As 50 melhores músicas de 2022

Batidão pop, inovação dance, sci-fi romântico, rock BR, pisero queer, teve de tudo nesse ano incrível para a música. Tem Beyoncé, Johnny Hooker, Omar Apolo, Rosalía e muito mais

Edição: Paulo Floro. Textos de Alexandre Figueirôa, Matheus Nascimento, Gabriela Agra, Paulo Floro e Tulio Vasconcelos.

2022 foi, praticamente, o primeiro ano pós-pandemia do coronavírus. Ainda que a Covid-19 ainda esteja por aí, a indústria já sentiu a diferença com a volta dos festivais, eventos e, claro, mais colaborações e projetos sofisticados que estavam represados. Os artistas conseguiram captar certo espírito do tempo entre o público para compor seus novos trabalhos, seja apostando em músicas mais celebratórias, seja em trabalhos mais introvertidos, reflexivos.

Na nossa seleção deste ano, esse espectro se amplia bastante para abrigar nomes experimentais e interessantes como é o caso da dupla belga Charlotte Adigéry & Bolis Pupul ou mesmo o duo inglês Two Shell. Mas há espaço também para a excelência do pop, que este ano viveu uma explosão de criatividade, como Beyoncé, MUNA e Steve Lacy. No Brasil, o “pós-pandemia” abriu margem para contestar padrões e aprofundar a mistura de ritmos, como percebemos nos incríveis trabalhos de Jáder, Fernando Catatau, Josyara e Johnny Hooker.

Como em todos os anos, nossa lista segue misturando no mesmo bolo artistas estrangeiros e brasileiros. Ouça nossa playlista com as 50 faixas, no Spotify e acompanhe o nosso especial de Melhores do Ano.

Especial Melhores de 2022
Os 25 melhores discos
O melhor do audiovisual


50
Charlotte Adigéry e Bollis Pupul
“Blenda”

A dupla belga-caribenha Charlotte Adigéry & Bolis Pupul lançou um disco de eletrônica carregado de mensagens políticas sem abrir mão das inovações no gênero e no espírito altamente dançante, como é o caso dessa “Blenda”. – Paulo Floro.


49
Djuena Tikuna e Guildy Blan
“TORÜ WIYAEGÜ”

Do Tikuna “Nossos Cantos”, a canção é o norte do mais novo álbum homônimo da cantora amazonense e grande representante da música indígena. A faixa exalta sons ancestrais e a cultura de seu povo. – Matheus Nascimento.


48
Gloria Groove
“VERMELHO”

Um dos carros chefes da era Lady Leste, une o funk ao pop, prestando homenagem no refrão a um dos sucessos do saudoso MC Daleste, ornando assim com a estética mandraka e da periferia paulistana. – MN.


47
gorduratrans
“enterro dos ossos”

A banda fluminense retornou após o hiato com essa faixa que traz um senso de urgência embalado por uma produção cheia de camadas e uma interpretação cheia de personalidade. Uma das novidades mais interessantes do rock brasileiro este ano. – PF.


46
Caroline Polachek
“Sunset”

Em meio à forte expectativa que cria para o seu aguardado novo disco, Caroline Polachek lançou uma série de singles ao longo de 2022. “Sunset”, com sua influência espanhola embalada pelos fortes vocais da cantora, é certamente uma das melhores. – PF.


45
Josyara e Margareth Menezes
“ladoAlado”

Integrando o novo álbum da cantora baiana ÀdeusdarÁ, a faixa mescla o samba a elementos eletrônicos e percussão afrobaiana, discursando sobre negritude e o sofrer das mesmas dores. – MN


44
Harry Styles
“As It Was”

Primeiro single de Harry’s House, que é o terceiro disco da carreira solo do cantor inglês, “As It Was” consolida o potencial de Styles de traduzir o sensível e o vulnerável em uma atmosfera leve e vibrante. Com um refrão despretensioso, mas bastante chiclete, não é à toa que foi uma das canções mais reproduzidas em plataformas de vídeos curtos como o TikTok e um dos maiores hits de 2022. – GA.


43
Enunclaw
“10th and J 2”

A renovação do indie-rock passa, hoje, pela contribuição de mulheres, LGBTs e pessoas negras que adicionam novas sensibilidades em um gênero que sempre foi majoritariamente branco e masculino. “10th and J 2”, do Enunclaw, traz uma envolvente base de acordes e uma interpretação primorosa do líder Aramis Johnson. – PF.


