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	<title>Revista O Grito! &#187; Valentina Finocchiaro</title>
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	<description>Cultura Pop Sem Contra-Indicação</description>
	<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 20:30:12 +0000</pubDate>
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		<title>Valentina Finocchiaro: Ô Grória! #2</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 01:22:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valentina Finocchiaro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

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Tá. Confesso. Meu debout foi na semana passada. Antes disso, nunca tinha feito e fui lá. Fiz outra vez. Foi tudooooooooooo!! E descolei um médico (meio burro, tenho que confessar) gato e da classe média. Acabou de passar num concurso, tem 27 anos e estava lá&#8230;igual a mim. Fazendo banheirão em uma boate descolê da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2008/06/stockxchng-divulgacao.jpg" alt="Stock.Xchng Divulgação" /></p>
<p>Tá. Confesso. Meu debout foi na semana passada. Antes disso, nunca tinha feito e fui lá. Fiz outra vez. Foi tudooooooooooo!! E descolei um médico (meio burro, tenho que confessar) gato e da classe média. Acabou de passar num concurso, tem 27 anos e estava lá&#8230;igual a mim. Fazendo banheirão em uma boate descolê da República. Ele nem é lá bonitão, nem se veste de forma ideal. Pelo contrário. Usa calça jeans com camisa de botão por fora da calça com tênis. Para ele abandonar o all-star e aceitar que minha costureira abanhasse a boca das roupas foi um suplício, mas consegui. E até agora, enquanto o abuso não bate. Tou sendo uma mulher feliz.</p>
<p>Ele tem na cabeça aquele ideário pequeno burguês da classe média empregada. Dedicado ao trabalho, o sonho é um carro importado grande com quatro portas. Até agora ele estaciona um Palio 1.0 na garagem aqui de casa. Mas está me fazendo feliz. Ele compra camisetas com lantejoulas para parecer fashion, mas já ensinei que a dica é comprar calvin klein na promoção, comprar manolo na liquidação e sempre estar lindo. É quase o mesmo preço e os cortes? I M P E C Á V E I S!! E o melhor de tudo, nos conheçemos dando vazão à um tesão louco e de momento.</p>
<p>Como prometi na semana passada, fiz mais umas dicas, agora ao lado dele de como se comportar fazendo linda em locais públicos. Lá vai. Veste um modelito médio, lave as mãos, coloque lenços umedecidos na bolsa, procure uma boate com banheiro misto e se jogue na vida. Seja feliz e abandone  seu marido cult-sujinho-com-sandáliadecouro-e-calçaxadrez pra lá. Eles não trepam bem&#8230;</p>
<p><strong>8.</strong> Tem que ser decidida querida. Se você saiu de casa para caçar, permaneça dentro do banheiro o máximo de tempo possível. Disfarce o máximo que conseguir. E, pelo amor de Deus, não fique entrando e saindo do mesmo banheiro várias vezes de dois em dois minutos. Isso quebra o clima de quem já está lá dentro. E o pior: chama a atenção da vigilância pra um possível ato indecoroso. Portanto, seja solidária e consciente. Se a boate que você escolheu é grande, com mais de um andar com banheiros mistos (essas são tudo), você poderá criar um roteiro alternando os pisos. Infelizmente, pode acontecer de o homem dos seus sonhos entrar exatamente quando você está saindo. Aí, se não houver ninguém observando, volte e ataque. Se ele estiver interessado, terá te olhando diferente quando se cruzaram. E se ele se interessou muito, conte até dez e ele sairá atrás de você, é batata!</p>
<p><strong>9.</strong> Muitas vezes jovens mancebos com seus 18 aninhos estão circulando pelo banheiro. E só a sua intuição lhe dirá como agir. Via de regra, aconselho o seguinte: domine o instinto de querer conferir de perto se aquele menino imberbe e franzino. Resista à essa tentação! Pirralho trepa mal e menor de idade dá cadeia. E você talvez não saiba, mas tem muitos garotos nada angelicais que se passam por michês para roubar e extorquir. Uma bicha amiga já foi vítima de um desses. Ele caiu no “golpe da chupeta” que é da seguinte forma: o menino-prodígio escolhe sua vítima e a ataca numa hora em que ambos estão sozinhos no banheiro, ou mesmo dentro de um reservado. Mostra, e pede pra ser chupado. A vítima, minha linda beshenha qu hoje mora em Milão, fez isso vorazmente, lógico. Eles saem do banheiro após gozarem e o pirra saca um celular e anuncia o golpe: “ou você me dá dinheiro ou eu te denuncio na polícia, vão me fazer um exame e ver que sua saliva está no meu pau, sou de menor e você vai preso”. Isso não é uma lenda urbana.</p>
<p><strong>10.</strong> A pior coisa dos banheiros mistos é que entra muito viado inconveniente. A maioria completamente loucos. Eles entram e saem, não ficam com ninguém, fazem baixarias e escândalos, se fingem de héteros. Alguns em caso de loucura mais avançada se vingam chamando o segurança quando ninguém dá bola pra eles. A dica é simples: percebeu que o cara está transtornado, ignore. Afinal, você está ali pra curtir e não pra se estressar com qualquer babaca. Te encheu muito o saco, saia andando! O cara está embaçando muito? Saia andando! De resto chuta que é macumba, por que ser viado e ainda ser sem iniciativa é um nojo.</p>
<p><strong>11.</strong> Querida, uma vez estando dentro do reservado com o bofe escolhido: tome cuidado com aqueles caras que enfiam a mão sugestivamente por baixo da divisória. Você pode acabar dando trela pra um tribufu, ou virar alvo de exposição. Certifique-se de que do lado de fora ninguém verá nada, algumas divisórias são traiçoeiras. Escrever e enviar bilhetes por baixo da divisória é elegante e pode virar uma amizade, passa a idéia de uma relação mais civilizada, entenderam?</p>
<p><strong>12.</strong> Se você for sortuda e ficar com dois caras ao mesmo tempo, tente não ignorar o de pau menor. É super deselegante e indelicado. Existem pintos de todos os tamanhos e formatos possíveis, não despreze um homem por conta da sua piroca. Fique livre para escolher se a rola te dá tesão ou não, mas não banque a moçoila voraz e insidiosa. Sempre haverá alguém com um caralho maior que o outro. O importante não é ter pau, mas saber usar.</p>
<p><strong>13.</strong> Em banheirão, o silêncio é de ouro&#8230; se não está aprontando, mas sabe que alguém está, evite causar aqueles barulhos insuportáveis de descargas desnecessárias, de secadores de mão e outros. Seja solidário.</p>
<p><strong>14.</strong> Tenha amor-próprio. Se você gostou do cara, mas ele não curtiu e te deu um fora na cara dura, não persiga e nem insista. Parta pra outra, que é o melhor para ambos. Nada pior do que perder tempo bancando a madrasta-má estraga-prazeres. Ou ficar se humilhando como um cachorro querendo roer o osso.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2008/06/940994_15808038.jpg" alt="Stock.Xchng/ Divulgação" /></p>
<p><strong>15.</strong> Se você está com o rapaz e ele sem querer te sujou, ofereça papel pra que ele se limpe e limpe você. É elegante, você causará uma ótima impressão. Com certeza, ele se lembrará de você. Pelo menos nos próximos dois dias&#8230;</p>
<p><strong>16.</strong> Viu um conhecida peruéte fazendo banheirão? Haja com naturalidade, cumprimente-a, mesmo que seja com um leve aceno de cabeça. Viu dentro do banheirão um cara que você já pegou? Será que rola repeteco? Isso vocês decidem. Independente de ter sido legal ou não, jamais, eu disse, jamaaaaaaaais cometa a indecência de olhar pro cara como se ele fosse um lixo de origem desconhecida. Isso é péssimo, dá a impressão de que você é carne no açougue, e que não respeita ninguém. O cara agiu assim com você? Simplesmente ignore e NUNCA mais o cumprimente em lugar nenhum, com certeza ele acha que tudo é segredo e que não deve se expor, ou que ele é o rei da cocada preta. E nessa situação, cuidado pra não rir quando o bofe disser: é a primeira vez que faço isso. É ridiculo!! Cruzou na rua ou no shopping com um cara com quem ficou há meses, semanas, dias, horas ou minutos atrás? Não se arreganhe, ninguém tem que saber que vocês foderam, isso não precisa ser estampado em camiseta. Acene de leve com a cabeça, e pelo olhar note se o outro quer uma aproximação maior ali ou não. Respeite o direito de ir e vir sem perder a classe.</p>
<p><strong>17.</strong> Conversar e trocar telefones depois da pegação é uma forma de fazer amigos-de-foda. Não precisa ter medo de fazer amigos sinceros, use o seu bom-senso pra escolher as pessoas com quem anda.</p>
<p><strong>18.</strong> Em banheirão, ninguém é de ninguém. Se o cara estiver com você e de repente deixa-la pra ficar com piriguete com calça da gang que acabou de entrar, deixe. E não critique ninguém por fazer isso, afinal, você também tem esse direito. Te trocaram por um canhão? Não ligue, gosto é que nem cu, cada um tem o seu. Gosto não se discute, às vezes se lamenta. Não tenha crises existenciais por causa disso, pois logo aparecerá um bofe melhor e mais decidido.</p>
<p><strong>19.</strong> Sempre tem aquele fresco de classe média que tem um gol vermelho com motor 1.8 e rodas rebaixadas que faz carão pra todo mundo e não pega ninguém&#8230;Um conselho? Ignore a figura. Não entre no jogo de sedução dele, ele deve estar com a auto-estima no cu, e você não está lá pra preencher o ego dele, entendeu? No máximo, dê uma conferida, beije e saia andando, como se ele fosse desagradável, entendeu? No fim da noite, ele é seu. Isso se você tiver ficado sozinha. Mas cada caso é um caso. E você tem total liberdade pra optar se quer pagar pra ver ou não.</p>
<p><strong>20.</strong> Nunca, ouviu bem? Eu disse: NUNCA suba na privada pra olhar quem está do lado, por maior que seja a tentação. Você pode cair, quebrar o salto e se machucar feio. E nada mais assustador que ser surpreendido de cima por uma cabeça desconhecida. Parece coisa de gente doente. E além disso, existe algo pior: vai que o segurança escancara a porta nesse exato momento? Como você vai explicar seu cabeção fora de lugar? Avacalhação, jamais!</p>
<p><strong>21.</strong> A dica mais importante: banheirão vicia. Portanto, não resuma a sua vida sexual apenas aos encontros nas boates. Isso é apenas pra aliviar, é apenas válvula de escape. Queira e exija de você mesmo ter uma relação completa, com amor, respeito e cumplicidade, com um cara legal e que você goste e escolha. O banheiro é apenas uma diversão, tem que ser encarado como tal, e sem esquecer da responsabilidade legal. Fique atento, viu?</p>
<p>——<br />
<small>[+] <strong>Valentina Finnochiaro</strong> é ex-maneca, socialite e hoje vive nan ponte aérea São Paulo - Recife - Milão. Escreve crônicas neste espaço toda semana.</small><small></small></p>

