Revista O Grito! — Cultura pop, cena independente, música, quadrinhos e cinema https://www.revistaogrito.com Notícias, resenhas e artigos de arte, quadrinhos, cultura pop e cena independente Fri, 03 Apr 2020 21:36:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.4 Nova edição da Plaf tem capa assinada por Amanda Miranda e traz matéria sobre futuro das HQs no Brasil https://www.revistaogrito.com/nova-edicao-da-plaf-tem-capa-assinada-por-amanda-miranda-e-traz-materia-sobre-futuro-das-hqs-no-brasil/ Fri, 03 Apr 2020 21:36:07 +0000 https://www.revistaogrito.com/?p=82505 O que o futuro reserva para os quadrinhos no Brasil – e como os quadrinhos veem nosso futuro? Foi com isso em mente que produzimos a quarta edição da revista Plaf. A edição tem capa assinada por Amanda Miranda. O artigo de capa da Plaf 4, refletindo sobre essa questão, é assinado por Rogério de Campos, editor da Veneta e uma das figuras mais importantes na história do mercado de HQs no país. Falando em capa, a ilustração é de […]

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O que o futuro reserva para os quadrinhos no Brasil – e como os quadrinhos veem nosso futuro? Foi com isso em mente que produzimos a quarta edição da revista Plaf. A edição tem capa assinada por Amanda Miranda.

O artigo de capa da Plaf 4, refletindo sobre essa questão, é assinado por Rogério de Campos, editor da Veneta e uma das figuras mais importantes na história do mercado de HQs no país.

Falando em capa, a ilustração é de Amanda Miranda, que nos traz ainda uma versão alternativa de sua bela HQ distópica Sangue Seco Tem Cheiro de Ferro. As outras HQs deste número são de Adri.A, com uma história exclusiva do Cara-Unicórnio (maior super-herói brasileiro da atualidade), e de Henrique Magalhães (com sua icônica Maria).

Quem também nos ajudou a refletir sobre aquilo que nos aguarda foram Luli Penna, em entrevista à tradutora e pesquisadora Maria Clara Carneiro; Gabriela Borges, do Mina de HQ, investigando para onde aponta nossa produção atual de HQs; e Nuno Talicosk, refletindo sobre o que significa a diversidade que vemos hoje nas convenções de quadrinhos.

A Plaf #4 estará disponível em breve, em nossa loja online e em diversas lojas físicas por todo o Brasil. Fique ligado!

Adquira as outras edições da Plaf em nossa loja online. A revista também está à venda pela internet na Banca Tatuí e Ugra Press. As três primeiras edições também estão disponíveis para download gratuito.

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Coletânea Rock Triste Contra o Coronavírus busca fundos para ajudar necessitados da pandemia do covid-19 https://www.revistaogrito.com/coletanea-rock-triste-contra-o-coronavirus-busca-fundos-para-ajudar-necessitados-da-pandemia-do-covid-19/ Fri, 03 Apr 2020 18:44:01 +0000 https://www.revistaogrito.com/?p=82502 Rock Triste Contra o Coronavírus é uma iniciativa de artistas brasileiros para ajudar comunidades carentes nesse momento de pandemia do covid-19 e isolamento social. Toda sexta, até outubro, será lançado um cover para angariar fundos para a ação do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas contra o coronavírus. Nenhum artista participante receberá lucro por essa coletânea. Todo o dinheiro que você dá quando compra o disco é enviado diretamente à conta do paypal da coordenação do movimento (após […]

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Rock Triste Contra o Coronavírus é uma iniciativa de artistas brasileiros para ajudar comunidades carentes nesse momento de pandemia do covid-19 e isolamento social. Toda sexta, até outubro, será lançado um cover para angariar fundos para a ação do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas contra o coronavírus.

Nenhum artista participante receberá lucro por essa coletânea. Todo o dinheiro que você dá quando compra o disco é enviado diretamente à conta do paypal da coordenação do movimento (após paga a porcentagem do bandcamp).

A ideia veio de Vitor Brauer, membro das bandas Lupe de Lupe, Desgraça, Xóõ e do movimento Geração Perdida de Minas Gerais, quando pensou em gravar um cover da música “Lavar as Mãos” de Arnaldo Antunes e doar todo o dinheiro do lucro para uma instituição que ajudasse pessoas em necessidade. Logo depois a ideia se estendeu aos amigos músicos que preenchem esse gênero criado por fãs chamado “rock triste”.