42
Bala Desejo
“Passarinha”

Uma das grandes revelações da música brasileira deste ano, o quarteto Bala Desejo abraça o sentimento de pertencimento latino-americano ao misturar ritmos e línguas na canção “Passarinha”. Cantada por Dora Morelenbaum e Julia Mestre, a letra romântica é também uma ode à liberdade. – GA.


41
Baco Exu do Blues
“20 Ligações”

Maior hit do disco Quantas Vezes Você Já Foi Amado?, a composição traz uma atmosfera romântica ao rap, contando de uma relação que não deu certo. – MN.


40
MUNA
“What I Want”

Um pop diletante e LGBT é a base emocional do MUNA, trio de indie-pop que traz letras sagazes como essa “What I Want”, um pop altamente dançante feito para celebrar a autoestima. – PF.


39
Stromae
“L’Enfer”

A canção “L’Enfer” do cantor e compositor belga Stromae é pura emoção, embalada em uma sonoridade que mescla rap, soul, R&B e música eletrônica. Ela fala de solidão e é fruto de sentimentos vividos pelo próprio artista. O clipe do single que antecedeu o lançamento do álbum Multitude foi feito a partir de uma entrevista do cantor no jornal do canal francês TF1. Ao ser perguntado sobre o tema da canção, Stromae passou a cantá-la numa performance sincera e comovente. – AF.


38
Omar Apollo e Daniel Caesar
“Invincible”

O jovem estadunidense Omar Apollo nos presenteou no início de 2022 com essa canção que põe em evidência um artista pop cujo refinamento musical é indiscutível. O trabalho tem ainda a participação do canadense Daniel Caesar com quem divide versos e a performance no estúdio e no videoclipe. – AF.


37
Two Shell
“Home”

O duo britânico Two Shell vem conquistando a cena alternativa eletrônica com uma série de singles que apostam no poder de subgêneros ainda pouco explorados, como o post-dubstep e o hyperpop. “Home” é uma faixa de batidas aceleradas que gera estranheza ao mesmo tempo em que te põe imediatamente para dançar. – PF.


36
Perfume Genius
“Pop Song”

Essa linda canção de Mike Hadreas apesar de evocar uma certa melancolia, tem um quê de libertação, traduzida pela poesia de sua letra que anuncia um mergulho nos nossos corpos para dele extrair a essência do que somos. – AF.

35
Rico Dalasam, Dinho e RDD
“30 Semanas”

O single é uma sofrência dançante, versando sobre um término e promovendo a voz do rapper num fundo que mescla o pagode baiano com o piseiro. – MN.


34
Planet Hemp e Criolo
“Distopia”

Inspirada no contexto político do Brasil e nas mazelas advindas disso, a composição puro rock é um grande destaque do novo álbum Jardineiros, vindo depois de 22 anos sem lançamentos da banda. – MN


33
Megan Thee Stallion
“Her”

“I don’t care if these bitches don’t like me / ‘Cause, like, I’m pretty as fuck”, proclama em tom atrevido a rapper norte-americana nesta canção que é, antes de tudo, sobre autoconfiança. Destemida, Megan Thee Stallion compõe uma potente safra de rappers mulheres que, sem economizar nas palavras, sempre têm algo a ser dito. – GA.


32
Lizzo
“About Damn Time”

Em mais um ano incrível e prolífico para Lizzo, a artista consolidou ainda mais a sua persona artística e seu estilo inconfundível. A divertida e sofisticada “About Damn Time” mostra que a cantora está bem próxima de atingir a perfeição pop. – PF.


31
Sudan Archives
“Home Maker”

“Home Maker”, com sua batida que foge do óbvio e produção repleta de camadas mostra que Sudan Archives é hoje um dos nomes mais interessantes do indie-pop atual. – PF.


30
Weyes Blood
“It’s Not Just Me, It’s Everybody”

Há uma beleza na melancolia de “It’s Not Just Me, It’s Everybody” que confirma o talento de Weyes Blood em criar paisagens sonoras que servem como viagens sensoriais como poucos artistas conseguem fazer (Karen Carpenter, Kate Bush, entre outros exemplos). Neste seu segundo disco, a artista se mostra ainda mais segura no seu estilo já inconfundível. – PF.