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		<title>Valentina Finnochiaro: Ô Glória!</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 23:17:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valentina Finocchiaro</dc:creator>
		
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Certa está a Holanda ao permitir, por lei, que seja realizado sexo em locais públicos. Todo mundo faz mesmo. Não que eu seja adepta de carteirinha. Jamé! Mas de repente&#8230;bate aquela vontade lôka. O bofe que está na sua frente sente a mesma coisa. Então é correr pro abraço em algum cantinho mais reservado. Quem [...]]]></description>
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<p>Certa está a Holanda ao permitir, por lei, que seja realizado sexo em locais públicos. Todo mundo faz mesmo. Não que eu seja adepta de carteirinha. Jamé! Mas de repente&#8230;bate aquela vontade lôka. O bofe que está na sua frente sente a mesma coisa. Então é correr pro abraço em algum cantinho mais reservado. Quem nunca fez isso que atire a primeira pedra. E antes de qualquer coisa: confesse pra você mesmo que tem vontade de fazer, que faz ou que já fez em locais públicos.</p>
<p><strong>Banheiros</strong> por exemplo. Tenho uma amiga sapa que é adepta full time. E, segundo ela, os melhores locais são os banheiros de restaurantes chiques. Sempre tem uma peruona querendo fazer sabão enquanto a lagosta não fica pronta, enquanto o marido resolve negócios no celular, enquanto o papo está chato demais. Elas vão lá. Retocam a maquiagem. Ensaboam! E o fôlego é revitalizado. Haja visto que até famosas celebridades como <strong>George Michael</strong> já foram pegas no flagra, é fato comprovado tratar-se de uma prática comum e extremamente prazerosa se bem utilizada.</p>
<p>Eu fiz uso dessa tática na última semana. Cansada de filmes e pipoca decidi bater cabelo. Chego lá (eu e a besha) fomos logo ao banheiro. Nesse momento. Pânico!!!! Descobrimos que era tudo uma coisa só. Unisex. E claro. Rolou lindo. A bicha foi prum lado. Eu, mãe de carreira promissora, fui pro outro. Chegamos em casa, ambas, estafadas.</p>
<p>No dia seguinte, foi quase impossível não pensar numa espécie de manual de etiqueta pro banheirão. Ficamos eu e o Carlos, por horas, observando todo o movimento. Fazendo anotações em guardanapos. E lá vai o resultado. Siga atentamente as instruções, e aprecie com moderação. Não esqueça de um detalhe importante: tudo ali é feito embaixo dos panos, portanto use o bom-senso se não perde a graça e o tesão. E o meu objetivo não é incentivar essa prática ilícita, mas alertar para que se evitem abusos e deselegância&#8230;</p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2008/06/2518_2114.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>1.</strong> Antes de qualquer coisa querida, lembre da primeiríssima regra e mais importante de todas: um banheiro de bôite é, antes de qualquer coisa e independente de toda conotação lúdica, um banheiro público. Portanto nada mais natural que pessoas queiram usa-lo. Então, não faça bico e nem se irrite com o entra-e-sai, afinal, o local é público, <strong>você é que tem que ter em mente que, ordinariamente, ele não serve pra foder, mas sim o risco de fazer isso ali é que torna a situação mais excitante</strong>. E mais cômoda, pois é gratuita, é fortuita, sem troca de nomes e nem cobranças tolas. Então, desencane. Saia de casa pra fazer seu banheirão com o mesmo raciocínio que você teria se estivesse passando ali ao acaso, sem criar grandes expectativas. Entenda que: tudo ali é proibido e está contra você. O que vier, é lucro, e depende da forma como você direciona as expectativas que deposita na empreitada. Ali dentro você poderá achar desde uma satisfação imediata de um tesão louco até um amigo ou príncipe, nunca sabemos.</p>
<p><strong>2.</strong> Confie na Lei das Afinidades, muito em voga com o nome de Lei da Atração, do filme <em>O Segredo</em>, assistiu? Se sim, coloca a cabecinha pra vibrar positivo; se não, corre no camelô da esquina e compra o DVD pirata e assiste ontem, é uma sugestão de ouro. Afinal quando você sai de casa se sentindo uma merda, fatalmente atrairá só merdas. Se você sai disposto a se divertir, com a auto-estima lá em cima mesmo, a tendência é que se dê bem. Independente disso, <strong>sempre haverão os cuzões e carões de plantão, não se incomode com eles, eles querem apenas ser vistos</strong>, e você é mais, você quer realizar, entendeu?! Você não quer apenas ficar com frescura, afinal, você poderia ser feliz sozinha (o) em casa, não é mesmo? Nunca deixe nada te abater.</p>
<p><strong>3. Num banheirão, tudo é permitido.</strong> Graças a dels!! Pode só ficar olhando, pode beijar, tocar mamilos e barrigas, usar três dedos, encoxar, enfim, as possibilidades são mil, explore-as com bom senso, entre a razão e o tesão.</p>
<p><strong>4. </strong>Quando entrar, se estiver vazio, aguarde. Com certeza em alguns minutos vai aparecer alguém. Olhar pelo espelho sempre é interessante, é meio que um código. Dentro dessa tática de fazer charme na frente ao espelho, dentro das possibilidades do local, é um ótimo sinal. Olhos nos olhos, sorrisos sacanas enfim&#8230;trata-se de sinais velados. Se o bofe ou a gigoléte fica na sua, olhando, é porque está a fim. Bem como aquelas que entram e ficam anos assoando o nariz ou entrando e saindo do reservado. Essa é uma dica de reconhecimento também. Mas sugiro que vá direto ao ataque. Se você entrar e estava rolando uma putaria, você notará que todo mundo, homens e mulheres estarão mais trêmulas, mais agitadas que o habitual, olhando fixamente para algum ponto oco. Isso é chavão, é clichê, é, praticamente um ato reflexo. <strong>Não demore pra demonstrar a que veio.</strong> Uma regra de ouro para exibicionistas de plantão: ao menor sinal de aproximação intrusa, esconda todo o material utilizado, para não ser pega em flagra!</p>
<p><strong>5.</strong> Regra importantíssima, sobretudo nas bôites e restaurantes: <strong>mantenha os ouvidos apuradíssimos.</strong> Nós, que já nascemos geneticamente preparadas para essas safadezas, temos um ouvido de lince, capaz de identificar os passos e o som do rádio do segurança a metros de distância. O segurança entrou? Não fuja!!!!!! Finja!!!!!!</p>
