Revista O Grito!

Stalker: A maravilhosa capa de Noomi Rapace para Dazed & Confused

A atriz sueca Noomi Rapace sem­pre povo­ará os sonhos nerds como a musa cyber­punk Lisbeth Salander, da série Millenium. Depois do sucesso dos lon­gas, ela ganhou uma chance em Hollywood e agora chega aos cine­mas em Prometheus, de Ridley Scott (vamos esque­cer sua atu­a­ção no medi­ano Sherlock Holmes 2). Noomi é a capa do mês que vem da Dazed & Confused, em pro­du­ção ins­pi­rada em sua nova per­so­na­gem nas telas.

O longa é um pre­quel da série Alien e tem ainda Michael Fassbender e Charlize Theron. Pelo trai­ler, parece imperdível.

Marc Webb sobre o novo filme do Homem-Aranha

O dire­tor do novo filme do Homem-Aranha, Marc Webb apa­rece em um vídeo feito pela Sony con­tando como foi dar o reboot na saga do herói nos cine­mas. De que­bra, é pos­sí­vel ver novas cenas do longa. O Espetacular Homem-Aranha estreia no mundo todo dia 3 de julho.

Classics Illustrated chega ao iPad/iPhone

Qualquer cole­ção de qua­dri­nhos que tenha alguma edi­ção de Classics Illustrated já pode se con­si­de­rar vali­osa. A cole­ção foi publi­cada nos EUA entre os anos de 1941 a 1971, até serem can­ce­la­dos sem muita expli­ca­ção. Diversos clás­si­cos da lite­ra­tura oci­den­tal foram adap­ta­dos como Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, Huckleberry Finn, de Mark Twain, entre outros. Agora, a empresa ame­ri­cana Trajectory trouxe essas HQs raras para o iPhone, iPod Touch e iPad. Cada edi­ção custa 4,99 dóla­res e pode ser com­prada atra­vés do iTunes.

A cole­ção teve uma ten­ta­tiva de recu­pe­rar o sucesso ini­cial no iní­cio dos anos 1990, quando a edi­tora First lan­çou uma nova série com artis­tas reno­ma­dos dos qua­dri­nhos, como Kyle Baker, Mike Ploog, Bill Sienkiewicz, e mui­tos outros. Essas revis­tas che­ga­ram ao Brasil pela Abril em novem­bro de 1990 e tive­ram ape­nas 12 edições.

Apesar da pro­posta da First ser bem inte­res­sante, a emprei­tada não deu muito certo e a cole­ção foi nova­mente inter­rom­pida. Mas, é a cole­ção ori­gi­nal o grande tesouro a ser des­co­berto. E a difi­cul­dade de encon­trar as edi­ções em lojas espe­ci­a­li­za­das torna o digi­tal a melhor saída. Inicialmente serão 50 núme­ros dis­po­ní­veis para down­load. Mais deta­lhes no Facebook da Trajectory.

Uma Tira: Gomez

O car­tu­nista Gomez apre­senta os peque­nos tor­tu­ra­do­res que encon­tra­mos no dia a dia (quem nunca?). Ele é cola­bo­ra­dor do Correio Braziliense e tem mais HQs legais em seu blog.

Jesus e o casamento gay

A ima­gem acima foi feita pelo artista Mr. Fish e pos­tada pelo blog espe­ci­a­li­zado em car­tum Cagle Post. O autor afir­mou em entre­vista que a ins­pi­ra­ção sur­giu depois que o estado ame­ri­cano da Carolina do Norte votou pelo bani­mento do casa­mento gay.

O dese­nho é cla­ra­mente pro­vo­ca­tivo e mos­tra Jesus Cristo em um rela­ci­o­na­mento com o ex-líder do Queen, Freddie Mercury. As rea­ções sobre o car­tum foram bem vari­a­das, mas segundo Fish, a ideia era evi­den­ciar a hipo­cri­sia dos que uti­li­zam a Bíblia para con­de­nar o casa­mento gay nos EUA.