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O gênero engloba bandas de muitos gêneros, mas que possuem um ar reflexivo, às vezes pessimista, às vezes otimista, em suas letras e composições. As bandas participantes da iniciativa são Grupo Porco, Soft Porn, Tuyo, Amandinho, Pata, Não Não-Eu, Emerald Hill, Fernando Motta, Bruna Mendez, Celso e Mafius, Eliminadorzinho, Theuzitz, Fogo Caminha Comigo, Coisa Horrorosa, Wagner Almeida e Avenoá, Chico de Barro, Trash No Star, ÁIYÉ, Terno Rei, Tom Gangue, Paola Rodrigues, La Leuca, Born To Freedom, Brvnks e Lupe de Lupe.

Você também pode transferir ou depositar diretamente para a coordenação do movimento.

Banco: CAIXA
Agência: 0081
Operação: 013
Conta poupança: 00066148-5
Titular: Manoel Inacio Moreira Vieira
CPF: 120.732.696-80

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Frank Ocean retorna com duas faixas surpresa, “Cayendo” e “Dear April” https://www.revistaogrito.com/frank-ocean-retorna-com-duas-faixas-surpresa-cayendo-e-dear-april/ Fri, 03 Apr 2020 17:40:35 +0000 https://www.revistaogrito.com/?p=82496 Frank Ocean retorna esta semana com mais dois lançamentos surpresa. “Cayendo” e “Dear April” são duas novas músicas que deverão aparecer no novo álbum do músico, ainda sem data definida. Além destas duas novas faixas, Ocean já soltou “DHL” e “In My Room”, no final de 2019. As duas músicas lançadas agora estão sinalizadas como “versões acústicas”, então não está muito claro se elas irão aparecer de maneira diferente no disco.

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Frank Ocean retorna esta semana com mais dois lançamentos surpresa. “Cayendo” e “Dear April” são duas novas músicas que deverão aparecer no novo álbum do músico, ainda sem data definida.

Além destas duas novas faixas, Ocean já soltou “DHL” e “In My Room”, no final de 2019.

As duas músicas lançadas agora estão sinalizadas como “versões acústicas”, então não está muito claro se elas irão aparecer de maneira diferente no disco.

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Quadrinista argentino Juan Giménez morre após contrair Covid-19, aos 76 https://www.revistaogrito.com/quadrinista-argentino-juan-gimenez-morre-apos-contrair-covid-19-aos-76/ Fri, 03 Apr 2020 13:43:19 +0000 https://www.revistaogrito.com/?p=82484 O quadrinista argentino Juan Giménez, cocriador de Os Metabarões, morreu nessa quinta (2), aos 76 anos. Ele estava sofrendo de sintomas relacionados ao covid-19 quando deu entrada no Hospital Central de Mendoza, na Argentina no último dia 16 de março. Ele foi o primeiro quadrinista a falecer devido à doença. Nascido em 1943 na Argentina, Giménez foi um dos criadores de A Casta dos Metabarões, uma das séries mais famosas e influentes dos quadrinhos de ficção científica e fantasia, cujas […]

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O quadrinista argentino Juan Giménez, cocriador de Os Metabarões, morreu nessa quinta (2), aos 76 anos. Ele estava sofrendo de sintomas relacionados ao covid-19 quando deu entrada no Hospital Central de Mendoza, na Argentina no último dia 16 de março.

Ele foi o primeiro quadrinista a falecer devido à doença.

Nascido em 1943 na Argentina, Giménez foi um dos criadores de A Casta dos Metabarões, uma das séries mais famosas e influentes dos quadrinhos de ficção científica e fantasia, cujas ideias inspirou diversas produções em Hollywood. Escrita ao lado do igualmente visionário Alejandro Jodorowsky, a coleção saiu no Brasil pela editora Devir.

Ele começou trabalhando com publicidade, mas adquiriu reconhecimento por seus trabalhos na revista Heavy Metal e em títulos da editora Humanoids.

Ele também ficou conhecido pela versão italiana de O Eternauta, seminal quadrinho argentino dos anos 1970. Também foi autor de Leo Roa, Quarto Poder, Eu, Dragão e Ás de Espadas, além de ter participado da revista argentina Fierro, importante publicação latinoamericana de quadrinhos. Nos últimos anos vinha vivendo em Sitges, na costa Catalã e retornou à sua cidade natal, Mendonza, na Argentina, há poucas semanas.