29
Bad Bunny

“Moscow Mule”

O que o porto-riquenho Bad Bunny vem fazendo para a música pop latina é fora do comum. Seu disco Un Verano Sin Ti é repleto de uma visão muito particular e original das batidas do reggaeton e do trap. De várias faixas incríveis, a dicotômica “Moscow Mule” é uma das melhores. – PF.


28
Yeah Yeah Yeahs
“Wolf

A música compõe o álbum Cool It Down, que marca a volta do trio nova-iorquino depois de quase uma década. Em batidas dançantes, a letra exalta uma natureza humana selvagem. “I’m hungry like a wolf / I bleed like a wolf”, anunciam os primeiros versos na voz de Karen O. – GA.


27
Cate Le Bon
“Dirt On The Bed”

A canção introduz a atmosfera misteriosa e intimista de Pompeii, mais recente trabalho da cantora e musicista galesa Cate Le Bon. Em ritmo lento, “Dirt On The Bed” é uma marcha fúnebre que expurga vulnerabilidades. – GA.


26
MC CH da Z.O., MC Myres, Danado do Recife
“Escolhe o Bandido”

A parceria entre os MCs recifenses e a MC carioca resultou no maior hit do bregafunk do ano, também muito repercutido no TikTok e pela performance da dançarina Amanda Araújo durante os shows de Luísa Sonza. – MN.


25
Hitkidd & GloRilla
“F.N.F. (Let’s Go)”

O rapper sai de seu lugar seguro com as batidas violentas e o flow altamente vigoroso de Hitkidd e GloRilla neste que é um dos destaques do rap em 2022. Impossível ficar impassível após os primeiros acordes desta música. – PF.


24
Beach House
“Superstar”

A dupla Victoria Legrand e Alex Scally nunca decepciona. Suas melodias, embora vinculadas ao dream pop, têm um brilho próprio inconfundível. Elas nos convidam a entrar num mundo de sonoridades oníricas e “Superstar” é mais uma a abrir esse portal mágico chamado Beach House. – AF


23
Djonga e Tasha e Tracie
“Até Sua Alma”

Fruto da parceria de integrantes do melhor que o rap brasileiro está oferecendo na atualidade, a faixa é parte do disco O Dono do Lugar de Djonga, une versos que discutem sobre a ascensão custosa de pessoas pretas na indústria musical. – MN


22
Alvvays
“Pharmacist”

É a faixa inaugural de Blue Rev, disco que chegou para quebrar o jejum de cinco anos do grupo canadense. Em ritmo eletrizante, o som sintetizado de “Pharmacist” anuncia um retorno, para dizer o mínimo, flamejante, cuja apoteose é o explosivo solo de guitarra ao final da canção. – GA.


21
Tulipa Ruiz
“Kamikaze Total”

Como uma das ilustres do novo disco Habilidades Extraordinárias, a canção dita ágil palavras aparentemente avulsas, que juntas formam a personalidade da mulher cheia de atitude apresentada pelo eu lírico. – MN.


20
Jader com Riquelme na Batera
“QUEM MANDOU CHAMAR?”

Intitulando o novo álbum do cantor pernambucano, a faixa conta com a percussão do emblemático Riquelme na Batera, formando um forró eletrônico, de sanfona presente, cantando sobre o desejo. – MN


19
Thiago Pantaleão
“Desculpa por Eu Não Te Amar”

Como um dos destaques do grupo do álbum  Fim do Mundo em rotação neste ano, é muito responsável pelo seu momento de ascensão no cenário pop. Sua sonoridade é inspirada na banda A-ha, trazendo a efervescência das pistas de dança dos anos 1980. – MN.


18
Fontaines D.C.
“Jackie Down The Line”

O frescor do pós-punk da banda irlandesa se mostra por inteiro nessa canção. Nela, mais uma vez, nos deparamos com uma atmosfera eletrizante e envolvente, na qual parece que estamos ouvindo a leitura de um poema de Walt Whitman, acompanhado por guitarras. Delícia. – AF.