R.I.P. Tony DeZuñiga, cocriador de Jonah Hex

É com atraso que publico a nota da morte do Tony DeZuñiga, aos 79 anos. Quadrinhista nas­cido nas Filipinas, ele come­çou a dese­nhar aos 16 anos. Ele come­çou a tra­ba­lhar com DC Comics e Marvel ainda nos anos 1960, abrindo por­tas para outros artis­tas de seu pais para o mer­cado ame­ri­ca­nos de qua­dri­nhos. Ele é co-criador de Jonah Hex e de Orquídia Negra. Veja abaixo uma entre­vista que ele deu nos seus últi­mos anos de vida.

Pen drive dos Vingadores

Preciso des­ses bibelôs! Segundo o Geeks Are Sexy, tem como com­prar pela Amazon.

Brasil todo sujo de óleo na Bloomberg Businessweek


Aaaaaaaaah! Aprende, Exame!

Quem acom­pa­nha o NasCapas, blog mara­vi­lhoso sobre revis­tas, sabe que a Bloomberg Businessweek tem design bem cri­a­tivo. E isso por­que eles tra­ba­lham com eco­no­mia e polí­tica. Agora, para falar do Brasil e suas rela­ções com empre­sas petro­lí­fe­ras, ela radi­ca­li­zou com essa capa cheia de cor, com uma modelo à la Carmen Miranda toda suja de óleo. Souberam bem uti­li­zar dos cli­chês e ficou bem expressiva!

Cofre: Silver Surfer — Parable, de Stan Lee e Moebius

A popu­la­ri­dade de Moebius anda mais nos EUA em alta depois de sua morte, no iní­cio deste ano. Agora, a Marvel relança a edi­ção de luxo em capa dura da aven­tura mais conhe­cida do Surfista Prateado, dese­nhada pelo mes­tre fran­cês e escri­tor por Stan Lee. A HQ vem ainda com o extra The Enslavers, feita por Stan Lee e John Buscema. O preço fica por 24,99 dólares.

No Brasil, a HQ foi publi­cada na série Graphic Novel, da Abril, em maio de 1989, mas ainda espera uma edi­ção à altura que ganhou nos EUA. Na real, o Surfista Prateado é um per­so­na­gem que pode­ria ganhar mais aten­ção tanto da Marvel quanto da Panini. Ele não tem o mesmo apelo que mui­tos figu­rões, mas ainda há muito mate­rial a ser publi­cado por aqui.

A edi­ção ame­ri­cana acaba de che­gar às comic shops ame­ri­ca­nas e pode ser impor­tada pela Amazon ou pela Livraria Cultura.

Recife: Um monte de perguntas

É meio triste ver pra­ças sendo muti­la­das em bene­fí­cio dos auto­mó­veis, ver casa­rões his­tó­ri­cos e igre­jas bar­ro­cas sendo der­ru­ba­dos. Nada con­tra o moderno. Mas por que não se fazem obras moder­nas sem des­truir as anti­gas? Por que numa cidade tro­pi­cal não se abre espa­ços para o verde, para a cir­cu­la­ção do vento, para dei­xar a qua­li­dade de vida das pes­soas melhor? Por que tan­tos edi­fí­cios monu­men­tais e uma rede de esgoto que não dá conta de tanta merda? Por que tan­tas ruas que não supor­tam mais tan­tos car­ros? Por que tan­tos men­di­gos morando nas pra­ças e ave­ni­das? Por que tan­tos ban­di­dos matando e rou­bando nas ruas da cidade? Se você tiver res­posta para tudo isto então eu vou dizer que a frase citada por você ” Recife está sendo muti­lada” é ape­nas uma pérola dos ati­vis­tas pró-passado.

De Alexandre Figueirôa, res­pon­dendo a um comen­tá­rio sobre uma recla­ma­ção dos cha­ma­dos “ati­vis­tas pró-passado”.