Foto: Javier Mediavilla Ezquibela/Wikimedia Commons.

Diversos quadrinistas comentaram a morte de Giménez. “Perdemos o mestre dos quadrinhos argentinos, Juan Giménez. Tristeza”, postou Neil Gaiman (Sandman). “Não o conhecia, mas amava seu trabalho. Ele foi a maior influência na parte sci-fi da minha obra Ironwolf”, disse Mike Mignola, criador de Hellboy.

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Drake faz clipe no isolamento, “Toosie Slide” https://www.revistaogrito.com/drake-faz-clipe-no-isolamento-toosie-slide/ Fri, 03 Apr 2020 11:33:10 +0000 https://www.revistaogrito.com/?p=82481 Drake reflete sobre a fase de isolamento vivido por todo o mundo devido à pandemia de coronavírus. “Toosie Slide” mostra o rapper em sua casa vestindo máscara e luvas. A música traz uma rara oportunidade de conhecer mais da intimidade do músico (sua mansão gigante, as fotos na parede). O clipe finaliza com uma explosão de fogos de artifício do lado de fora da casa.

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Drake reflete sobre a fase de isolamento vivido por todo o mundo devido à pandemia de coronavírus. “Toosie Slide” mostra o rapper em sua casa vestindo máscara e luvas.

A música traz uma rara oportunidade de conhecer mais da intimidade do músico (sua mansão gigante, as fotos na parede). O clipe finaliza com uma explosão de fogos de artifício do lado de fora da casa.

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Jenny Hval discorre sobre sobras na inacabada “Bonus Material https://www.revistaogrito.com/jenny-hval-discorre-sobre-sobras-na-inacabada-bonus-material/ Fri, 03 Apr 2020 09:47:00 +0000 https://www.revistaogrito.com/?p=82475 Uma nova música da artista norueguesa Jenny Hval acaba de sair. “Bonus Material” foi feita durante as gravações do seu último álbum, o soturno e complexo The Practice of Love. Esta nova canção traz uma interpretação angelical com uma linha bem dramática de saxofone. “Trata-se de uma faixa inacabada sobre substâncias inacabadas vazando entre si. Lixo praticando amor”, disse Hval. Aqui:

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Uma nova música da artista norueguesa Jenny Hval acaba de sair. “Bonus Material” foi feita durante as gravações do seu último álbum, o soturno e complexo The Practice of Love.

Esta nova canção traz uma interpretação angelical com uma linha bem dramática de saxofone. “Trata-se de uma faixa inacabada sobre substâncias inacabadas vazando entre si. Lixo praticando amor”, disse Hval.

Aqui:

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HQ do Homem-Aranha mostra o herói envelhecendo com o tempo https://www.revistaogrito.com/hq-do-homem-aranha-mostra-o-heroi-envelhecendo-com-o-tempo/ Thu, 02 Apr 2020 21:38:54 +0000 https://www.revistaogrito.com/?p=82463 HQ do Homem-Aranha mostra o herói envelhecendo com o tempo 6 Criado em 1962 na revista Amazing Fantasy #15 por Stan Lee e Steve Dikto, o Homem-Aranha é um dos mais conhecidos personagens da Marvel Comics e da cultura pop como um todo. Publicado até hoje, o herói segue com a idade praticamente inalterada pro mais de 50 anos. Se o tempo passasse normalmente para Peter Parker ele deveria estar na casa dos 70 e sua querida Tia May seria […]

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HQ do Homem-Aranha mostra o herói envelhecendo com o tempo
6

Criado em 1962 na revista Amazing Fantasy #15 por Stan Lee e Steve Dikto, o Homem-Aranha é um dos mais conhecidos personagens da Marvel Comics e da cultura pop como um todo. Publicado até hoje, o herói segue com a idade praticamente inalterada pro mais de 50 anos. Se o tempo passasse normalmente para Peter Parker ele deveria estar na casa dos 70 e sua querida Tia May seria uma respeitada senhora centenária. A real é que nenhum super-herói, via de regra, sofre os efeitos do tempo. Isso acontece por conta de uma questão mercadológica que faz com que os personagens se comportem como marcas valiosas que precisam se manter atrativas para diferentes gerações de leitores.

