
ELA ESTÁ DESCONTROLADA
Em novo trabalho, cantora americana assume de vez seu lado ‘cachorra’ e deixa para trás a imagem de namoradinha da América que a consagrou
Por Gilberto Tenório
Liberdade, baladas, hedonismo e sexo, muito sexo. Estas são as palavras-chaves que podem definir o novo álbum de Mariah Carey. No CD, intitulado E=MC², pretensiosa equação matemática que quer dizer algo como ‘emancipação é igual a Mariah Carey ao quadrado’, a artista assume de vez que deixou para trás o papel de namoradinha da América e que agora quer mais é caia na gandaia. Seguindo uma tendência inciada com Butterfly (1997), o disco abusa das influências Hip Hop e das referências sexuais.
O primeiro single de E=MC² é “Touch my Body”, baladinha sacana em que Mariah fala sobre os perigos e as delícias do sexo na internet. Em versos como “And boy I know I feel the same / My temperature’s through the roof (garoto eu sei, eu sinto o mesmo / minha temperatura está chegando no telhado)”, dá pra perceber que a moça não está para brincadeiras. O clipe da canção é um caso a parte, com direito a Carey desfilando de lingerie, um abobalhado técnico de informática secando a cantora e até um unicórnio (?!), lembrando que no mundo da artista nada é tão cafona que não possa ficar ainda mais.
O clima de esbórnia continua com o pancadão “Migrate”. Com a participação do rapper T-Pain, a canção fala de uma noitada em que a cantora sai de um lugar para o outro em busca de diversão, ou seja, é uma espécie de versão R&B da famigerada “Beber, Cair, Levantar” (para quem não conhece, é uma música gravada por uma dessas bandas de ‘forró-brega’).
A chata “That Chick” lembra a Mariah dos tempos de sucessos como “Emotions” e “Always be my baby” com seus arranjos óbvios e gritinhos irritantes. No mais E=MC² é composto pela já tradicionais baladas no estilo que fizeram a fama da cantora, entretanto, nenhuma delas chega ao nível de ‘clássicos’ como “Hero”, “One Sweet Day” ou “ My All”.
E=MC² está sendo divulgado como a ‘continuação’ de The Emancipation of Mimi (2005), disco anterior da cantora e responsável pela sua volta às paradas musicais após o fracasso estrondoso de Glitter (2001) – trilha sonora do filme homônimo estrelado por Carey. É clara a intenção da artista em querer consolidar essa nova imagem de predadora sexual e fútil em detrimento do ar angelical que um dia foi o seu cartão de apresentação. Talvez esse novo posicionamento artístico seja uma exigência do próprio público que andava cansado de ver, e ouvir, Mariah chorar sua lamúrias. A julgar pelo conteúdo do novo álbum, a tática pode até funcionar, porém o resultado é de um gosto duvidoso indiscutível.
NOTA: 4,5
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Publicado no dia 14 de abril de 2008 às 11:23. Arquivado em Crítica · Música — Mariah Carey [Imprimir essa matéria
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Devo concordar com Gilberto no fato de que Mariah nunca mais conseguiu emplacar músicas como Hero, My all e On Sweet Day,ou mesmo no estilo de Vision of Love, do seu primeiro trabalho.
Por outro, não acho prudente ignorar o potencial do seu novo trabalho, chamando determinadas canções de chatas ou obsoletas. Com cuidado, diria que falta à Mariah Carey de hoje uma equipe de produção como a dos tempo de Butterfly e Music Box. Afinal, a maioria das clipes estavam em sintonia com a melodia e a letra das músicas. No trabalho atual, ao que parece, a cantora não se preocupou em estabelecer nexos entre os clipes e o conteúdo de suas novas canções.
vale ressaltar que Mariah Carey ainda tem uma voz incomparável, com um timbre que se destaca entre as demais cantoras atuais, mesmo que ela canta em conjunto, omo na recém-lançada música “Just Stand Up”, na qual participam mais de uma dezena de famosas.
Mariah abandonou parcialmente o seu estilo, impregnado de soul e R&B, para ingressar definitivamente na música pop, influenciada inclusive por questões comerciais. Na época, ela mantinha um relacionamento com o donod de uma mega estrutura fonográfica. O apelo sexual foi inevitável.
Em seu novo trabalho, músicas como Bye Bye, I Stay in Love, Love Story e Thanx 4 nothing despontam como grandes candidatas para alcançar as paradas de sucesso. No entanto, há muitos cantores lançando clipes incríveis. Se ela não fizer o mesmo, e dessa vez eu menciono a expressão “lutar contra a cafonice”, vai sim ser suprimida no mercado fonográfico, emboro seus fãs continuem incondicionalmente adeptos ao trabalho da cantora.
Discordo completamente da sua opnião, cada um vive a sua vida da forma que achar melhor.A voz da Mariah é simplesmente perfeita e, é um direito seu não gostar dela e de seu trabalho, mas daí jugá- la desta forma não está certo.Ela não está prejudicando ninguém, hoje em dia não cola mais aquela imagem de boa samaritana, ela tem que ser mais ela mesma. O que interessa é ela está feliz e não estes tipos de comentários a respeito dela.
Hoje em dia quase não se ouve aqueles tipos de músicas, realmente elas são boas,porém alguns fãs preferem novos ritmos e ela segue esta preferencia.
Nada de diferente do que ela já fez. Tem algumas baladinhas gostosas como “Bye Bye”, mas nada que surpreenda.
Eu vi o novo clip de Maria Carey, e como todos achei uma porcaria. Porém,ela tá muito gostosa!