<p><strong>6.</strong> Nada pior do que aquelas bichas sem-noção que pensam que estão na Disneylândia e que todo mundo tem que saber que elas foram ali pra dar. TODO MUNDO QUE ENTRA PRA CAÇAR EM BANHEIRO QUER DISCRIÇÃO, não fuja dessa premissa ou você acaba se queimando. <strong>Se não quer ser ofendido nem espezinhado pelo segurança, não dê motivos.</strong></p>
<p><strong>7. </strong>Se você está na porta no banheiro, aguardando pra ver quem entra, e passa um cara maravilhoso que te interessa e deixa em dúvida, sugiro o seguinte: espere ele entrar e pausadamente conte até 40. <strong>Se ele não estiver interessado, sairá quando você estiver nos 30</strong>. Se não sair, ou ele está caçando ou está cagando. Aí você entra pra conferir, entendeu?</p>
<p><strong>8.</strong> Não se estresse com o mau-cheiro, se estiver insuportável, saia, pois isso é um sinal místico de que você não encontrará nada que preste lá dentro. E que mesmo que encontre, o cidadão vai querer sair dali o mais rapidamente possível. Lembre da primeira regra: ali é um banheiro, nada mais normal que escutar um peido alto ou ver alguém entrar assobiando o hino do Corinthians. <strong>Entenda que você está ali pra se divertir, e não pra ser comparada à alguma diva de Hollywood</strong>. Você está num banheiro, não queira pisar em ouro, nem que todo mundo peide com aroma de rosas.</p>
<p>Essas são algumas lições. Semana que vem, se vocês quiserem mais&#8230;eu escrevo os outros apontamentos sobre a conduta no banheiro da bôite.</p>
<p>——<br />
<small>[+] <strong>Valentina Finnochiaro</strong> é ex-maneca, socialite e hoje vive nan ponte aérea São Paulo - Recife - Milão. Escreve crônicas neste espaço toda semana.</small><small></small></p>

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		<title>Valentina Finnochiaro: Apôi te ilude! #2</title>
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		<pubDate>Mon, 26 May 2008 03:13:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valentina Finocchiaro</dc:creator>
		
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Não, eu não estou apaixonada. Não sou mulher de repetir esse tipo de erro. Se eu já me apaixonei um dia? Claro que sim. Já chorei de borrar o rímel pensando no bofe, fiquei na chón, deixei de sair e até de trabalhar. Mas depois de descobrir os benefícios do meu Dinners concluí que o [...]]]></description>
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<p>Não, eu não estou apaixonada. Não sou mulher de repetir esse tipo de erro. Se eu já me apaixonei um dia? Claro que sim. Já chorei de borrar o rímel pensando no bofe, fiquei na chón, deixei de sair e até de trabalhar. Mas depois de descobrir os benefícios do meu <em>Dinners</em> concluí que o pior não é a paixão. Se for analisar com calma, uma paixão faz bem de vez em quando, dá estímulo para caprichar no cabelo, arrasar no <em>make</em> e gastar o dinheiro do falecido com uns frascos de <strong>Dior</strong> para impressionar outro gato. A culpa nem é do bofe que se foi, porque o ditado popular não poderia ser mais verdadeiro: “Vai um, vem oito”. A verdade é que o famoso fora é o grande vilão da desgraça feminina, traz olheiras, calorias extras e uma série de efeitos colaterais arrasadores.</p>
<p>Mas sabe que um fora promove milagres em algumas pessoas?! Pena que a maioria das rachas que se beneficiam do pé-na-bunda não vê a importância disso em suas vidas. Dia desses, encontrei uma colega que não via há muito tempo. Moramos no mesmo apartamento com mais quatro fulanas raquíticas (pele e osso meeeesmo) que sonhavam em modelar durante numa temporada de fome em Milão. Ela tinha problemas com a balança, coitada, e eu sentia uma certa inveja da parte dela, já que Mamá caprichou no metabolismo e me deu o dom de poder saborear uma generosa fatia de torta alemã sem correr o risco de sofrer impactos no número do manequim. Mas é claro que eu não abuso, o metabolismo é bom, mas não faz milagres, não é?! O fato é que a bunita está mesmo bonita. A pele parece mais jovem aos 25 anos do que na época dos 17. E o corpo nem se fala, ela parece ter alcançado o manequim 36 que sempre buscou, mas não demonstrou o mínimo entusiasmo diante do meu elogio. E olha que para que eu elogie outra pessoa ou é porque é super amiga, e para amiga e besha não se nega elogios, ou é porque a racha arrasou meeeeesmo.</p>
<p>A pobre contou com brilho nos olhos o triste fim da sua história de amor que, confesso, embrulhou o estômago, tamanho melodrama usado nas expressões, e no final me veio com a infeliz frase: “Eu preferia mil vezes estar feia, mas com ele do meu lado”. Minha filha!!! Acorda né! Então o bofe partiu lindo e louro, está bebendo madrugadas sem fim por aí, pegando várias pessoas uóhs e você, ao invés de mandar um cartão de agradecimento pelo SPA grátis que ele te proporcionou, diz que preferia estar feia, mas ao lado dele? Ô minha querida, se você estivesse feia, garanto que ele não estaria com você. Então, se é pra ficar sem o bofe, que fique só, porém magra e deslumbrante.</p>
<p>Os foras são um pouco ausentes em minha vida, com o tempo desenvolvi um sensor de homem em fuga. Ao menor sinal de abandono, meu alarme dispara e eu viro o jogo. Mesmo que o gato seja super cheiroso e bom de cama, eu prefiro dar o fora por um simples motivo: se ele acabar o relacionamento, vai se sentir culpado e evitar sair com você casualmente no futuro. Como nos dias de hoje não se pode descartar uma boa transa com um bofe gostoso, sou eu quem dá o pé-na-bunda. De quebra ainda o deixo a minha disposição para os dias de necessidade. Afinal, ele não vai dispensar uma saída com a mulher que o rejeitou, faz parte da personalidade dos homens, no fundo eles pensam: Chutou, mas não fica sem! O que me resta fazer é aproveitar dessa deficiência psicológica da espécie.</p>
<p>Mas sou humana e não estou livre de falhas. Então, se o homem consegue dar o fora sem ter acionado meu sensor, não fico mais chorando as pitangas. Chamo a minha melhor bichamigã pra me falar mal do bofe e me ajudar a renovar o guarda-roupa. Afinal de contas, nada como um homem depois do outro com uma <strong>Louis Vuitton</strong> bem no meio.</p>
<p>——<br />
<small>[+] <strong>Valentina Finnochiaro</strong> é ex-maneca, socialite e hoje vive nan ponte aérea São Paulo - Recife - Milão. Escreve crônicas neste espaço toda semana.</small></p>