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Superman de Frank Miller não acrescenta nada ao mito do herói

As editoras encontram diferentes maneiras de fazer isso acontecer, desde sagas mirabolantes ou mesmo decisões editoriais unilaterais com o relançamento de títulos e reformulação de cronologias. Mas, o que aconteceria se o Homem-Aranha envelhecesse com o tempo e acompanhasse todas as transformações sociais e políticas das décadas? A proposta deu origem a uma interessante minissérie, Homem-Aranha – História de Vida, reunidas em formato livro pela Panini Comics.

Escrita por um dos nomes mais interessantes das HQs americanas hoje, Chip Zdarsky (autor da divertida Criminosos do Sexo), e desenhadas por um veterano no herói aracnídeo, Mark Bagley, a obra traz uma abordagem muito criativa e é uma boa leitura para quem quer ler algo do gênero super-heróis mas não quer se encalacrar no meio de cronologias, universos, etc. Cada capítulo envolve uma década e recupera histórias e sagas importantes do personagem, como a Saga do Clone, o surgimento do simbionte alienígena, a caçada de Kraven e diversos outros momentos. Os fãs mais assíduos do personagem curtirão ainda mais a HQ pois existe a possibilidade de encontrar diversas referências escondidas.

Bagley dá um show em explorar todos os maneirismos de sua arte, com os painéis cheios de panos de fundo dinâmicos (inspirados em mangás de ação) e muita expressividade na forma como conduz a narrativa. Apesar de se apoiar em uma boa ideia – heróis Marvel envelhecendo em tempo real – Zdarsky falha em dar profundidade na ligação que faz com o curso da História real.

Cada edição traz um desfecho óbvio, que em geral envolve uma grande tragédia totalmente sem sentido, como forma de trazer um falso tom maduro ao roteiro. Quando a história do Homem-Aranha tenta se relacionar com algum aspecto histórico, a trama se embola e cai em uma vala cheia de lugares-comuns. A Guerra do Vietnã, por exemplo, é mostrada novamente sob uma ótica reducionista, com o Capitão América atuando como um justiceiro na selva dos vietcongues (sério…). Já a Guerra Civil, saga que o Homem-Aranha teve participação importante, é incluída aqui como uma consequência do pós-11 de Setembro e a Guerra ao Terror do governo Bush.

Zdarsky colocou novamente Homem de Ferro como um “vilão” ao forçar o registro dos super-humanos, mas a rapidez como ele desenvolveu a defesa do personagem e suas intenções prejudicou bastante a história (além de render diálogos bem constrangedores de tão rasos). A última edição, passada nos anos 2010, começa promissora ao trazer Miles Morales à trama, mas é tosca por subaproveitar o personagem e colocá-lo como artífice de mais uma tragédia (sem querer dar spoilers, mas envolve o Doutor Octopus dominando o corpo do herói).

Como uma leitura escapista e sem muita expectativa, História de Vida até cumpre seu papel. Mas desde a ideia inicial, a proposta dessa HQ foi justamente o contrário. Talvez seja melhor deixar os super-heróis imunes ao tempo.

HOMEM-ARANHA – HISTÓRIA DE VIDA
De Chip Zsarsky e Mark Bagley
[Panini Comics, 212 páginas, R$ 64 / 2020]
Tradução de Mateus Ornellas

Compre: Amazon.

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Amazonense Olívia de Amores canta as dores de amadurecer em Não É Doce https://www.revistaogrito.com/amazonense-olivia-de-amores-canta-as-dores-de-amadurecer-em-nao-e-doce/ Thu, 02 Apr 2020 20:31:51 +0000 https://www.revistaogrito.com/?p=82456 Amazonense Olívia de Amores canta as dores de amadurecer em Não É Doce 7.5 A amazonense Olivia de Amores traduz sua jornada de amadurecimento no álbum visual Não É Doce, trabalho que conta, além de um disco digital, videoclipes, um curta-metragem e até mesmo um videogame. Com uma pegada suja, com ecos do rock noventista, trata-se de uma estreia interessante de um dos nomes mais promissores da cena independente do Norte. Segundo Olívia, a base para as canções foram as […]

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Amazonense Olívia de Amores canta as dores de amadurecer em Não É Doce
7.5

A amazonense Olivia de Amores traduz sua jornada de amadurecimento no álbum visual Não É Doce, trabalho que conta, além de um disco digital, videoclipes, um curta-metragem e até mesmo um videogame. Com uma pegada suja, com ecos do rock noventista, trata-se de uma estreia interessante de um dos nomes mais promissores da cena independente do Norte.