Doc Dub Echoes na íntegra no YouTube

Dirigido por Bruno Natal, o docu­men­tá­rio Dub Echoes mos­tra a influên­cia do dub na música ele­trô­nica e no hip hop, atra­vés de entre­vis­tas com nomes len­dá­rios do gênerô. Lançado ori­gi­nal­mente em 2007, ele agora já pode ser encon­trado na ínte­gra no Youtube.

No site ofi­cial do doc, é pos­sí­vel encon­trar o DVD para enco­menda.

Taxi Driver + Walt Disney

Um mashup de Taxi Driver e Walt Disney via Nerdcore.

#StarWarsDay: Como desenhar o R2D2

Vi no Andertoons.

Trailer: Darth Vader e seu filho

O car­tu­nista Jeffrey Brown ima­gi­nou que Darth Vader daria um bom pai. E fez um livro com car­tuns do temido vilão e seu pequeno filho. O trai­ler acima foi divul­gado no site da Top Shelf.

Game Of Thrones em Lego

Do site da Super. Via @iara4444.

Clássico “Batman na Feira da Fruta” agora em quadrinhos

Um dos mai­o­res clás­si­cos da dubla­gem caseira no Brasil é “Batman na Feira da Fruta”, feita lá pelos idos de 2006 e que dava uma nova ver­são para um epi­só­dio do seri­ado clás­sico do per­so­na­gem dos anos 1960, estre­lado por Adam West. Agora, toda essa astú­cia foi adap­tada para os qua­dri­nhos. Quem assina os dese­nhos e rotei­ros são os artis­tas Artur Fujita, Davi Calil, Eduardo Ferigato e Mario Cau. Tudo pode ser lido online no blog feito espe­ci­al­mente para a HQ.

Bandidos roubam acervo de Laerte

O car­tu­nista Laerte teve seu acervo de 12 anos fur­tado de sua casa em São Paulo, na madru­gada da última terça (2). São dese­nhos que ele fez desde 2000 e que esta­vam em dois com­pu­ta­do­res e em um HD externo, todos levados.

Laerte começa seus dese­nhos no papel, mas rea­liza a fina­li­za­ção no com­pu­ta­dor. “Tenho cópias de alguns des­tes dese­nhos em CD. Mas mui­tos deles estão ile­gí­veis”, afir­mou o car­tu­nista à Folha de S. Paulo. Laerte vol­tava de uma via­gem a Minas Gerais. Ele disse que tem uma parte do acervo em back-up em CDs, mas mui­tos arqui­vos estão ile­gí­veis. Os ban­di­dos tam­bém leva­ram DVD e dois boti­jões de gás. O furto acon­te­ceu às 5h do 1º de maio. Via Terra.

Os monstros de Jon Boam

Jon Boam é um ilus­tra­dor com muita expe­ri­ên­cia em tra­ba­lhos para a imprensa e mar­cas, mas usa seu tum­blr para rela­xar e pos­tar seus dese­nhos de mons­tros, robôs, naves, além de atu­a­li­zar seu port­fo­lio online. Tem muito mais coisa por lá.

Uma tira: Fabian Salazar


Clica para ampliar.

Bem legal esse tra­ba­lho do qua­dri­nhista argen­tino des­co­berto no Historieta Reales. Mais sobre ele no Facebook.

Stephen Hawking em Big Bang Theory

Passou esta semana no Brasil a apa­ri­ção do físico Stephen Hawking no seri­ado The Big Bang Theory. É o ápice da série, com cer­teza. Neste epi­só­dio, Sheldon (Jim Parsons) pre­cisa se sujei­tar a diver­sas tare­fas impos­tas por Howard (Simon Helberg) para poder conhe­cer seu ídolo. É que o enge­nheiro foi encar­re­gado de super­vi­si­o­nar a visita de Hawking na universidade.

O epi­só­dio foi ao ar nesta terça (1º), mas deve repri­sar durante toda a semana no canal pago Warner. Se você não liga para spoi­lers, pode ver abaixo a desde já clás­sica cena de Big Bang Theory com um dos mai­o­res físi­cos ainda vivos.

