Tambores, ancestralidade e experimentação eletrônica marcam Gratitrevas, primeiro EP de ÀIYÉ, projeto da multi instrumentista Larissa Conforto (ex-Ventre).

Gravado entre Brasil e Portugal, o EP é uma espécie de renascimento da artista após o fim da banda Ventre, da qual fez parte durante seis anos. O disco reúne espiritualidade, rituais, ritmos de resistência, saudades da avó, David Lynch e confissões em um universo solitário, porém presente e pulsante. Vivo.

Gratitrevas é sobre reconhecer as trevas (de si própria e do mundo) e, mesmo assim, agradecer. Um registro íntimo e político que ecoa, a partir de colagens de tambores, texturas e vivências, gritos e revoltas contemporâneas e universais. É sobre encarar o presente, por mais hostil que pareça, e despertar para novas possibilidades de futuro, ancoradas em saberes ancestrais.

“Foi um processo muito intenso entre Rio, São Paulo, Lisboa e Paris. Compus, gravei e produzi as músicas enquanto acompanhava a cantora francesa Laure Briard em turnê pelo Brasil ao mesmo tempo que vendia todos os meus pertences para alçar vôo para Lisboa. Lidei com minhas próprias sombras pra encontrar minha voz, enquanto enfrentava os desafios de viver [de música] em outro país, além do fuso-horário e dificuldades de comunicação com Diego Poloni, que co-produziu e mixou parte do EP, no Brasil”, conta.

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