A Revista O Grito! com­pleta 1 ano de vida neste mês de junho. E para come­mo­rar, lança uma cole­tâ­nea vir­tual com novos nomes da cena inde­pen­dente bra­si­leira, a O Grito Ano Um. A com­pi­la­ção é um lan­ça­mento dos selos Bazuka Discos e Recife Rock! Discos e está dis­po­ní­vel para down­load gra­tuito aqui e no site do RR.

O trac­klist con­tém 16 músi­cas, duas iné­di­tas. Integram a sele­ção, entre outros, o Surfadélica, o pro­jeto solo de Zeca Viana (da Volver), o AMP, que fez sua estréia no Abril Pro Rock, o pequeno fenô­meno folk pau­lista, Stephanie Toth e os cea­ren­ses do Fossil. Todos são apon­ta­dos como novas pro­mes­sas da cena musi­cal inde­pen­dente brasileira.

O lan­ça­mento ofi­cial do disco acon­te­ceu no sábado, 07, no bar O Cortiço, com shows da Sweet Fanny Adams e Chambaril.

Pernambuco
1. CHAMBARIL — A Sério

O Chambaril come­çou em mea­dos de 2001, com dois ami­gos que cos­tu­ma­vam trans­for­mar suas expe­ri­ên­cias psi­co­dé­li­cas em lon­gas jams gra­va­das num 4-track ana­ló­gico. Com o pas­sar do tempo eles per­ce­be­ram que só eles enten­diam todas aque­las lon­gas evi­dên­cias de demên­cia sonora. Visando uma melhor com­pre­en­são da sua obra, eles deci­di­ram cor­tar as “melho­res” par­tes das jams, transformá-las em loops e seqüência-las numa ordem “lógica” e numa dura­ção mais “pop”. Resumindo, as jams são os prin­cí­pios ativo e a tec­no­lo­gia (lo-fi) sin­te­tiza o prin­cí­pio ativo em doses home­o­pá­ti­cas para os ouvin­tes curi­o­sos.
http://www.myspace.com/chambaril

Ceará
2. FOSSIL — Aurora Borealis

Fossil desen­volve suas músi­cas com uma estru­tura e pro­posta musi­cal dife­ren­ci­ada. Climas — pai­sa­gens sono­ras — cri­a­dos atra­vés de expe­ri­men­ta­ções com efei­tos, explo­rando ambi­ên­cias, dinâ­mi­cas e impro­vi­sa­ção livre. Buscando em suas com­po­si­ções refe­rên­cias de tri­lhas sono­ras, música bra­si­leira e as mais vari­a­das ver­ten­tes da música con­tem­po­râ­nea e mun­dial. Mostrando assim, uma outra face da música ins­tru­men­tal bra­si­leira, con­tem­po­râ­nea e inven­tiva.
http://www.myspace.com/fossilsoundtrack

Pernambuco
3. MONODECKS — A Trapezista

O Monodecks sur­giu de jams infor­mais entre ami­gos, em mea­dos de 2004, tendo sua for­ma­ção atual esta­bi­li­zada ape­nas no final de 2006. A par­tir daí, a banda lan­çou seu pri­meiro sin­gle e vide­o­clipe, vol­tando efe­ti­va­mente a fazer apre­sen­ta­ções ao vivo.

A pro­posta do grupo não se atém a regi­o­na­lis­mos sono­ros e nem mesmo a um idi­oma, visto que trata-se de um tra­ba­lho pre­do­mi­nan­te­mente ins­tru­men­tal. Influências de psi­co­de­lia, free jazz, noise, dub, música con­creta e demais ver­ten­tes van­guar­dis­tas con­tem­po­râ­neas, fil­tra­das atra­vés do pri­mi­ti­vismo do rock, podem ser encon­tra­das nas com­po­si­ções da banda, em menor ou maior escala.
http://www.myspace.com/monodecks