Nova MPB na Serafina

A revista Serafina — publi­cada junto com a Folha de S. Paulo — deste mês retoma mais uma vez a dis­cus­são sobre a nova MPB, a gera­ção atual de músi­cos que faz sucesso mesmo sem ter apoio de gra­va­do­ras. A foto deste post é tam­bém a capa da publi­ca­ção, que repro­duz o clás­sico disco Tropicália. Consegue iden­ti­fi­car todos?

Acho que a Bravo! já fez isso uma ou duas vezes e, sin­ce­ra­mente não vejo como algo pode ser novo se pre­cisa refe­ren­ciar o tempo todo o pas­sado. Inegável a impor­tân­cia des­ses nomes oriun­dos dos anos 1970 para a música pop hoje, mas sem­pre temos que seguir com essa reverência?

Tirando a pro­posta do ensaio foto­grá­fico, o texto de Marcus Preto está bem inte­res­sante, levan­tando ques­tões bem carac­te­rís­ti­cas do nosso mer­cado atual.

Os tem­pos são con­tra­di­tó­rios para quem faz a nova música do Brasil. Um artista pode “acon­te­cer” — fazer música e viver dela– mesmo que nin­guém fora de seu seg­mento se dê conta da exis­tên­cia dele.

“Em vez de ‘música de massa’, defi­ni­tiva e indus­trial, hoje temos a ‘música da mai­o­ria’, em que o ouvinte comum pode se inse­rir em mui­tos momen­tos –mas já não mais em todos eles, como antes. Esta é a dife­rença: a mai­o­ria é flu­tu­ante e volá­til e não mais um ter­ri­tó­rio domi­nado”, diz Pena Schmidt, ex-executivo e pro­du­tor de gra­va­do­ras mul­ti­na­ci­o­nais que atu­al­mente comanda a pro­gra­ma­ção de shows do Auditório Ibirapuera.

Dá para ler aqui.

Pic: Alien zen

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Moore nunca viu filmes baseados em suas obras e vendeu direitos das HQs por “dinheiro fácil”

Alan Moore passa a vida recla­mando da adap­ta­ção para os cine­mas de seus qua­dri­nhos famo­sos, como Do Inferno, V de Vingança, Watchmen e Liga Extraordinária (nesse último caso, ele está total­mente certo).

No caso de Watchmen, ele che­gou a anun­ciar que doou o dinheiro refe­rente aos direi­tos auto­rais para o dese­nhista (nunca con­fir­mado) e pediu que tiras­sem seu nome dos cré­di­tos. Um dos escri­to­res mais res­pei­ta­dos na indús­tria dos qua­dri­nhos, Moore foi um dos res­pon­sá­veis pela rele­vân­cia que o gênero con­quis­tou desde o final dos anos 1980.

Agora, ele apa­rece nesta entre­vista à BBC dizendo que ven­deu suas HQs com a inten­ção de que nunca fos­sem para as telo­nas. “Eu os vendi achando que eles não aca­ba­riam sendo trans­for­ma­dos em fil­mes. Sim, eu que­ria ganhar um dinheiro fácil”. Moore ainda lem­brou que nunca viu nenhum dos fil­mes e baseou-se em opi­niões de ami­gos pró­xi­mos que conhe­cem bem sua obra.

“Procurei me dis­tan­ciar o máximo pos­sí­vel dos fil­mes, por­que eles não têm nada a ver com meus livros, que foram fei­tos para explo­rar os recur­sos de uma his­tó­ria em qua­dri­nhos”. O vídeo na ínte­gra pode ser visto abaixo. Via BBC Brasil.

Bob Dylan por Rafael Grampá

A Folha con­vi­dou o dese­nhista bra­si­leiro Rafael Grampá para rea­li­zar uma cober­tura em qua­dri­nhos da pas­sa­gem de Bob Dylan por São Paulo. O resul­tado com­pleto você vê no site da Folha.

