Beastie Boys | The Mix-Up

BEASTIE BOYS
The Mix-Up
[Capitol, 2007]
O que levou os Beastie Boys a este disco, uma provocativa proposta totalmente instrumental, sem samplers ou rimas, foi apenas um único motivo: Mike D, MCA e Adrock quiseram provar que se garantem como banda, já que o disco é uma seleção de ótimos efeitos, domÃnio dos instrumentos e outras virtuoses.
O ruim disso tudo é que The Mix-Up só se sustenta enquanto “disco dos Beastie Boys”, já que ele é chato, um teste à paciência. É o disco que muitos irão afirmar que “é preciso ter muita referência para apreciar”, o tipo de discurso que geralmente esconde um trabalho muito ruim, maquiado de pretensão artÃstica ou hermetismo. Ao retirar elementos que os consagraram, os Beastie Boys se esvaziaram, e é isso que The Mix-Up é, um álbum oco.
Mas claro que há boas razões para elogiar a iniciativa: “The Rat Cage”, com apitos e uma bateria cheia de ritmo é um dos destaques do disco, assim como “Suco de Tangerina”, resultado da passagem da banda pelo Brasil, com efeitos de dub, e “Off The Grid”, com suas mudanças melódicas. No mais, as faixas do disco são passÃveis de esquecimento, exceto para os aficcionados pelo trio ou aqueles com boa vontade. Ao menos no quesito surpreender, os Beastie Boys ainda são mestres. [Paulo Floro]
NOTA: 5,5
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« 4 Comentários
Até agora não ouvi este disco, mas pra falar a verdade, nem tô com vontade ainda. Beastie Boys é um ótima banda, acho massa, mas instrumentais não são minha praia.
Discordo amplamente das considerações. O álbum é composto por várias porradas no ouvido (como a faixa 5); são ambientações e composições sonoras cheias, bem a frente.
Delicioso de ouvir.
Vc pode não ter gostado, enfim, mas dizer que é um disco vazio, oco, é um tremendo exagero. Mas, essa é só a minha singela opinião.
É um disco curioso, mas está longe de ser um disco bom da banda. Valeu pelo coment, Gabriel.
Discordo que “The Mix - Up” é um disco ‘oco’, gostei do disco todo, recomendo aos que buscam “fuga-FM-atualidade”, aliás, acredito que pra um disco supostamente tido como ‘oco’ não estaria passÃvel de avaliação numérica. No mais, diante de tantas besteiras que se falam na sofrÃvel-amargurável-atual-música-estadunidense é bom que se tenham discos instrumentais. Exemplos do passado que pode sustentar o que digo é que o que mais gosto no Tim Racional: são os instrumentais, do disco homônio e primeiro da Kool & the Gang: são os instrumentais, The Meters e sua trilogia inicial que posso dizer fabulosa: também são os instrumentais. Então diante de tantas besteiras que se fala, o silêncio pode realmente ser uma boa idéia.
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