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		<title>Valentina Finocchiaro: Separa que é briga!</title>
		<link>http://www.revistaogrito.com/page/19/05/2008/valentina-finocchiaro-separa-que-e-briga/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 May 2008 06:41:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valentina Finocchiaro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

		<category><![CDATA[Valentina Finocchiaro]]></category>

		<category><![CDATA[Armani]]></category>

		<category><![CDATA[Channel]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca fui afeita a igreja, missa, reza e tudo que envolva, direta ou indiretamente, esse tipo de coisa. Creio em Deus! Tá! Mas também acaba aí! Vez ou outra, quando a coisa tá muito preta, rogo aos céus que me apareça uma promoção da Channel, que me ajude a não quebrar o salto em alguma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca fui afeita a igreja, missa, reza e tudo que envolva, direta ou indiretamente, esse tipo de coisa. Creio em Deus! Tá! Mas também acaba aí! Vez ou outra, quando a coisa tá muito preta, rogo aos céus que me apareça uma promoção da Channel, que me ajude a não quebrar o salto em alguma rua esburacada, que me dê uma noite maravilhosa, que me ajude a pegar o táxi quando estou completamente embriagada, que me faça arrazár, e a lista de pedidos vai por aí. E chega né! Mas, apesar de ter, praticamente, crescido em um ambiente religioso, já que estudei em colégio de freiras desde que me entendo por gente, sempre detestei qualquer credo. A única “religião” que professo com fervor é a do <strong>horóscopo</strong>. Não saio de casa sem lê-lo. Não tem jeito. E pego de várias fontes. Das recheadas previsões de Bia Abramo às tirinhas curtas e sintéticas que sai na Folha de São Paulo. E não é que eles funcionam.</p>
<p>Li na manhã do meu último domingo: “Hoje, você vai passar por um ritual de purificação”. Fiquei com meda! Totaaal. Liguei pra minha <em>bichamigã</em>, mandei ela colar em mim para evitar que qualquer maníaco xiita viesse me exorcizar. Afinal, sempre passa na televisão um pessoal que se joga no chão, rasga a roupa, dá escândalo e acaba com o que está ao redor. E como fiz promessa de usar Miele só aos domingos&#8230;morri de medo de passar por um descarrego desse e acabar perdendo um dos meus vestidos. Então a Mª Antônia (como eu chamo minha bicha-irmã, a Antoniete) ficou no meu pé. Se eu fazia diet shake, a bicha tava do meu lado vigiando. Se eu colocava um <em>colant</em> e corria na Paulista: a bicha tava lá do meu lado de munhequeira arrazando comigo. E foi o dia todo assim. De noite fomos para um bar novo que abriu na Vieira Souto. Champagne derramando na cabeça e mil amigotas para tricotar e pegar os últimos lançamentos. Lá fomos.</p>
<p>Entre uma taça e outra, Antoniete tava lôca atracada com um garçon lindérrimo nos fundos da cozinha. Do nada, chegou alguém com uma taça extra. Tá, né! Essa cantada é velhíssima, mas quando o corte é Armani tudo muda. Comecei a conversar com o bofe que tinha um papo lindo, um par de olhos azuis, uma cabeleira cheia, uma boca tuda, um peitoral durinho, uma barriguinha tanquinho e sapatos de cromo alemão. Ou seja: tudo! Não deu outra. Fomos pro apartamento dele, que o bunito era executivo de uma empresa paranaense e tava só de passagem. No quarto: P-Â-N-I-C-O! Na cabeceira da cama? Uma cruz gigante. Quando ele tirou o terno, um crucifixo gigante! Até na meia tinha bordado de cruz, minha gente. Agogô! Que bofe é esse? Mas eu tava bêba. Ele era lindo: encarei!</p>
<p>Recomeçamos a conversar. Tudo estava ótimo até que, entre um beijo e outro, ele perguntou: você vai à Igreja? Eu pensei: “deixa eu te mostrar como eu rezo!” Calada estava, calada fiquei e engatei outro beijo no bofe. A noite foi péssima. Toda vez que eu ousava: naaaaaaaada! Era o trivial que vinha com ele. Sempre que eu passava a mão por um canto mais ousado: naaaaaaaaada! Ele tirava minha mão. Quando eu já estava em pânico, com os hormônios pulando, ele pediu pra rezar. Creiam. Ele queria que eu rezasse!!!! E digo: valia muito a pena minha gente! Me ajoelhei e rezei linda, arrumada e maquiada.</p>
<p>O resultado? Um papai e mamãe dos infernos que me fizeram exortar o capeta a noite toda. Saravá, meu filho. Me esforcei, dei o melhor de mim e o resultado foi dos piores. Dos piores mesmo. Na manhã seguinte é que o caos se instalou na minha vida. O café da manhã estava lindo e o que ele queria que eu fizesse: rezar! Me veio com um papo de que queria me converter e casar comigo. E que, assim, me levaria para a luz. Pois a luz que eu tomei foi a da rua. Peguei meu vestido, retoquei a maquiagem borrada e fui pra minha casa linda.</p>
<p>Resultado: deixei de crer em horóscopo! A pessoa acredita demais&#8230;acaba que tudo vai acontecendo. Chega! Agora vou apostar nas runas. Acho que “sim” e “não” são respostas super conclusivas.</p>
<p>Beijo me liga!</p>
<p>——<br />
<small>[+] <strong>Valentina Finnochiaro</strong> é ex-maneca, socialite e hoje vive nan ponte aérea São Paulo - Recife - Milão. Escreve crônicas neste espaço toda semana.</small></p>

