Foto: Divulgação/Boitempo.

A ativista Angela Davis, autora de obras como Mulheres, Raça e Classe (2006) e o recém-lançado Mulheres, Cultura e Política, ambas publicadas pela Boitempo, estará no Brasil para participar de atividades que integram o Julho das Pretas, no dia 25 de julho, em Salvador.

O evento é organizado pelo Instituto Odara, Coletivo Angela Davis, Núcleo de Estudos Interdisciplinar da Mulher (NEIM), UFRB e UFBA. No dia 25 de julho, Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha, Angela Davis realizará uma conferência pública sobre as perspectivas futuras da luta anti racistas na reitoria da UFBA.

O Julho das Pretas é uma agenda comum de intervenção do movimento de mulheres negras, criada em 2013, que se expandiu para outros estados. O mês inteiro estará repleto de atividades com foco na mulher negra e suas peculiaridades, além de discutir temas relacionados a questões de gênero e etnia.

O evento acontece das 18h às 21h no Salão Nobre da Reitoria da UFBA, em Salvador. Aqui no evento do Fb tem mais detalhes da conferência.

A passagem da autora por aqui coincide com o lançamento de seu mais recente livro, Mulheres, Cultura e Política (Boitempo), que chega às lojas este mês. A obra aborda as mudanças políticas e sociais pelas quais o mundo passou nas últimas décadas em relação à igualdade racial, sexual e econômica. A autora traz dados históricos e estatísticos detalhados sobre as condições das mulheres, da classe trabalhadora e da população negra nos Estados Unidos durante o governo Reagan, mostrando como a política adotada naquela administração operou para enfraquecer esses grupos sociais.

Ela ainda faz reflexões importantes sobre a resistência representada pelos movimentos sociais e sobre o potencial de conscientização e contestação da educação e das artes, em especial a pintura, a fotografia e o blues.

Lançado originalmente em 1990, o livro traz ensaios escritos por Davis nos anos 1980. A edição nacional, que tem tradução de Heci Regina Candiani, tem 200 páginas e custa R$ 48.

Veja um trecho:

“O ofício no ativismo político envolve inevitavelmente certa tensão entre a exigência de que sejam tomadas posições em relação aos problemas atuais à medida que eles surgem e o desejo de que sua contribuição, de alguma forma, sobreviva à ação do tempo. Este é um esforço de dar, em retrospecto, alguma continuidade a uma vida que por quase duas décadas tem sido inspirada pelas lutas locais e globais em busca de uma mudança social progressista.” – Angela Davis

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