Heróis Sem Poderes | Matt Cherniss e Michael Gaydos

HERÓIS SEM PODERES
Matt Cherniss e Michael Gaydos
[Marvel Max 29; Panini R$ 5,90]
Não é tão difÃcil encontrar obras cujo principal mote é fazer uma releitura do universo Marvel. Ou até usando o próprio universo como um personagem da trama. Marvels de Kurt Busiek e Alex Ross e até mesmo Alias de Brian Bendis e Gaydos são bons exemplos de obras que utilizaram conceitos e tramas cristalizadas da Marvel para conduzir seus personagens à uma interpretação distanciada e realista. Heróis Sem Poderes (Powerless) parte da mesma premissa. Sendo que, desta vez o universo das “maravilhas” é tido como uma possÃvel recordação. Na trama, o psiquiatra William Watts acorda de um coma profundo onde aparentemente todos os supers da Marvel existiam para um mundo sem heróis. Nesta nova realidade, o psiquiatra encontra as versões de Peter Parker, Matt Murdoch e Logan (sempre ele) que de uma forma ou de outra irão interligar seus conflitos e tramas ao dr Watts. A série é um deleite para fãs da Marvel e parece ter sido feito por um. Todos estão lá, de Emma Frost à Sue Richards. Todos sem poderes. Esta premissa metalinguÃstica já tinha sido muito bem explorado em Alias, e talvez por isso Michael Gaydos tenha retornado para desenhar Powerless. Gaydos é um artista brilhante, no seu traço os personagens perdem a irrealidade do heroÃsmo, a pose olÃmpica. Perfeito para uma série que, ao destituir seus principais Ãcones de poderes, pretende discutir o significado de ser herói. O texto também é excelente, se utilizando de tramas clássicas marvel (o assassinato da famÃlia do Justiceiro, o assédio de Norman Osborne a Peter Parker, o passado obscuro de Logan). Não é preciso ser gênio para recontar tudo isso, mas Matt Cherniss esbanjou criatividade num roteiro instigante.
NOTA:: 8,0 [Paulo Floro]
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