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		<title>Valentina Finocchiaro: Seu bíceps pelo meu cérebro!</title>
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		<pubDate>Tue, 13 May 2008 06:04:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valentina Finocchiaro</dc:creator>
		
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Eu não pratico exercícios físicos. Aliás, abomino quem os pratica. Tem coisa mais tediosa que levantar peso por horas? Claro que não! O que é mais ridículo em salas de musculação é a própria arrumação visual delas. Cada pesinho é de uma cor. O de três quilos é vermelho, o de quatro quilos é verde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2008/05/valentina-foto-stockxchng-divulgacao-2.jpg" alt="Coluna Valentina // Seu bíceps pelo meu cérebro! (Foto: Stock.Xchng / Divulgação"/></p>
<p>Eu não pratico exercícios físicos. Aliás, abomino quem os pratica. Tem coisa mais tediosa que levantar peso por horas? Claro que não! O que é mais ridículo em salas de musculação é a própria arrumação visual delas. Cada pesinho é de uma cor. O de três quilos é vermelho, o de quatro quilos é verde e o de cinco quilos é amarelo. Mas não são simples cores básicas. Por que ao invés de optar por tons sóbrios, o verde é semi-limão. O amarelo é gema cintilante. O vermelho consegue ser mais forte ofuscante que a cor criada por Valentino, de quem herdei além do nome escolhido por mamá, em sua plena homenagem, o bom gosto para arrumar companhias. Ao que me parece, os “malhadores” (vocês não sabem a dor que sinto ao digitar essas letras) são extremamente burros. Para saber o valor dos pesos olha-se a indicação do número na lateral. Mas acharam pouco e decidiram pinta-los e revesti-los de borracha uns quilinhos de ferros que mais parecem terem saído das profudezas inferno. Mas bem que eles seriam de excelente uso numa briga matrimonial.</p>
<p>Da última vez que protagonizei esse tipo de cena estava em Berna e não sobrou um único jarro intacto no quarto do hotel. Pena que o sujeito ainda saiu sem ferimentos. Ah, um pesinho desses na minha mão. Aterraria bem fundo na caixa craniana dele e teria herdado boas cifras. Mas a vida passa e hoje eu tou aqui. Levantando pesos. Correndo em uma esteira nojenta. Pedalando em uma bicicleta que não sai do canto (não que meu sonho seja passear de bike em locais bucólicos, deixo isso pros otários que lêem Proust). Sou obrigada a aturar meninos na casa dos vinte que usam fita métrica para medir o bíceps, ou então quarentões interessados em se preparar para a idade do lobo. Afinal, os interessantíssimos rapazes de trinta estão metidos em escritórios tentando ganhar a vida e montar uma casa para casar-se com a futura namorada que, no mínimo, é completamente alienada e está pronta para dar a bundinha ao primeiro que tiver mais dois centímetros de pau. O mundo é injusto! Deveras injusto. Tou eu aqui, linda e maravilhosa. Magra! Lutando contra o futuro da flacidez, enquanto os lindos moçoilos de trinta (sinto maior tesão por eles) estão se afundando na vida. Poderia faze-los feliz. Isso me frustra e me faz aumentar a velocidade da porcaria da esteira. E sempre que faço isso um fortão bizarro me encara meio de banda forçando o braço a ficar duro. Confesso que queria muito me atracar com um bofe desses. Só para rir dos parcos dotes físicos deles.</p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2008/05/valentina-foto-stockxchng-divulgacao-1.jpg" alt="Coluna Valentina // Seu bíceps pelo meu cérebro! (Foto: Stock.Xchng / Divulgação" align="right"/>O pior de toda a aura mítica que gravita em torno das salas de musculação é o som. Não dá! Não dá pra ouvir Voyage Voyage e ficar em paz consigo mesmo. Não dá para ouvir trance na aula de aeróbica e ficar em paz consigo mesmo. Se tocassem música clássica acho que todo mundo sairia muito mais feliz e culto das aulas. E não adianta levar Ipod, Mp3 player ou o raio que o parta. É quase impossível não sair enojado com os hits do halterofilismo. E por isso fico tentando arrumar desculpas para largar a academia. Mês passado uma amiga minha disse que perdeu quilos com pompoarismo e ainda agradou o marido. Pensei: estou salva! God save my life. Que nada. Pompoarismo é a mais pura falácia. A técnica serve para aquelas portadoras de thetchênia malhada, ou seja: vaginas que praticam musculação. Só que ao invés de pesinhos são bolas. Desisti no ato. Não tem coisa mais constrangeroda que ficar olhando pra outra pessoa fazendo careta ao enfiar bolas na @&#038;*#&#038;. Passei por um momento desespero quando uma conhecida dessa minha amiga não tinha se depilado e clamava por uma tesoura para cortar o fio revolto corpo adentro. P-Â-N-I-C-O! Saí correndo do apartamento, passei em casa, peguei meu colant e corri pra academia do conjunto nacional.</p>
<p>Só não tomo diet shake. É muito podre!</p>
<p>——<br />
<small>[+] <strong>Valentina Finnochiaro</strong> é ex-maneca, socialite e hoje vive nan ponte aérea São Paulo - Recife - Milão. Escreve crônicas neste espaço toda semana.</small></p>

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		<title>Valentina Finnochiaro: Homens e suas profissões</title>
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		<pubDate>Mon, 05 May 2008 06:38:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valentina Finocchiaro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

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		<category><![CDATA[Teatro Oficina Uzyna Uzona]]></category>

