Dez Na Área

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Brigas conjugais entre super-heróis

Galhardo, um dos mais criticados na polêmica proibição do livro Dez na Área em tira publicada no domingo na Folha de S. Paulo.

Falando ainda nesta polêmica, o caso ainda rende. Desta vez, além da editora Via Lettera, a consultora que escolheu a obra, será penalizada.

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Olgária Mattos mostrando na agência Carta Maior o quanto entende de quadrinhos:

Independentemente de sua utilização, o fato de este material [a HQ Dez Na Área] ter sido cogitado para as escolas públicas indica de que maneira o Estado produz intensivamente a exclusão, educando os mais pobres para permanecerem na pobreza.. Elitista, o Estado impede o acesso dos despossuídos à cultura formal, tornando-a privilégio de uma elite. “Genocídio cultural”, na expressão de Pasolini.

Menos prolixo, Marcelo Tas esperou o calor da polêmica amainar para se expressar, contudente:

Pensa-se a escola com a mesma cabeça do tempo que o professor era a ÚNICA fonte de informação dos alunos. Assim, é atribuído ao livrinho de quadrinhos poderes destruidores. Como se fosse ele, não o eterno blablablá dos políticos e o raquítico estado da Educação no país, o responsável pela criação de uma nova geração de deliquentes.

Discernimento, gente, discernimento! Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!

Caretas de plantão: vão pentear macacos! Puta que pariu, gente! Quem nunca falou um palavrãzinho na vida que atire a primeira pedra, caralho!

Pra encerrar, Xico Sá escreveu na Folha de S. Paulo sobre o caso. Que goleada.

Sim, pode ser inadequado, no sentido moral e cívico, para a faixa etária do ensino básico, mas a gurizada iria se divertir e se interessar mais pela leitura do que sob a palmatória da chatice bilaquiana ou alencarina. “Última flor do Lácio, inculta e bela,/ És, a um tempo, esplendor e sepultura;/ Ouro nativo, que na ganga impura/ A bruta mina entre os cascalhos vela…” E dá-lhe Bilac na rapaziada.

Aqui em casa eu prefiro o time que contou as inocentes historinhas do “Dez na Área”: Allan Sieber, Caco Galhardo, Custódio, Fábio Moon e Gabriel Ba, Fabio Zimbres, Lelis, Leonardo, Maringoni, Osvaldo Pavanelli e Emílio, Samuel Casal e Spacca. Tem ainda o Karmo, na posição de gandula.

Noves fora o quiprocó pedagógico, é mesmo um belo livro sobre futebol. Como diz o genial Tostão no prefácio: “Faltava uma obra como essa para crianças e adultos”. A maldade do palavrão está na cabeça de quem o condena. O palavrão é bênção divina no futebol, na literatura, no desafogo, na topada, no pânico, no trânsito. E na cama.

Pronto, por mim, a polêmica pendurava as chuteiras. O ruim é que o Serra não poderá ser rebaixado.

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Carta de repúdio da Associação dos Cartunistas do Brasil sobre a forma como o governo de José Serra tratou o livro Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol, da editora Via Lettera.

O Governo reconheceu falha na seleção da obra, publicada em 2002, por conter palavrões como “chupa rola” e referências ao PCC e o uso de armas. A HQ está sendo recolhida.

O texto é do presidente da ACB, José Alberto Lovetro, o JAL e foi reproduzida pelo Blog dos Quadrinhos, de Paulo Ramos.

Hoje, dia 19 de maio, na mídia, houve a repercussão de uma matéria sobre o mau uso do livro de quadrinhos acima citado onde vários autores importantes da área desenharam sobre o tema futebol.

O livro, premiado e trazendo desenhistas também premiados, inclusive fora do Brasil, foi mostrado como material de linguagem chula e arte sexista imprópria para distribuição para crianças da rede pública de ensino como material paradidático.

A Associação dos Cartunistas do Brasil, que vem participando por anos da luta pelo reconhecimento do autor brasileiro na área dos quadrinhos e humor gráfico, não pode deixar de dizer que as informações colocadas, dessa forma na mídia, podem depor contra um trabalho sério nas escolas de utilização de publicações de quadrinhos como ferramenta de incentivo à leitura e cultura nacional.

Fica evidente que houve um descuido de quem escolheu esse título para distribuição para o ensino básico, mas não se pode dizer que os artistas estão deturpando algo como fica a impressão das matérias.

Uma criança de 9 anos assiste ao futebol com o pai, que não deve economizar em seu linguajar diante da emoção que o esporte exerce sobre seus torcedores. As transmissões de futebol não conseguem evitar o som dos palavrões cantarolados pelas torcidas.

Portanto não é criação dos desenhistas a linguagem chula, mas simplesmente estão colocando o que todos vêem num jogo de futebol pelas transmissões livres de censura.

Ao mesmo tempo, a forma como são colocadas as mulheres no futebol com as “Maria Chuteira” ou “travestis” que se relacionam com jogadores, nas reportagens, que não são também censuradas, só podem ter um reflexo nas histórias dos autores do livro.

O que vemos é uma crucificação de um trabalho sério de artistas e da editora, muito bem conceituados e que podem ser sim distribuídos em universidades para o estudo do mundo do futebol e sua influência na cultura popular.

A utilização dos quadrinhos na sala de aula é confirmada por educadores como fonte importante para agregar valor de conteúdo educacional para o interesse da criança em várias matérias do currículo escolar.

Isso foi conquistado depois de muita luta contra o preconceito que antes havia e que caiu por terra ao vermos em cada lar uma criança de cinco anos já se interessar por leitura quando vê revistas infantis na sua frente.

Apenas houve um equívoco na escolha pela faixa etária a que se destinava os livros e não uma publicação censurável como pode ter passado para o grande público.

Pedimos aos meios de comunicação que, sempre que houver algo tão importante como esse tema, também coloquem a opinião de uma pessoa especializada na área, que tenha algum conhecimento da linguagem em discussão.

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