Amy Winehouse

O CALVÃRIO DE AMY
Após conquistar o mundo com Back To Black, Amy Winehouse luta para não ser apenas um personagem tÃpico de tablóides britânicos.
Por Gilberto Tenório
A história da música está cheia de astros talentosos que adoram ir à s últimas conseqüências. O coquetel que une ingredientes como a fama e drogas parece embriagar muitos deles, que são transformados, instantaneamente, em celebridades. Em vários casos o talento acaba virando coadjuvante dos excessos. A mais nova “vÃtima†desse sistema é uma das melhores revelações musicais do ano, a inglesa Amy Winehouse.
Depois de estampar as capas de vários tablóides ingleses e revistas de fofoca ao redor do mundo, Amy aceitou se internar em uma clÃnica de reabilitação para drogados (para ela, a tão amaldiçoada “rehabâ€). A imprensa mundial noticiou que a cantora, junto com o marido-problema, o músico Blake Fielder Civil, teriam passado vários dias à base de ecstasy, cocaÃna, heroÃna, álcool e similares. Porém, 48 horas depois da internação, o casal decidiu abandonar o tratamento.
A novela ganhou mais um capÃtulo quando Amy e Blake voltaram novamente para clÃnica. O que muitos pensavam ser finalmente uma tomada de consciência não passou de mais um episódio deprimente na história recente da cantora. Segundo a imprensa britânica, o casal deixou o estabelecimento após inúmeras brigas que estavam tumultuando o ambiente e atrapalhando o tratamento dos outros pacientes. Os representantes da clÃnica também afirmaram que o responsável pelas confusões seria Blake.
Essas últimas confusões têm causado problemas na tão promissora carreira da cantora. Todos os compromissos que estavam agendados para o mês de agosto foram cancelados. Por hora, o único evento confirmado é a participação num festival de música no Canadá, em setembro. A imprensa brasileira especulou que o motivo pelo qual Amy não teria sido incluÃda na lista de participantes do Tim Festival, realizado no mês de outubro, seria justamente a instabilidade fÃsica e emocional da artista.
Para muitos, o estilo junkie de Amy faz parte de uma estratégia de marketing para se manter na mÃdia. A cantora, porém, não é um produto pré-fabricado como as também desregradas Britney Spears e Lindsay Lohan. Muito menos uma desocupada fútil como a “patricinha-cachorra†Paris Hilton.
Amy é considerada, muito precocemente, como uma das maiores cantoras da cena internacional. Seu talento e atitude (de verdade) conquistaram fãs de gêneros tão diversos quanto o soul, R&B, indie rock e pop. Back to Black não é apenas um excelente disco por reunir referências retrô à música pop. É também um álbum em que vemos uma intérprete segura falar da vida e de seus relacionamentos de uma maneira dramática e sarcástica; ao mesmo tempo amparada por uma sonoridade elaboradissÃma. Só podemos esperar que, com ou sem “rehabâ€, Amy encontre o caminho de volta para sua música e mostre que tem talento para ser muito mais que uma capa do The Sun.
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« 4 Comentários
a música pop precisa dela. ninguém pode negar.
Ela é sem duvida uma artista de um talento peculiar, aquele que não se encontra em qualquer esquina, uma de suas musicas de trabalho faz lembrar o estilo jamys brawn, lamentavel sua vida particular estar em pleno declinio, e ainda enterferir em sua carreira tão promissora.
adoro ela!!!
Ela tem o que a música precisa. Voz, talento, estilo, presenca e atitude! É fato que a vida particular dela é, diga-se de passagem “tumultuada”, mas o son que ela mostra esconde isso! A Amy veio pra ficar, ela é a nova rainha da música.
Eu gosto dela das músicas dela espero que ela melhore
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