Segundo Olívia, a base para as canções foram as experiências dolorosas vivenciadas em sequência: a morte da bisavó e uma das principais bases familiares, de uma amiga e o término de um longo namoro foram os impulsos para questionar seus rumos, se trancar em estúdio com o produtor Bruno Prestes, aprender novos instrumentos e começar a trabalhar em suas canções.

O disco tem uma abordagem interessante das canções românticas pop, com letras amargas embaladas por uma estética amena e fofa, o que quebra expectativas (caso das ótimas “Segunda-Feira” e “Sankyu”). Em outros momentos temos uma proposta mais convencional e dançante do pop como em “Só Vamo”, cheia de reminiscências sobre um relacionamento. É legal ver como a parte final do disco traz uma busca mais experimental, caso de “Janela Remota” e “Mana”, o que mostra que Olívia de Amores ainda tem muito potencial quando eventualmente maturar sua voz própria dentro do pop brasileiro.

OLÍVIA DE AMORES
Não é Doce
[Independente, 2020]

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Emicida lança podcast para debater ideias de seu mais recente disco, AmarElo https://www.revistaogrito.com/emicida-lanca-podcast-para-debater-ideias-de-seu-mais-recente-disco-amarelo/ Wed, 01 Apr 2020 21:03:35 +0000 https://www.revistaogrito.com/?p=82420 Emicida lançou um podcast para falar mais sobre o processo de criação e as referências de AmarElo, seu novo disco, lançado ano passado., São três episódios que serão disponibilizados no Spotify. O primeiro já está no ar. O disco foi lançado no ano passado e traz umolhar mais afetivo do rap, além de aproximações do samba e soul. Entre as participações estão Pabllo Vittar, Larissa Luz, MC Tha, Marcos Valle e Fernanda Montenegro. Emicida foi uma das atrações principais do […]

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Emicida lançou um podcast para falar mais sobre o processo de criação e as referências de AmarElo, seu novo disco, lançado ano passado., São três episódios que serão disponibilizados no Spotify. O primeiro já está no ar.

O disco foi lançado no ano passado e traz umolhar mais afetivo do rap, além de aproximações do samba e soul. Entre as participações estão Pabllo Vittar, Larissa Luz, MC Tha, Marcos Valle e Fernanda Montenegro.

Emicida foi uma das atrações principais do Rec-Beat, no Carnaval deste ano.

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Nova origem de Superman de Frank Miller não adiciona nada ao mito do herói https://www.revistaogrito.com/nova-origem-de-superman-de-frank-miller-nao-adiciona-nada-ao-mito-do-heroi/ Wed, 01 Apr 2020 14:41:02 +0000 https://www.revistaogrito.com/?p=82413 Nova origem de Superman de Frank Miller não adiciona nada ao mito do herói 5.5 Mitos modernos, os super-heróis preenchem um campo de fácil identificação com o público aqui no Ocidente, seja você um leitor assíduo de quadrinhos mainstream ou não. E uma das principais forças dos mitos reside no fato de serem acessíveis e reconhecíveis por todos. Adicione a essa receita o poder mercadológico desses personagens e temos uma das maiores commodities da cultura pop mundial. Por isso o […]

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Nova origem de Superman de Frank Miller não adiciona nada ao mito do herói
5.5

Mitos modernos, os super-heróis preenchem um campo de fácil identificação com o público aqui no Ocidente, seja você um leitor assíduo de quadrinhos mainstream ou não. E uma das principais forças dos mitos reside no fato de serem acessíveis e reconhecíveis por todos. Adicione a essa receita o poder mercadológico desses personagens e temos uma das maiores commodities da cultura pop mundial. Por isso o tempo todo estamos lendo e relendo novas aventuras e interpretações das origens desses personagens. Superman – Ano Um segue essa premissa e traz um dos mais famosos artistas da indústria, Frank Miller, para recontar a história do mais famoso super-herói ao lado do amado e odiado desenhista John Romita Jr..

Precisávamos de mais uma história de origem do Superman? Provavelmente não, mas esta nunca foi uma questão: como mito, a história de Clark Kent, o alienígena do planeta Krypton que vem à Terra para se salvar e se torna o ser mais poderoso do planeta, está aí para ser contada e recontada. Mas já o fato de ser uma boa história, isso sim podemos discutir.

