
REJEITE ÍDOLOS FALSOS
Por Paulo Floro
GORILLAZ
Demon Days
[Virgin, 2005]
O Gorillaz nunca foi uma unanimidade. Quando a banda apareceu em 2001, vendendo 6 milhões de cópias, tentando subverter a idéia que as pessoas tinham sobre ídolos pop e música pop, muita gente não entendeu. O público indie rejeitou milhões de referências que a banda trazia que ia do pop japonês ao rap, e o público médio transformou o grupo numa banda-cartoon divertida feita para crianças.
O Gorillaz mostrou que o mundo não é mais tão dependente de ídolos de carne e ossos. O Oasis, por exemplo, amargou um período de recessão enquanto o grupo que esconde gente como Damon Albarn, viveu um sucesso arrasador, experimentado por poucos no início do século 20. Formado por 2-D (vocais), Russel Hobbs (bateria), Noodle (guitarra) e Murdoc Nicalls (baixo), a banda anuncia a sua volta depois de 4 anos com o álbum Demon Days, que só chega às lojas dia 23 de maio.
“A alma da gravação não pôde evitar ser uma manifestação do tempo, clima e local em que estávamos quando foi feita. Conseqüentemente, as cores são ricas, escuras e pesadas enquanto os ritmos são claros, estratégicos e implacáveis. Tem consciência.” Demon Days é o Gorillaz afiado. Consegue tornar a banda ainda mais moderna e dizer isso para uma banda de desenho animado, no caso do Gorillaz não é redundância.
A própria capa do disco remete ao Let It Be dos Beatles, significando que a banda é o ícone-mor na música pop-on the web hoje.
NOTA: 8.0
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Publicado no dia 28 de abril de 2005 às 17:25. Arquivado em Crítica · Música — Gorillaz [Imprimir essa matéria
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