São Paulo
4. GUIZADO — Vermelho

A música do Guizado tem efeito cine­ma­to­grá­fico e seu pri­meiro disco, Punx, soa total­mente embri­a­gado da aura sonora de São Paulo. A par­tir de uma engre­na­gem rít­mica cheia de ruí­dos ele­trô­ni­cos, a usina de tim­bres faz o pano de fundo para fra­ses de um trum­pete quase sem­pre inqui­eto, que berra para se fazer ouvir em meio à soli­dão cole­tiva da metró­pole. O pro­jeto tem à frente Gui Mendonça, músico busca (e acha) seu pró­prio carimbo, em uma mis­tura das tin­tas harmô­ni­cas de seu ins­tru­mento com as tex­tu­ras encon­tra­das nos expe­ri­men­tos com toda uma para­fer­ná­lia ele­trô­nica.
http://www.myspace.com/guizado

Paraná
5. RUÍDO /MM — Novíssima

Anel no bolso pros anti­gos fan­tas­mas. Reconhecimento entre as par­tes. Necessidade de auto-conhecimento. Produção efeito trem bala. Em busca de novos deser­to­res. Ruídos são o elo entre céu e inferno. De série cinza à praia de hin­dus infec­ta­dos. Olhos fecha­dos pros cani­bais sinfô­ni­cos. Ruído por milí­me­tro é uma grande famí­lia. Quatro pes­soas com o mesmo obje­tivo: música ins­tru­men­tal de qua­li­dade. Com esse pen­sa­mento, o grupo tra­ba­lha ardu­a­mente na com­po­si­ção de novas sono­ri­da­des — todas ins­tru­men­tais, uti­li­zando acor­deon, har­mo­nium, bate­ria, baixo e gui­tar­ras.
http://www.myspace.com/ruidopormilimetro

Rio de Janeiro
6. PRIVATE DANCERS — Well Well Girl (Jenner Mix)

A banda cari­oca Private Dancers sur­giu em mea­dos de 2005. Seus inte­gran­tes são figu­ras boê­mias, român­ti­cas, que peram­bu­lando pela noite do Rio de Janeiro se encon­tra­ram e des­co­bri­ram em meio à escu­ri­dão, à fumaça, ao baru­lho ensur­de­ce­dor e ao bri­lho das luzes negras e dos estro­bos, um oásis feito de afi­ni­da­des e dife­ren­ças instigantes.

Private Dancers acre­di­tam que só é pos­sí­vel ser feliz fazendo aquilo que se gosta. E tudo o que eles gos­tam está pre­sente de alguma forma em suas can­ções: rock, ele­trô­nica, música pop, arte, lite­ra­tura, cinema, cores, ima­gens, liber­dade, futuro, vida noturna, pai­xões, álcool, luga­res, não-lugares, pes­soas, cida­des, ambigüi­da­des.
http://www.myspace.com/privatedancersrio

São Paulo

7. SURFADÉLICA — Freaking’ Out Surfin’ In

O Surfadelica foi for­mado em novem­bro de 2006. O gui­tar­rista Carlos Nishimiya já tinha uma cole­ção de can­ções escri­tas que que­ria uti­li­zar den­tro do for­mato de um trio de surf music. Para isso cha­mou dois ami­gos: JC Goes Rock e Mauricio Guedesson e o ano de 2007 se pas­sou entre ensaios, arran­jos, gra­va­ção e mixa­gem. O resul­tado foram as onze fai­xas que com­põe o disco de estréia do Surfadelica, Surfing On The Desertshore. Nelas pro­cu­ram mos­trar que a surf music não está está­tica, pode se desen­vol­ver e incor­po­rar influ­en­cias novas.
http://www.myspace.com/surfadelica

Pernambuco
8. ZECA VIANA — Doutor Ervilha

Zeca Viana é gui­tar­rista, com­po­si­tor e voca­lista do Asteróide B-612, bate­rista do Volver, vide­o­ma­ker, dese­nhista e pin­tor nas horas vagas, mas o curso de Filosofia ainda parece ser a melhor opção para um futuro mili­o­ná­rio. Seres Invisíveis é o nome do pri­meiro regis­tro solo de can­ções que Zeca reu­niu durante alguns anos, melo­dias e letras que datam desde 1997 até os dias de hoje. O disco ainda não tem pre­vi­são de lan­ça­mento mas os sin­gles já estão dis­po­ní­veis no My Space.
http://www.myspace.com/zecaviana