Este novo gibi, lançado no Brasil pela Panini Comics, faz parte do selo Black Label da DC Comics, que tem como proposta a criação de histórias mais sofisticadas e atemporais, para leitores adultos, com a presença de nomes renomados da indústria mainstream de quadrinhos. O formato magazine e maior número de páginas para uma HQ americana reforça isso. A ideia de Miller aqui foi trazer uma abordagem mais pé no chão para a origem de Clark Kent e por isso os primeiros momentos de sua origem, como a saída do planeta condenado Krypton e toda a concepção do seu nascimento foi contada muito brevemente, de relance, pelos olhos do bebê.

O desenvolvimento do personagem em Smallville, da infância à adolescência, foi o principal interesse do roteiro, que reforçou a importância das relações de Clark com seu ambiente para a formação de seu caráter. É divertido ler histórias bem pé no chão do Superman, o que rendeu divertidas subtramas envolvendo sua vida no colegial e o relacionamento com seus pais. Lembra bastante o espírito do seriado Smallville, no início dos anos 2000, que também era uma típica história de formação.

Mas é só isso. Nenhuma ideia levantada por Frank Miller aqui adiciona relevância ao cânone do Superman. Nenhum aspecto do roteiro é interessante e cativante o suficiente para justificar a existência dessa HQ. Há ainda outro problema, de ordem estrutural, que diz respeito ao entendimento de Miller para uma história voltada ao “público maduro”. Há diversos momentos da trama cuja violência gráfica em nada enaltece a história ou o desenvolvimento do personagem. A cena de tentativa de estupro de Lana Lang, além de tosca, é repleta de uma misoginia latente e antecede o início do namoro entre os dois. Bizarro.

O outro problema da HQ é o subaproveitamento de tramas que parecem interessantes, como a alienação do personagem por conta de seus poderes. Clark Kent é confrontado com o fato de ser diferente dos demais por conta de sua força e habilidades sobre-humanas, mas também de seu intelecto. Enquanto outras histórias de origem do Homem de Aço colocam essa questão com uma força edificante e uma oportunidade, aqui Miller tentou transparecer o desconforto de Clark em se situar à margem da normalidade. Mas isso é logo superado e Clark rapidamente já se mostra adaptado a essa nova realidade sem nenhum tipo de transição ou resolução do que foi posto pelo texto.

Há ainda o parco desenvolvimento de uma trama contra o bullying. Clark Kent precisa lidar com o fato de que seus poderes o colocariam em larga vantagem contra valentões que atormentam seus amigos. E esses amigos de Clark preenchem clichês do tipo “o garoto gordo”, “o garoto gótico”, sem muita nuance. Após alguma reflexão, o personagem decide responder violência com mais violência em um desfecho de puro cinismo que não só rompe com a proposta original do herói como mostra pouca paciência de Miller em dar um desfecho ao plot.

A arte de John Romita Jr. é amada e odiada na mesma proporção. Mas aqui, o artista pareceu um pouco contido pelo fato do roteiro trazer uma rigidez nos requadros, com praticamente todas as páginas com cinco ou seis painéis. Acostumados aos arroubos cênicos e páginas duplas dando uma ideia de movimento, Romita explorou mais os detalhes e focou na ambientação daquele universo mundano, do dia a dia do jovem Clark. É uma arte bonita, mas bem distante dos melhores trabalhos dele. Romita segue com o velho e conhecido estilo na representação de pessoas jovens (e crianças, sobretudo), onde todos ficam com uma aparência esquisita fora de proporção, como adultos em miniatura. Mas não é tanto um problema e mais um opção estética, mas é difícil de se acostumar.

Miller e Romita retornam uma colaboração que fez muito sucesso nos anos 1990, no clássico arco do Demolidor, O Homem Sem Medo (republicado aqui pela Panini em formato de luxo em 2009, que também era uma história de origem. Superman Ano Um, no entanto, falha em apresentar aspectos originais e interessantes de um personagem tão conhecido e frustra expectativas para o que parecia uma abordagem mais sofisticada e “adulta”.

SUPERMAN – ANO UM
Frank Miller (texto) e John Romita Jr. (arte)
[Panini Comics, 96 páginas, R$ 19,90 / 2020]
Tradução de Rodrigo Oliveira

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