Foto: Rosilda Cruz/Secult/BA.
Foto: Rosilda Cruz/Secult/BA.
Foto: Rosilda Cruz/Secult/BA.

Morreu aos 87 anos o escritor e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna. Ele estava internado no Hospital Português no Recife desde a segunda (21) após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Ele teve uma parada cardíaca no final da tarde desta quarta (23). Ariano ficou conhecido por ser o maior expoente do movimento armorial.

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Imortal: frases, biografia e polêmicas de Ariano

O movimento mistura música, literatura, dança, teatro e outras manifestações e foi criado em 1970. A proposta foi criar uma arte erudita que se apropriasse dos conhecimentos e da cultura popular do Nordeste.

Formado em Direito e Filosofia, Ariano publicou seu primeiro livro em 1947, Uma Mulher Vestida de Sol. Outras obras conhecidas são Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, em 1973.

Ariano ficou conhecido pela valorização da cultura popular. (Wikimedia Commons).
Ariano ficou conhecido pela valorização da cultura popular. (Wikimedia Commons).

Ele ficou conhecido nacionalmente por causa de O Auto da Compadecida (1955), que foi adaptada para a TV e cinema em 1999 e 2000, respectivamente. Na obra ele fala de dois sertanejos pobres que se aproveitam da fé local para aplicar golpes como método de sobrevivência.

O autor também atuou na política. Foi secretário de cultura de Pernambuco no terceiro governo de Miguel Arraes, em 1995, entre outros cargos públicos. Atualmente era o assessor especial do Governo do Estado.

Ao longo de seus 87 anos foi casado com Zélia de Andrade Lima por mais de 50 anos e teve seis filhos e 15 netos.

Veja alguns vídeos de Ariano, incluindo suas famosas aulas-espetáculo:

https://www.youtube.com/watch?v=iuoaixwaq6w

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