17
FKA twigs com Shygirl
“papi bones”

Em seu disco mais extrovertido, FKA twigs se uniu à Shygirl neste hit que é pura “sequerência”, com uma batida desconstruída e vocais sensuais que deixam a música na mente por horas. – PF.


16
Ethel Cain
“American Teenager”

Uma das maiores revelações deste ano, a artista trans Ethel Cain se apropria de ícones do imaginário americano e cristão para discutir questões como pertencimento e auto-descoberta. Com uma voz muito segura e uma interpretação altamente emotiva, o blues-rock-pop “American Teenager” é seu cartão de visitas para o merecido reconhecimento. – PF.


15
The Weeknd
“Less Than Zero”

Embalados por um synthpop de inspirações oitentistas, os versos melancólicos de “Less Than Zero” revelam um eu lírico corroído pela angústia. A canção coroa o imersivo Dawn FM, quinto álbum da carreira de The Weeknd, e atesta mais uma vez a capacidade do cantor canadense de mesclar o vibrante e o sombrio para criar algo pujante. – GA.


14
SZA
“Shirt”

Anos de espera valeram a pena e o novo disco de SZA é simplesmente uma preciosidade, um ponto altíssimo no que o R&B pode oferecer. “Shirt”, com sua batida que acelera e desacelera para dar conta da torrente de emoções da letra é uma das suas melhores composições (e que, de quebra, rendeu um dos clipes mais divertidos do ano). – PF.


13
Kendrick Lamar
“The Heart Part 5”

Kendrick Lamar lançou um disco duplo que é um dos seus trabalhos mais pessoais. Mas é a faixa extra “The Heart Part 5”, parte de uma longeva série do rapper que mais se destacou neste ano. Com uma levada mais soul que se diferencia do restante de seu repertório, Lamar aposta nas faixas “The Heart” para discutir com sensibilidade temas como comunidade e questões mais existenciais. Aqui ele fala sobre a necessidade de conhecer e ouvir outras diferentes pespectivas. – PF.


12
Beyoncé
“Alien Superstar”

Beyoncé busca referências no disco setentista nesta faixa, mas aqui ela finca os pés com firmeza no pop mostrando que consegue alcançar um nível de excelência em uma música bem poperô feito para a jogação na pista de dança. Falando sobre amor-próprio e a importância de reinvidicar seu próprio, a artista mostra que realmente não é desse mundo. – PF.


11
Shygirl
“Coochie (a bedtime story)”

Não existem muitas músicas boas exaltando a b*ceta, mas Shygirl, sem rodeios, consegue suprir essa falta com essa incrível faixa que coroa uma ano incrível para a artista, que vem chamando cada vez mais atenção com sua música que mistura uma base hipnótica com batidas agitadas pensadas pra pista. – PF.


10
Kehlani
“little story”

Kehlani é uma dessas artistas pop que evita soluções fáceis. “little story”, que tem uma letra linda sobre a dificuldade que temos em nos relacionar (e, em certa medida, corresponder às expectativas do outro), traz uma mistura de ritmos que te deixa confuso inicialmente. A audição vai te envolvendo, mas chega a um final inusitado que pega o ouvinte desprevenido. As variantes na melodia e velocidade da canção, aliados a uma interprtetação delicada, mas muito potente, é outro ponto forte. – PF.


09
Björk
“Ovule”

Em seu retorno, Björk propôs um reencontro com a percussão e as batidas pesadas após dois discos em que apostava fortemente nas cordas e nos instrumentos de sopro. O que não mudou foi o interesse da artista islandesa em discutir questões ligadas aos relacionamentos, como o divórcio (caso dessa música e um dos seus temas mais recorrentes). Com uma produção sofisticada que une o melhor do universo bjorkiano (interpretação vocal poderosa e arranjos fora do comum), a cantora mostra que segue com a criatividade em alta. – PF.


08
Big Thief
“Little Things”

A banda de Adrianne Lenker, a novaiorquina Big Thief tira a força das interpretações de sua líder e da relação muito bem azeitada das guitarras, baixo e bateria, aqui embalados em um arranjo encorpado. A letra fala da relação intensa do eu-lírico com seu interesse amoroso para discutir um relacionamento conturbado. Toda essa jornada emocional ganha contornos mais dramáticos à medida em que a música avança. Com sua batida mais pesada, “Little Things” é também um ponto fora da curva no repertório do grupo. – PF.


