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Vivian Girls | Vivian Girls

DIRETO DO TÚNEL DO TEMPO
Trio novaiorquino revive passado em gravação que traz de volta a genuína aura da década de 80
Por Fernando de Albuquerque

VIVIAN GIRLS
Vivian Girls
[In The Red, 2008]

O CD parece mesmo um tipo de mídia que tem os dias contados. O vinil ressurge como um artigo pra lá de vintage, mas que ainda angaria fãs, movimenta artistas e gravadoras. O MP3 é a plataforma predileta para lançamento de obras, para suscitar e aumentar as vendas e mesmo para promover uma divulgação em massa. E nessa seara, o trio novaiorquino Vivan Girls surgiu para reafirmar, com certa dose de exagero (!), que são o vinil e o MP3 que irão se perpetuar.

Com título homônimo, o trio feminino acabou de lançar o já esgotado primeiro LP. Tão influenciadas pela estética desse tipo de plataforma, decidiram gravar o álbum exatamente da mesma maneira que ele seria gravado se fosse lançado por um banda parecida da década de 80. Até a prensagem foi fiel: em vinil, limitada a 500 cópias. O disco é a reunião de dez músicas que totalizam pouco mais de 20 minutos de punk sujo, tosco e repleto de sensibilidade feminina. Elas chegam na cena relembrando a época dos rocks rebeldes e misturam a isso um pouco do que mais caracteriza o indie blood.

O mérito do disco está na primeira faixa. “All The Time” tem um vocal pra lá de timido e excessivamente suave. A bateria se sobressai em relação ao resto da música que contém guitarras pouco referentes. Esses elementos juntos faz com que os mais balzaquianos revivam o auge daquilo que antecedeu o britpop e fez muita gente bater o cabelo nos anos 80.

O disco está cheio de canções de dois minutos que possuem uma unidade de som que quase pausteriza todas as faixas. “Tell The World”, “Never See Me Again” e “No” são as músicas que mais se enquadram nesse parâmetro de unicidade. Efevercência, atitude punk, guitarra suja e som de garagem são os elementos que perpassam todas elas.

Resta saber se esse resgate, principalmente depois de tudo que foi feito depois dos anos 80, é realmente necessário.

NOTA: 7,0

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“Where Do You Run To”


“My Baby Wants Me Dead” (Ao Vivo no Astoria)

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Publicado no dia 18 de agosto de 2008 às 1:54. Arquivado em Crítica · Música [Imprimir essa matéria | Enviar por email ]

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2 comentários em “Vivian Girls | Vivian Girls”

  1. Ana disse:

    Ah, uma coisa que esqueci: o site é excelente! E é bem normal a gente requentar conteúdo da web, até pra ter referência. Mas acho que nesse caso, que é opinião, e que os textos ficaram tão parecidos, ficou bem feio.

    Abraços!

  2. Ana disse:

    Sei como essas coisas são. Mas seja lá quem tenha feito essa resenha com base na do Indienation (http://indienation.blogspot.com/2008/06/86-em-20.html), que foi publicada dia 7 de junho, poderia ter dado uma maquiada maior (ou um link com créditos!). Alguns trechos tão bem óbvios:

    ‘Tão influenciadas, que gravaram o álbum exatamente da mesma maneira que ele seria gravado se fosse lançado por um banda parecida naquela época. Até a prensagem foi fiel: em vinil, limitada a 500 cópias.’ (trecho do indienation)

    ‘Tão influenciadas pela estética desse tipo de plataforma, decidiram gravar o álbum exatamente da mesma maneira que ele seria gravado se fosse lançado por um banda parecida da década de 80. Até a prensagem foi fiel: em vinil, limitada a 500 cópias.’ (trecho de vcs)

    Abraços, gente. E mais cuidado da próxima vez (ou o crédito). Isso é feio pra caramba de fazer.

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