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Queridos e queridas, começo desta semana estava no Rio – que é uma cidade linda e que seria mais ainda se 70% da população fosse estripada - e fui ver uma peça com uma amiga num teatro mega chinfroso. Fui foférrima. Claro! Coloquei um modelito Balenciaga do inverno de 2006 e que apesar da idade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2008/05/img-65430.jpg" alt="Man at Work (Foto: Divulgação)" /></p>
<p>Queridos e queridas, começo desta semana estava no Rio – que é uma cidade linda e que seria mais ainda se 70% da população fosse estripada - e fui ver uma peça com uma amiga num teatro mega chinfroso. Fui foférrima. Claro! Coloquei um modelito <strong>Balenciaga</strong> do inverno de 2006 e que apesar da idade ainda arrazah muito. Sapatinhos e bolsas miu-miu. E estava lá. Modéstia à parte: linda e abalante! Na bolsa eu coloquei litros e mais litros de repelente. Até no aeroporto tem dengue esperando os turistas descerem para picar. Acho que deve estar se procriando no mar. Só pode! Mosquitinhos salobros!</p>
<p>Bem, vi a peça e fomos eu minha adorada amiga fazer a social no Foyer (ah, Celina é uma trava que ninguém diz que já foi homem. E se me permitam fazer um adendo: amiga trava é tudooo! A única coisa ruim é que elas, quando solteiras, te arrancam o bofe. E depois de <strong>Ronaldinho</strong>, a moda pegou! No teatro tinha dois vovôs com travas ao lado! Cada peito de fazer inveja. Preciso injetar meio litro urgente!). Lá, conheci um empresário ótimo do ramo têxtil. Elegante, o bofe pegou meu número. Pensei: é feio, mas pelo menos posso tirar o pé da lama! Segundos depois chegou um rapaz lindo e nos abordou. Ele conhecia a Celina e o papo começou a rolar. Pensei: God Save! É lindo, tem cabelo no peito e é jovem. Logo descobri que o rapaz era ator. Pior ainda: do Oficina. De cara me veio à cabeça: ele tem DST. Afinal, esse povo do Oficina trepa o tempo todo, né!? Soube que fazem coisas escabrosas nos ensaios. Meda! Sou limpinha. Mas o bof’ator não desistiu, persistiu diante dos meus foras (e olhe que sou mestra), pegou meu número e chamou pra jantar. Tá! Dei uma chance. Só uma.</p>
<p>Fomos pro restaurante e tudo bem. Comemos. Quando ele foi ao toalete percebi o imperdoável: debaixo do terno de excelente corte havia um <strong>all-star</strong>. Eu tou falando sério: alguém ateie fogo na fábrica da <em>Conserve</em>. Gente, acorda!!!! Quando eu vejo um homem de all-star só me vem uma coisa na mente: um gordinho com espinha batendo punheta de meia e allstar tradicional preto. Quem usa all-star deveria se matar. Sério. As pessoas pensam que é sinônimo de ser descolê, mas é sinônimo de falta de elegância e maturidade, principalmente financeira. Peloamordi! Quando ele voltou vi o terno com outros olhos. Afinal, C&#038;A, Riachuello e a Leader socializaram a roupa sócia nos cortes de Ângelo Litrico (PODRE!). E depois que inventaram a palavra prestação e o cartão de crédito&#8230;todo mundo pode comprar um terno melhorzinho e passar por fashionista. O sinal disso veio quando pedimos a conta: ELE RACHOU!!!!!! E foi ele quem me chamou pra jantar. Até o garçom ficou passado! Lição número um: conta só se divide quando se janta com amigo, companheiro, marido (e olhe lá), ou algo que o valha. Na saída fomos em táxis diferentes. E claro: desliguei o celular. Não queria nem sinal de mensagens. E a triste constatação. Atores ganham pouco.</p>
<p>Dia seguinte Celina me disse que já havia saído com ele. Nas mesmas condições. Ela foi mais guerreira (a opção sexual de trava permite) e chegou aos finalmentes. Ela disse que ele trepa como se tivesse epilepsia. Goza rápido e dorme. E que ainda teve de gastar com hipoglós no dia seguinte devido ao surto epilético na hora H. Pulei essa fogueira. Ô Glória!</p>
<p>O resto da semana fiquei pensando nos tipos de homens. Os <strong>atores</strong> são homens para serem amigos. Sempre promíscuos e com o saldo no limite, eles são ótimos para te fazer entender aquela peça super conceitual que um diretor de nariz empinado acabou de fazer. Eles podem até te comer bem, mas ter um futuro mambembe não está nos planos de muitas mulheres. Muito menos nos meus. Já os <strong>bofes empresários</strong> geralmente são feios, adoram se amostrar, trepam meio mals e te traem com a secretária efusiva por mostrar serviço. Depois vem o estresse da separação e da pensão que faz a gente se acomodar. Esse é o meu caso.</p>
<p>Mas tem outros bofes ótimos. Os <strong>advogados</strong> são super legais. Mas, quando a relação vai mal, eles vem com mil provas de que a culpa não é deles. <strong>Psicólogos</strong> são pavorosos&#8230;te analisam <em>full time</em>. Dá raiva. Bati na cara de um ex-namorado psicólogo. Ele disse que eu tinha uma tulha de complexos com nomes esquisitos (eles adoram arrotar o que estudaram na faculdade) e até me receitou remédios. Os complexos são meus. Sem eles eu não vivo. Me deixem. Sô Loca! A pior das raças são os bofes <strong>jornalistas</strong>. Com eles a gente nunca sabe a opção sexual. É aquela coisa dúbia. Enrustida. Pra mim jornalista é tudo bshá enrustida. Deveriam assumir a pinta e serem lindas. Adoro Bshá!</p>
<p>Sei que bofe bom. Até hoje. Foi o filho de dona Neiva, minha personal costureira. Ele é <strong>mecânico</strong>. Corpo bom de carregar peso. Cabeça vazia pela falta de estudos. Nada diz. Na cama? Puro instinto. E a vontade de impressionar que não falta aos de classe inferior: paga jantar, paga táxi, paga isso e aquilo outro. Pena, que também não dá muito futuro. Essa falta de perspectiva me fez pensar que o futuro é lésbico. Mas não! Não, não, não, não! Não consigo me imaginar acordando com alguém que vai me pedir emprestado a cera quente. Valha-me! Por isso que agora só vou seguir os conselhos de uma amiga e vou fazer a <em>nouvelle vague</em>. Fazer cara de paisagem. Numa espécie de crise existencial-artístico-conceitual que te faz ficar meio aérea, olhando de soslaio a todos enquanto se toma champagne.</p>
<p>——<br />
<small>[+] <strong>Valentina Finnochiaro</strong> é ex-maneca, socialite e hoje vive nan ponte aérea São Paulo - Recife - Milão. Escreve crônicas neste espaço toda semana.</small><small></small></p>

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		<title>Valentina Finnochiaro: Parô veado!</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 20:27:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valentina Finocchiaro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