Vingadores versão dinossauros

O artista Teryll Whitlatch é um “desig­ner de cri­a­tu­ras”, um nicho bem espe­cí­fico focado em ima­gi­nar os bichos mais esqui­si­tos e inte­res­san­tes — essen­ci­ais em toda boa ficção-científica e obras de fan­ta­sia que se pre­zem. Ele acaba de divul­gar os Dino-Avengers, uma bem sacada mis­tura dos Vingadores com dinos­sau­ros (a web parece gos­tar tanto dos dinos quanto dos gatos). Via The Mary Sue.

Cofre: Sonhos em formato HQ de Hans Rickheit

Fiquei muito curi­oso com o tra­ba­lho de Hans Rickheit, qua­dri­nhista ame­ri­cano que ganhou moral entre aman­tes de graphic novels indies com The Squirrel Machine (2008). Ele come­çou publi­cando suas pró­prias HQs em edi­ções xero­ca­das, antes de lan­çar seus álbuns pela Fantagraphics. O mais recente é Folly: The Consequences of Indiscretion.

Rickheit se ins­pira em sonhos para dese­nhar suas his­tó­rias que são ver­da­dei­ros pai­néis non­sense — um tanto des­con­cer­tan­tes, pra dizer a ver­dade. Entre os temas abor­da­dos neste novo livro estão sexo, morte, famí­lia. Não é nada leve, mas é um autor para ser des­co­berto. Esse novo livro custa 19 dóla­res e tem 144 pági­nas (pode ser enco­men­dado para o Brasil).

Converse marca presença no Abril Pro Rock

A Converse rea­liza ação no Recife durante o Abril Pro Rock. A notí­cia é inte­res­sante, sobre­tudo para os aman­tes de tênis. A marca vai reu­nir algu­mas deze­nas de pes­soas em seu espaço no fes­ti­val, cha­mado de Hands On para cus­to­mi­za­rem um Chuck Taylor All Star do zero.

Além da lista de con­vi­da­dos, o público do Abril Pro Rock pode par­ti­ci­par da pro­mo­ção atra­vés de um apli­ca­tivo dis­po­ni­bi­li­zado pela Converse. Os 10 mode­los cus­to­mi­za­dos mais cri­a­ti­vos com­par­ti­lha­dos no Facebook atra­vés do app serão sele­ci­o­na­dos para irem até o espaço da marca no APR e pin­tar de fato a lona de seu tênis por lá.

Veja o vídeo de como foi o Hands On no fes­ti­val MECA, que rolou no Rio Grande do Sul.

Uma tira: Diary Comics, por Dustin Harbin

Descobri essa tira do car­tu­nista Dustin Harbin, publi­cada no site dele com uma regu­la­ri­dade não muito segura. Chamada de “Diary Comics”, Dustin dese­nha epi­só­dios pito­res­cos e nem sem­pre engra­ça­dos de sua vida, na melhor escola de auto­de­pre­ci­a­ção de Daniel Clowes. Gosto da sub­je­ti­vi­dade que ele tra­ba­lha, com toques de non­sense. Vale a pena conhe­cer o tra­ba­lho dele e suas outras tiras por aqui.

Fuck Yeah Game Of Thrones: Qual Baratheon você prefere?

Qual dos Baratheon acima você prefere?

Agora diz rápido. #TeamRenly

Cofre: The Wolf Man, de Richard Appignanesi and Slawa Harasymowicz

“Cofre” é o nome da seção em que falo sobre lan­ça­men­tos — grin­gos ou não — que estão entre os sonhos de con­sumo do bom cole­ci­o­na­dor de qua­dri­nhos que se preze! Então, vamos lá.

A HQ Wolf Man trata de um dos mais famo­sos casos do psi­ca­na­lista Sigmund Freud, o aris­to­crata Sergei Pankejeff, mais conhe­cido como “Wolf Man”. Além de mos­trar o coti­di­ano do pai da psi­ca­ná­lise, o livro faz um apa­nhado inte­res­sante da neu­rose. A arte da polo­nesa Slawa Harasymowicz impres­si­ona com seu uso do lápis e é um nome para ser des­co­berto. O lan­ça­mento do livro é da edi­tora indie inglesa SelfMadeHeroes — facil­mente encon­trado pela inter­net — ao custo de 14 euros.