São Paulo
9. STEPHANIE TOTH — The Size Of A Buick

O talento para as artes vem desde cedo. Seu pri­meiro con­tato com a música foi ao piano, ins­tru­mento que estu­dou dos seis aos 12. Depois, Stephanie deci­diu se arris­car na bate­ria, mas desis­tiu recen­te­mente. Stephanie ganhou um vio­lão no natal de 2006, mas nunca teve aulas. É fã de Bright Eyes e Elliot Smith e do Belle & Sebastian.
http://www.myspace.com/stephanietothmusic

Pernambuco
10. AMP — Ataque dos Aliens

AMP, banda per­nam­bu­cana com ape­nas dois anos de exis­tên­cia pode­ria pas­sar des­per­ce­bida e ser até taxada de comum, mas exis­tem alguns deta­lhes que, nesse caso, fazem toda a dife­rença, gos­tam e acre­di­tam no que fazem. Apesar de ter nas­cido num 1º de abril, a AMP é rock de ver­dade, sem firu­las. Rockão sujo. Ou, como sugere seu nome, rock ampli­fi­cado.
http://www.myspace.com/amprockrecife

Pernambuco
11. SWEET FANNY ADAMS — Hate Song # 3

Eles são jovens, tocam um rock’n’roll honesto e que­rem, pelo menos, estar em um mix­tape legal que as pes­soas pos­sam ouvir e gos­tar. Mas é com um espí­rito de fazer rock diver­tido e dan­çante sem pre­ci­sar ser engra­ça­di­nho que a Sweet Fanny Adams tem con­se­guido envol­ver o público e con­quis­tar mais fãs em shows ao vivo. Mas nem é pre­ciso ir tão longe ou espe­rar até o pró­ximo show para cons­ta­tar isso. Basta ouvir as músi­cas deles, que até o pre­sente momento estão reu­ni­das e regis­tra­das em dois EPs lan­ça­dos. Pode ouvir sem receio que é diver­são garan­tida sem per­der a espe­rança no que há de bom nesse velho mundo do novo rock.
http://www.myspace.com/sweetfannyadamsmusic

São Paulo
12. PÉLICO — Completo(a)

Pélico pensa que com­põe, canta e toca gui­tarra. Já lan­çou um EP, mas a crí­tica ainda não se expres­sou sobre seu tra­ba­lho. Neste momento, fina­liza o pri­meiro álbum. Sua música não é revo­lu­ci­o­ná­ria nem mis­tura gran­des influên­cias. Não é filho de nin­guém e não ini­ciou nenhum estudo musi­cal com alguém espe­cial. Pélico não foi um menino-prodígio, nunca per­ten­ceu a nenhuma banda e não desen­vol­veu tra­ba­lho em par­ce­ria com nin­guém reco­nhe­cido. Nunca foi gra­vado por nin­guém “mais ou menos famoso” nem ganhou nenhum fes­ti­val. Ainda não fez tur­nês inter­na­ci­o­nais nem regi­o­nais.
http://www.myspace.com/pelico

São Paulo
13. TIÊ — Passarinho

Tiê viveu suas letras em Nova York, Japão e Londres quando ainda era modelo ou bem per­ti­nho de casa. Uma pitada de David Bowie, cai­xi­nhas de música, Tom Waits, estre­las caden­tes, Nancy Sinatra, chu­vas de papel, Ella Fitzgerald, sapa­ti­lhas de ponta, Beatles, boás, Doris Day, balas de goma, e tan­tos outros que infil­tra­ram sua derme durante esses 27 anos. Com cabe­los mar­can­tes e olhos cin­ti­lan­tes, pre­fere des­cer do palco e sapa­tear com o público, do que ter o ar de diva dis­tante. Hoje, Tiê res­pira essa siner­gia que faz com que seus shows levem todos pra outro tempo, outro espaço, onde a mágica acon­tece e a música entor­pece.
http://www.myspace.com/tiemusica

