade nos videoclipes.

Vídeoclipe relacionado