07
Russo Passapusso, Antonio Carlos & Jocafi e Gilberto Gil
“Mirê Mirê”

Do álbum colaborativo Alto da Maravilha, a canção exalta e saúda o candomblé em letra e sonoridade. As divindades são cantadas, o refrão traz palavras em iorubá, e a composição se sustenta numa vertente tropical, dançante, de pandeiro e percussão embalada. A participação de Gilberto Gil soma a este encontro já ilustre de Russo Passapusso com a lendária dupla Antonio Carlos & Jocafi, que juntos compõem um trabalho rico e ancestral. O afrofunk, o afrobeat, o afrofuturismo, com destaque ao Ijexá Funk, e outros sons típicos dos terreiros configuram tanto nesta faixa quanto no álbum como um todo.


06
Fernando Catatau, YMA
“Completamente Apaixonado”

As batidas eletrônicas, o tom synth pop misturado a uma roupagem brega fazem de “Completamente Apaixonado” um frescor dentro do que Catatau apresentou até aqui. Abarcando uma estética sci-fi para falar de amor, o artista cearense inova com esse brega-pop modernoso que envolve o ouvinte em sua narrativa de declamação apaixonada. – PF.


05
Rosalía
“SAOKO”

Do início até a música acabar, “SAOKO”, faixa de abertura de Motomami, mais recente disco de Rosalía, te deixa atordoado. É uma música pesada, direta, quase industrial. Não há refrões, quebra de ritmo, solo de instrumentos, pontes harmônicas. Ao mesmo tempo é incrivelmente complexa, com um senso de urgência que conclama o ouvinte a sentir sua energia mais do que qualquer outra coisa. Rosalía novamente se apega ao trap, ao eletrônico, mas há também uma assinatura muito particular, que começa com seu incrível vocal e passa por sua visão de uma música pop inovadora e fora dos padrões. – PF.


04
Nilüfer Yanya
“midnight su
n”

Nilüfer Yanya trouxe ao pop o espírito shoegaze, post-punk, das faixas cantadas com uma voz aturdida levadas por uma guitarra melancólica. “midnight sun” faz tudo isso ao mesmo tempo sem abandonar o seu espírito pop. É uma faixa sobre um relacionamento conturbado e a da necessidade do amor-próprio. Tudo embalado por uma das mais intensas interpretações da música este ano. – PF.


03
Steve Lacy
“Bad Habit”

A faixa é um dos primeiros singles do novo disco Gemini Rights, e falando sobre um relacionamento que não deu certo, apresenta os prazeres e males de ser um geminiano, com uma personalidade instável e passível de variar o tempo todo. Assim como na faixa, os temas que envolvem signos e a astrologia aparecem ao longo do novo álbum, que segue representando com altura o estilo lo-fi, o qual, o cantor norte-americano revela o combo de suas referências na música, que vão de Caetano Veloso aos Beatles. – GA.


02
Johnny Hooker
“CUBA”

Como abre-alas do segundo ato de seu novo álbum Orgia, o do “delírio tropical”, o single traz forte e evidente o calor e clima recifense através de um brega sensual e envolvente. Com atmosfera e toque de praia, a canção versa sobre um desejo quase que incontrolável, que leva até Cuba, onde através do clima caribenho bastante expresso no instrumental, a vontade do eu-lírico pode ser saciada. Destaque do álbum lançado neste ano, a composição reforça a autenticidade e versatilidade de Johnny Hooker, como um dos artistas mais relevantes da música pernambucana. – MN.


01
Beyoncé
“Break My Soul”

A faixa principal do Renaissance, disco de Beyoncé, é mais do que uma produção rica e complexa do pop (o que já seria muito em tempos de saturação do gênero e todos as questões que já conhecemos). Mas ela vai além na proposta de ser o carro-chefe de um projeto artístico que visa celebrar a vida pós-pandemia e reverenciar a excelência negra e LGBT da música. Bey fez uma faixa para seus fãs, quase uma recompensa por anos de espera e apoio. Com sampler de Big Freedia e Robin S., a artista consegue unir nesse batidão disco-pop duas gerações diferentes da dance music em uma faixa que já é um clássico dentro do repertório da artista e do pop no geral. – PF


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