		<category><![CDATA[Valentina Finocchiaro]]></category>

		<category><![CDATA[Ellus]]></category>

		<category><![CDATA[Gay]]></category>

		<category><![CDATA[Padre Adelir de Carli]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha gente, quem tiver seus amigos besha que os segure. Essa é uma espécime em extinção. Agora, todos os homos querem fazer carão, usar barba e ter uma atitude “i’m bad guy”. Como diria Mel C: stop right now, thank you very much. E sem as besha, quem vai nos acompanhar ao cinema quando estivermos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha gente, quem tiver seus amigos besha que os segure. Essa é uma espécime em extinção. Agora, todos os homos querem fazer carão, usar barba e ter uma atitude “i’m bad guy”. Como diria Mel C: stop right now, thank you very much. E sem as besha, quem vai nos acompanhar ao cinema quando estivermos solteiras (detalhe, eu estou!)? Quem vai nos acompanhar nos shoppings para comprar roupa? Quem vai ajudar no backstage do desfile e vai ficar lá dizendo ao pé do ouvi: arrázha migã!? Quem vai ajudar a comprar sapatos? E quando eu precisar combinar o meu Prada roxo com uma bolsa laranjérrima que acabei de comprar? Se depender dessa nova estética de representação do gay&#8230;nós mulheres estamos ferradíssimas. </p>
<p>A bee lôka tem uma função social muito definida. Sempre solteiras, bem arrumadas e interadas das últimas tendências elas são uma mão na roda na hora do sufoco. O namorado te trai com uma vagaba gorda: ta lá a bee lôka te consolando! Bad hair day: a bee lôka aparece com um laquê tudo e ajusta o perucão. O salto quebrou descendo a consolação: a bee lôka corre na Oscar Freire e volta com um sapato lindo pra socorrer. Ficou beba e ta querendo passar o rodo em uma festinha cheia de gente uóh: a bee lôka está lá segurando na sua mão e afastando todos os boys sebentos. Então minha gente. A bee lôka é solução. E quer saber o melhor? Elas são tão evoluídas que geralmente estão solteiras, te ajudam a escolher o bofe certo e não participam da concorrência na corrida pra arrumar homem. </p>
<p>Dia desses, saindo do desfile da <strong>Ellus</strong> conheci uma besha que corrobora dessa nova estética. De barba por fazer, cabelo desarrumado, coletinho preto, camisa branca e uma bota. De cara eu pensei em paquerar e chamar pra sair, mas logo vi, pela rabisaca no olho que o bunito gostava da mesma fruta que eu. Então fui bater papo. No clímax da conversa ela introduziu o caso <strong>Isabella Nardoni</strong> querendo dar uma de gay politizado. Pra cima de moi? Agiliza né. Muito mais legal e divertido é falar do Padre Voador. E por falar no assunto&#8230;Como é que pode hein minha gente? A padre lôka (porque esse padre só pode ser frango) encheu bola de aniversário pra sair voando costa do país afora. Se queria ser <strong>Mary Poppins</strong> que fosse fazer um musical. Mas voar com bola de festa? Não! Jamais. Fora que ele estava defendendo a causa dos caminhoneiros nas estradas. No mínimo ele fazia lindo com os motoristas. Padre esperto isso sim. Ia para estrada rezar pelos caminhoneiros. Sei bem a reza que o bunito fazia. </p>
<p>Meu amigo bshá começou a malhar e já deixou a barba por fazer. Daqui a quatro meses ele vai estar com um peitoral proeminente, uma barriga tanquinho e vai estar usando camisa de botão ensacada com calça-realça-ovo. E eu vou querer comer ele né. E vou acaba me apaixonando. Afinal, a coisa mais fácil é se apaixonar por viado. Eles são sensíveis, delicados, ótimo gosto musical e te tratam feito gente. Homem que é homem não liga se o teu sapato é givenchy ou prada. E isso é uóh. Pois a gente se esforça pra ficar com tudo nota 10 e eles passam incólume. Eu mesmo já me apaixonei por uns cinco gays em toda minha vida. Fiz com todos eles. E me comeram muito bem viu. Mas não conseguia sair pra jantar e vê-los olhando pro mesmo homem que eu paquerava na mesa ao lado sem ter um ataque de ciúmes histérico. </p>
<p>Na musculação, por exemplo, tem meia penca de viados. Antes eles brincavam. Iam de short rosa e ficavam fazendo estripulias no Pilates, usavam adidas último lançamento para exibir o bom gosto. Agora, todos eles ostentam na testa o lema “não afeminado e não curto”. Perderam a graça. Dia desses até peguei um deles olhando pro bumbum siliconado de uma fulana só para fazer charme. Wake up for Jesus beiber!! </p>
<p>Por isso, desde já acho que devemos todos boicotar a marcha da maconha e fazermos uma marcha a favor de todas as bshás! Elas são necessárias para a sobrevida de qualquer mulher e porque não de qualquer homem. Afinal, um pouco de delicadeza não faz mal a ninguém. </p>
<p>Deus salve a pintosa! </p>
<p>Beijo</p>
<p>——<br />
<small>[+] <strong>Valentina Finnochiaro</strong> é ex-maneca, socialite e hoje vive nan ponte aérea São Paulo - Recife - Milão. Escreve crônicas neste espaço toda semana.</small><small></small></p>

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		<title>Valentina Finnochiaro: Povinho cult</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 04:07:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valentina Finocchiaro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

		<category><![CDATA[Valentina Finocchiaro]]></category>

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		<description><![CDATA[Apois te ilude! 
Minha gente, vamos combinar: tem coisa pior que bofe trintão metido a cult? Tem não. Admitam. Todos eles, sem exceção, são meio cafajestes e você ainda corre o risco de não ter uma noite tão prazerosa já que a bossa dos bunitos é sempre superior à ação libidinosa na cama. Pela mãe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><big><strong>Apois te ilude! </strong></big></p>
<p>Minha gente, vamos combinar: tem coisa pior que bofe trintão metido a cult? Tem não. Admitam. Todos eles, sem exceção, são meio cafajestes e você ainda corre o risco de não ter uma noite tão prazerosa já que a bossa dos bunitos é sempre superior à ação libidinosa na cama. Pela mãe do guarda!!! </p>
<p>Bofe bom é bofe cafuçu-rico. Quando vivia em Paris, por exemplo, só pegava executivo cafuçu. Eles adoram ostentar uma mulher bonita, bem vestida, com saltão, bum-bum proeminente e vestido 100% seda. E o melhor de tudo: te enviam flores, ligam pra saber se você está bem e se esmeram na cama. Fazem esquisitices que realizam por completo tanto as beatas mais conservadoras, quanto às mais experientes. E tudo com o requinte de um hotel caro e serviço de quarto de primeira. </p>
<p>Bofe cult só dá dor de cabeça. Primeiro pq eles paqueram qualquer fulana que usar calcinha e tiver uma tatuagem mais bem inspirada. Traição é algo que anda junto deles. Tem escrito na testa “vou te trair e você vai continuar me amando”. Ledo engano. </p>
<p>A maioria deles traz impresso no rosto aquela vasta mata de pentelhos que em uma noitada ficam melados de cerveja, vinho e champagne. Quando o relógio bate quatro da matina é um cheiro insuportável de mofo que ronda a boca e você fica naquela “eu beijo ou não beijo?”. Por que se não beijar eles pensam que você não quer nada e te colocam o chifre com a primeira garçonete saidinha e bem na frente das suas amigas mais falsas. Esse estilinho homem papai Noel deveria ser extinto da face da terra. Nada melhor que uma boa barba feita. </p>
<p>Outro ponto negativo desse espécime é o vestuário. Calça xadrez se tornou uma praga difícil de controlar. E as outras peças são as mais esdrúxulas possíveis. É camiseta regata, colar, all-star (por favor! Fechem a fabrica da conserve, até o porteiro do prédio da minha empregada ta usando) sem meia, bolsos entulhados de coisas. Pelo amor de deus. Onde estão as consultoras de moda para orientar esse povo com tanta informação no corpo. </p>
<p>Pensa que é só isso? Não!!! Tem tem coisa mais chata! Tem sim. Aquelas figuras que acham pouco e usam alargador. Santo Inácio de Loyola, habitai! </p>
<p>Fora que eles bebem descontroladamente, fazem piadas cults demais quando os temas deveriam ser amenos e nunca sabem comer caviar. Acham tudo chato e a única coisa perfeita é o cafofo dividido com mais três amigos na Alameda Franca. Se manca né meu bem. </p>
<p>Conheci um bofe desses quando, na semana passada, viajei ao Recife. Uma amiga me chamou para o bar do momento, o Central. Até aí tudo ótimo. Fui em uma das minhas melhores produções. Um Chanel preto, quase impecável, curto, sóbrio e elegante. Ideal para o clima bar. Na entrada me deparo com uma barata gigante e repleta de asas. Fui obrigada esmaga-la com o sapato que ganhei de Madeleine Saade no último “saldão” da Dijon. Mas tudo bem. Sou mulher suficiente para matar baratas e nesse dia eu tava com espírito aventureiro e continuei a noite. Incólume. </p>
<p>Bebi litros, conversei as melhores futilidades e para fechar a noite. Claro. Faltava um bofe me agarrando pelo pescoço. Fui à luta. Fácil-fácil arranjei um “bofe-cult” trintão, barbudo, de boa aparência e jeito de malemolente trepador. Que engodo. Nunca fui tão ludibriada pelas aparências. Ele encheu a lata enquanto eu lutava para ficar sóbria e fazer daquela noite algo memorável. Fomos bêbados pro meu hotel: não deu outra. Deitou e dormiu. Fora isso ainda quis fazer comigo de manhã com bafo de noite mal dormida. Tive que colocá-lo pra fora à golpes de enxarpe molhada. Um desses? Never more. Traumatizei. </p>
<p>Pois acreditem queridas e queridos. Nunca dêem bola pra esses bofes cults. Os normais e trabalhadores estão sempre prontos para lhe mandar flores. Executivos batem 12, 15 20 horas de trabalho. Mas a disposição ainda é ótima. </p>
<p>Beijo!</p>
<p>——<br />
<small>[+] <strong>Valentina Finnochiaro</strong> é ex-maneca, socialite e hoje vive nan ponte aérea São Paulo - Recife - Milão. Escreve crônicas neste espaço toda semana.</small><small></small></p>