Como foi o #OcupeEstelita no domingo (FOTOS)

Aconteceu neste domingo (15), com sol forte e cerca de 400 pes­soas (não sei fazer cál­culo de gente como a polí­cia, mas mui­tos mais podem ter ido), o #OcupeEstelita. O movi­mento foi orga­ni­zado atra­vés das redes soci­ais, com des­ta­que para atu­a­ção do grupo Direitos Urbanos, no Facebook. A ideia foi pro­tes­tar con­tra a cons­tru­ção do pro­jeto Novo Recife, que pla­neja cons­truir 13 tor­res resi­den­ci­ais e empre­sa­ri­ais na região do Cais José Estelita, com impor­tante valor his­tó­rico, mas hoje abandonado.

Como o post no blog do Direitos deixa claro, a mani­fes­ta­ção de hoje não foi ape­nas con­tra as novas tor­res, e sim con­tra todo o atual pro­jeto de urba­nismo e mobi­li­dade da cidade, como os via­du­tos da Agamenon Magalhães. Ou seja, envolve meio-ambiente, cida­da­nia, res­peito à memó­ria afe­tiva da cidade, mobi­li­dade, urba­nismo. Saiba mais sobre os pro­je­tos e as mobi­li­za­ções, aqui. E para for­mar sua opi­nião cons­ci­en­te­mente, leia tam­bém o outro lado, atra­vés de um comu­ni­cado ofi­cial das cons­tru­to­ras, nesta maté­ria.

Abaixo, as fotos de hoje. O que vi por lá: Muitas cri­an­ças, cachor­ros, pis­cina de plás­tico, show de Catarina Dee Jah, circo, LaUrsa, mara­catu, gente jovem, idosa, barco pirata, abaixo-assinado. O trân­sito não foi fechado em nenhuma das vias momento algum. Alguns car­ros foram para­dos para que meni­nas de biquini mos­tras­sem car­ta­zes cha­mando aten­ção para a mani­fes­ta­ção. Essa foi uma das par­tes mais diver­ti­das do Ocupe. “A revo­lu­ção é irresistível”.

Amanda Lepore por Terry Richardson

A diva trans Amanda Lepore, que andava sumida do show­biz, deu uma pas­sada no estú­dio de Terry Richardson. Mais fotos — algu­mas NSFW — no diá­rio online dele.

#OcupeEstelita neste domingo

O blog Direitos Urbanos, que nas­ceu do grupo de mesmo nome no Facebook, está orga­ni­zando a mani­fes­ta­ção neste domingo que pede uma cidade mais demo­crá­tica e com mais apreço pela memó­ria do Recife. Tudo o que você pre­cisa saber sobre o movi­mento e como che­gar está aqui.

Tem mais arte da manifestação!

Por Karina Buhr

Cofre: Krazy & Ignatz: The Complete Sunday Strips 1916–1924, de George Herriman

A Fantagraphics acaba de anun­ciar o tijolo que toda cole­ção de res­peito deve­ria ter. Krazy & Ignatz: The Complete Sunday Strips 1916–1924, de George Herriman traz o iní­cio da legen­dá­ria tira. Em 600 pági­nas em preto e branco, o livro reúne os pri­mei­ros nove anos da tira domi­ni­cal lan­çada nos EUA.

Para aumen­tar ainda mais a dis­to­nia entre os fãs, a cole­ção tem design assi­nado pelo qua­dri­nhista Chris Ware. Entre os bônus estão hitó­rias raras, 10 tiras colo­ri­das e pre­fá­cio expli­ca­tivo da impor­tân­cia da HQ. Krazy Kat é uma das tiras mais famo­sas no mundo e foi publi­cada até 1944. A his­tó­ria mos­tra um tri­ân­gulo amo­roso esqui­sito, com tra­ços de non­sense e surrealismo.

O livrão de capa-dura tem 600 pági­nas e custa 95 dóla­res. E este é o pri­meiro de três volums. Vende aqui.