Goiás
14. DIEGO MORAES E O SINDICATO — Amigo

Apesar do pouco tempo de estrada, o can­tor e com­po­si­tor Diego de Moraes vem se des­ta­cando no cená­rio musi­cal regi­o­nal e já alcan­çou des­ta­que em diver­sos meios de comu­ni­ca­ção do país. Suas com­po­si­ções, que tra­tam de temas ditos uni­ver­sais, aliam fina iro­nia a ricas melo­dias cri­a­das e desen­vol­vi­das por ele e seu con­junto. O resul­tado são músi­cas que “tocam” os ouvin­tes devido à sua sim­pli­ci­dade, carisma, ino­va­ção e ótima har­mo­nia.
http://www.myspace.com/diegodemoraes

Rio Grande do Norte
15. CAMARONES ORQUESTRA GUITARRISTICA — Antonho, O Grande

Com três gui­tar­ras na for­ma­ção, a banda come­çou a ensaiar pouco antes do car­na­val. O grupo con­se­guiu pro­vo­car comen­tá­rios de quem viu e des­per­tar a curi­o­si­dade de quem não estava lá. Para atin­gir tal fina­li­dade, a banda tira da manga um reper­tó­rio inu­si­tado, no qual clás­si­cos do rock e do can­ci­o­neiro naci­o­nal, temas de dese­nhos ani­ma­dos, seri­a­dos e fil­mes con­vi­vem em per­feita har­mo­nia.
http://www.myspace.com/camaronesorquestraguitarristica

Rio Grande do Sul
16. YANTO LAITANO — Eu Não Sou Daqui>

Yanto Laitano toca piano e canta suas can­ções sobre o amor e o exis­ten­ci­a­lismo com letra ao mesmo tempo ino­cente, bru­tal e melan­có­lica. Compositor, pia­nista e can­tor, Laitano é for­mado em música, fun­dou o grupo Ex-Machina e a extinta Bili Rubina. Após um curto período de estu­dos na Europa, ter­mi­nou o mes­trado em música tam­bém pela UFRGS em 2006. É com­po­si­tor pre­mi­ado de tri­lhas sono­ras para fil­mes e docu­men­tá­rios de curta e média metra­gem, e dire­tor musi­cal da Companhia de Teatro Circo Girassol. Atualmente, depois de pro­du­zir e lan­çar mais de dez CDs de música eru­dita de van­guarda, Laitano dedica-se à sua car­reira de música pop e ao seu pró­prio disco solo.
http://www.myspace.com/yantolaitano


Coletânea O Grito — Ano Um
64 MB


.
FICHA TÉCNICA » O GRITO! ANO UM
Lançamento: Bazuka Discos/Recife Rock! Discos
Compilação/ Curadoria: Jarmeson de Lima e Paulo Floro
Produção: Guilherme Moura
Arte da capa: Wagner Beethoven
Ano: Junho de 2008

Este disco tem por obje­tivo único a divul­ga­ção dos artis­tas pre­sen­tes no mesmo. É proi­bida a comer­ci­a­li­za­ção. Nos ajude a divul­gar, levando o link por outros mares.

A cole­tâ­nea foi tocada na inte­gra no pro­grama Último Volume, na rádio Lumen FM de Curitiba. Apresentado por Neri Rosa e Marco Stecz, foi ao ar dia 27/27 às 23h. No pro­grama o con­vi­dado foi André Ramiro do Ruído/ MM, para comen­tar sobre a sua par­ti­ci­pa­ção e sobre a cena de Recife.

Parte 1

Audio clip: Adobe Flash Player (ver­sion 9 or above) is requi­red to play this audio clip. Download the latest ver­sion here. You also need to have JavaScript ena­bled in your browser.

Parte 2

Audio clip: Adobe Flash Player (ver­sion 9 or above) is requi­red to play this audio clip. Download the latest ver­sion here. You also need to have JavaScript ena­bled in your browser.

O pro­grama esta dis­po­ní­vel no ende­reço: http://neri.podomatic.com

leia mais: