Atrás das cortinas do “bom gosto” e do “mau gosto”, esconde-se um bichinho do qual em geral preferimos fugir a 120, 150, 200 quilômetros por hora e que atende pelo nome de preconceito. Será que eu desprezo o axé porque é péssimo ou porque desejo me manter bem distante dos baianos periféricos, pobres e pretos que o inventaram? Você detesta os emos porque fazem rock muito pauleira ou porque não se dá bem com seus figurinos esquisitões, soturnos, sexualmente indefinidos? É ficar entre uma coisa ou outra, indubitavelmente? Ou a repulsa (extra) musical nasce de uma gororoba mista disso tudo?
O Pedro Alexandre Sanches escreve matéria bacana sobre música nesta nova edição da Revista da Cultura.
Difícil escolher cinco videozinhos entre tantos hits de David Bowie. Mas, esses cinco abaixo resumem bem o repertório do músico, em mais de 30 anos.
Little Wonder
Espertinho, virou eletrônico quando o tecno tava bombando. Como tinha sua assinatura, virou referência, mesmo pegando carona numa onda. Clipe bacaníssimo dirigido pela Floria Sigismondi, que viraria ícone dos clipes esquisitos e dark.
Ziggy Stardust
Clipe tirado do show clássico que deu origem ao filme sobre Ziggy Stardust que Bowie criou nos anos 70 e que perdurou por três discos.
New Killer Star
Último disco do cantor, lançado em 2003. Foi muito elogiado pela crítica e mostrou um Bowie bem afiado nas suas experimentações entre eletrônica e rock. Deu de dez a zero em muitas bandas recentes.
Heroes
Depois dos excessos da fase-Ziggy, Bowie se muda para Berlin, produz discos para Iggy Pop, fica amigo do Kraftwerk e lança sua trilogia teutônica, Low, Heroes e Lodger, influenciando diversas bandas e estilos, entre eles o kraut-rock, pop islandês e mais um tanto de esquisitices.
Young Americans
Amo sobretudo pelas ombreiras. Bowie fez um rápido namoro com o soul e a música norte-americana, que gerou um bom disco, que leva o mesmo nome desse hit.
Falando em Sem Loção, eu estive na edição especial que eles fizeram na orla de Boa Viagem, no réveillon, semana passada. Escrevi uma cobertura para o JC Online.
Uma salada de ritmos, estilos, décadas e penteados marcou o réveillon com os DJ’s da Sem Loção, nesta virada de ano na praia de Boa Viagem. Concentradas em frente à padaria Boa Viagem, centenas de pessoas dançaram em frente a uma estrutura montada na areia que trouxe mais de oito horas de som.
O público era bastante heterogêneo, de diversas idades, mas aquele espaço era claramente um polo alternativo na festa de ano-novo da Prefeitura do Recife. Aglomerados pelo gosto por cultura pop, funcionou como uma divertida festa ao ar livre.
O set list foi uma mistureba, algo típico da Sem Loção, mas que ali, na praia, ganhou maiores proporções. “Smells like teen spirit”, do Nirvana, seguido de Nação Zumbi e logo depois o hit de Fernanda Abreu, “Kátia Flávia”, foi um dos exemplos. O funk, com Deize Tigrona e MC Marcinho também marcaram presença, assim como o brega da banda Vício Louco, que parece ter caído nas graças do público indie. Como todos os estilos estavam ali, Beth Carvalho também foi chamada às picapes.
As festas Sem Loção já se tornaram instituição nessa virada da década. Inferninho apertado, músicas com certa dose de humor, mistura de gerações (a casa dos trinta predomina, contudo).
Esta sexta (7), tem nova edição, com a participação do pessoal da Putz!, outra festa recifense, esta mais moderninha e ligada à música eletrônica.
Mais uma matéria para o JC Online, desta vez sobre os shows internacionais. Ansioso pela “Invasão canadense”, do Coquetel Molotov e a apresentação dessa menina aí embaixo, a Soko. Saca:
Passado os efeitos da crise econômica que abalou o mundo em 2009, é grande a expectativa para os shows internacionais no ano que vem. A situação parece caminhar para um cenário mais otimista se comparado a este ano que passou, quando festivais importantes, como o TIM Festival e Nokia Trends, deixaram de existir. Já no primeiro semestre, período de vacas magras para espetáculos no Brasil, algumas datas já foram confirmadas, entre elas, Metallica e Cranberries. E até Recife pode torcer: Abril Pro Rock e Coquetel Molotov prometem mais shows na cidade.
O secretário de Cultura do Recife, Renato L, chegou a dizer que Sting e a cantora inglesa Lily Allen são dois nomes que podem tocar no Carnaval pernambucano. Sting seria um desejo também de Lenine, com quem poderia dividir o palco. Este seria uma das propostas do reformulado Carnaval Multicultural da cidade, com a aposta de atrações diversificadas, muitas delas internacionais.
Mas nem tudo é especulação. A cidade já conseguiu estabelecer eventos fixos de grande porte, ainda que ainda não possua estrutura para receber turnês estrangeiras, como já ocorre com Rio, São Paulo, Belo Horizonte, ou mesmo cidades do Sul do País. O No Ar: Coquetel Molotov é um exemplo. Produzido pelo coletivo de produtores de mesmo nome, ano passado o festival trouxe sete atrações estrangeiras em sua programação.
O Coquetel trabalha em parcerias com instituições culturais em países como Suécia e França para viabilizar a vinda de artistas. A novidade para 2010 é o Canadá. Segundo a produtora Ana Garcia, a ideia é aumentar o número de turnês estrangeiras ano que vem. “Iremos trazer uma turnê internacional por mês a partir de fevereiro. Faremos de tudo para que esses artistas passem por Recife”, afirmou. Segundo ela, a dificuldade da cidade é dividir os custos. “Em São Paulo, consigo trazer um artista tirando os custos apenas da bilheteria. Aqui é impossível, sem falar que é longe”, completa.
Entre os artistas gringos que o Coquetel espera trazer estão a artista francesa Soko e a sueca Likke Li. Já o outro festival de peso na cidade, o Abril Pro Rock, espera trazer entre três e cinco bandas internacionais em sua 18º edição. “Não iremos apostar em uma única banda que leve todo o dinheiro. Por isso, iremos apostar em artistas de médio e pequeno porte, a exemplo das últimas edições”, disse Paulo André, idealizador e produtor do APR. Como adiantou o JC Online, o festival terá um mês de shows ano que vem.
No cenário internacional, algumas bandas gringas já confirmaram a vinda ao Brasil. No entanto, os shows para o segundo semestre ainda são especulações. É que a partir de setembro, inicia-se período de baixa temporada de shows no hemisfério norte, o que facilita a vinda de artistas para estas bandas abaixo do Equador. Não à toa, a maioria dos grandes eventos sempre ocorrem no final do ano. O foco para 2010 será mesmo bandas menores, mas ainda assim com bom público devido a popularidade que esses grupos conseguem por conta da Internet. As exceções são mesmo Metallica e Coldplay.
é a mais importante da internet. Explico: Como é um site que agrega links MP3 publicadas por milhares de sites em todo o mundo, o Hypem, como é conhecido, serve como uma esponja do que está sendo mais ouvido e comentado pela audiência da internet.
E atualmente, pode valer mais ser baixado do que ter um hit entre os 200 mais da Billboard, a lista do site tem muita relevância para as bandas, sobretudo as independentes. O Zeitgeist, como é chamada a lista, começou nesta terça (5) e vai até o final de semana.
Para ilustrar os 50 melhores artistas, a direção do Hype Machine chamou artistas e designers para ilustrar. A que escolhi para este post é o da banda Girls, uma das minhas preferidas do ano passado. Dá pra ver, aqui.
Morreu na noite de Natal, o músico independente Vic Chesnutt, de aparente suicídio. O mundo indie em luto. O vídeo acima é de uma série, “The neighbors dog”, gravada em novembro de 2009.
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