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		<title>Valentina Finnochiaro: Nada de fumar em bares</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 18:23:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valentina Finocchiaro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

		<category><![CDATA[Valentina Finocchiaro]]></category>

		<category><![CDATA[Cigarro]]></category>

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APREENDENDO NOSSAS LIBERDADES
Quando soltar baforadas virou alvo da patrulha do saudável
Por Valentina Finocchiaro, especial para O Grito!
Minha gente, tudo bem que a proibição do fumo em shoppings centers e locais fechados seja procedente, mas impedir que o fulano saque um cigarrinho quando está tomando aquela cerveja, falando mal do chefe logo depois do expediente, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2008/03/011400537-ex00.jpg" alt="011400537-ex00.jpg" /></p>
<p><big><strong>APREENDENDO NOSSAS LIBERDADES</strong></big><br />
<em>Quando soltar baforadas virou alvo da patrulha do saudável</em><br />
Por Valentina Finocchiaro, <strong>especial para O Grito!</strong></p>
<p>Minha gente, tudo bem que a proibição do fumo em shoppings centers e locais fechados seja procedente, mas impedir que o fulano saque um cigarrinho quando está tomando aquela cerveja, falando mal do chefe logo depois do expediente, é um pouco demais. O que seria (por exemplo!) da beleza, virilidade e sensualidade de Clooney, Brad Pitty, Marlon Brando, Hugh Grant e Yann Tiersen se não fosse a carteira de cigarros Malboro (aquele bem tradicional em branco e vermelho Valentino) que os acompanha? Seja no bolso da camisa, da calça ou em algum paletó fechoso, lá está a caixinha com 20 unidades prontas para promover gozo, amainar os ânimos e deixar essas beldades mais sexy com um bastonete de papel e nicotina pendurado na boca. E se fossem recifenses (só se for em sonho) estariam sofrendo horrores no exato momento.</p>
<p>E eles ainda têm o prazer de não precisar se deparar com fotos de membros apodrecidos, ratos e baratas (tem coisa mais imunda?) recém assassinados por &#8216;milioitenta&#8217;, fetos mal formados e o que mais valha. E lógico que aí surge a pergunta: alguém parou de fumar por conta disso? Óbvio que não! Os mais insensíveis nem ligam se tem gente morta ou não na carteira e fumam alheios a qualquer mazela escancarada, outros escolhem as fotos menos obscuras. Minha irmã mesmo só compra aquela da menina sufocada. E como ela mesma diz: &#8220;a cara de desespero dela não mexe com meus ânimos. Tem coisa pior que barata morta!?&#8221; Certo dia a bunita rodô postos de gasolina para achar um Malboro Light com a cafuçu mirim se sufocando.</p>
<p align="center"><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2008/03/crianca.jpg" alt="crianca.jpg" /><br />
<sup>Minha irmã mesmo só compra aquela da menina sufocada. E como ela mesma diz: &#8220;a cara de desespero dela não mexe com meus ânimos. Tem coisa pior que barata morta!?</sup></p>
<p>Agora sugiro um exercício. Imagina uma mulher sozinha num bar bebendo! Imaginou? Agora imagina a mesma mulher num bar bebendo e fumando um cigarrinho! Agora o que você pensa da primeira mulher? Resposta: &#8220;bichinha, levou um bolo!&#8221;, ou &#8220;as amigas nem vieram!&#8221;, &#8220;daqui a pouco vai sofrer assédio dos cafuça&#8221;. Já a segunda mulher fumando o cidadão olha e vê &#8220;que massa! Ela ta confabulando, detonando um bofe com seus pensamentos, tá esperando a pessoa em que ela vai dar um baile&#8221;. E essa daí não corre o risco da cantada. Afinal, cigarro queima, querido! E como!</p>
<p>E nos bares recifenses o cidadão tem que se levantar da mesa, ir até a calçada e fumar, sozinho, em pé e fazendo carinha triste. Quantas fofocas serão perdidas nesse ínterim, quantas traições serão fomentadas no intervalo do cigarro? Pois enquanto o cidadão fuma pode muito bem conhecer uma outra garota fumante, ou a esposa do fumante pode muito bem conhecer um bofe não-fumante enquanto o maridão se delicia com o bastonete na boca.</p>
<p>Os fumantes recifenses agora são pessoas segregadas do convívio social em mesa de bares e restaurantes de áreas abertas. Os caçadores de fumantes querem pausterizar até mesmo o hálito alheio e fazer os viciados (porque cigarro é vício sim, eu sou fumante reconheço!) freqüentem o gueto que se tornou a rua – lotada de fumantes de todos os tipos e idades. Tal como párias de uma sociedade que ao invés de se preocupar com o efeito estufa, a poluição dos automóveis, combustíveis biodegradáveis, o protocolo de kyoto, a viabilização da pesquisa das células tronco, com a guerra iminente na América Latina, os altos índices de analfabetismo ou mesmo da inclusão digital preocupam-se, apenas, com o alheio.</p>
<p>Já não basta locais separados para fumantes e não fumantes. É preciso expulsá-los das mesas!</p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2008/03/gilda.jpg" alt="" align="left" />Tudo bem que cigarro faz mal. Mas seria muito mais justo e convincente se acabassem com a indústria do tabaco e mesmo criminalizassem o uso do cigarro. Aí sim eu, fumante convicta, sentiria que a os caçadores, a mídia, o governo, os políticos estariam se preocupando com minha saúde. Afinal não interessa a ninguém se vou morrer ou não de câncer. Eu pago meu plano de saúde e portanto não vou causar nenhum ônus ao estado com minha futura doença. E eu riria direto do túmulo se contrariando a regra, morresse de alguma doença completamente diversa e não ligada diretamente ao meu aparelho respiratório.</p>
<p>A desculpa esfarrapada do banimento é apenas uma saída para dondocas embonecadas de botox e wellaton. Todas desejosas que seus cabelos não sofram uma única chamuscada de fumaça, mesmo que a 500 metros de distância. E para hipocondríacos insandecidos que se consideram fumantes passivos que podem sofrer uma embolia pumonar em menos de cinco a 100 metros de um fumante.</p>
<p>O cigarro é meu! O pulmão é meu e eu estrago como quiser!</p>
<p>——<br />
<small>[+] <strong>Valentina Finnochiaro</strong> é ex-maneca, socialite e hoje vive nan ponte aérea São Paulo - Recife - Milão. Escreve crônicas neste espaço toda semana.</small><small></small></p>

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