A banda instrumental (Balaclava Records) divulgou seu novo álbum, Memorandos. Resultado de um processo criativo completamente intenso e imersivo dos músicos Gabriel Galvão (guitarra) e Alexandre Damasceno (bateria) durante os primeiros meses da quarentena em 2020, o trabalho reflete o período confuso trazido pela pandemia.

Um disco com nuances que orientam o ouvinte para direções sonoras distintas, Memorandos lida com dualidades e confusões, reflexo de um período que se sente complexo para a maioria das pessoas, incluindo os dois músicos e amigos, que também passaram a viver sob o mesmo teto também durante o período de isolamento social.

“Com certeza. Para mim é tudo muito simbólico, e por ter participado de todo o processo ao lado do Mesq [apelido de Alexandre], fica muito mais fácil associar o resultado à nossa relação”, responde o guitarrista Gabriel. “Nossas vidas iam acontecendo juntas, os meus problemas e os dele estavam ali pros dois, tipo família mesmo e enquanto isso, o disco ia acontecendo”, ele completa.

Com 15 faixas compondo o setlist, Memorandos é um disco aberto para ilimitadas interpretações, contendo apenas uma sugestão de uso pela banda: ouvi-lo durante a noite combina mais, isso porque o álbum apresenta uma soturnidade bastante específica, um efeito direto dos arranjos elaborados pelos rapazes.

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“A gente se soltou muito na gravação do disco, não pensamos tanto em como faríamos para tocar tudo que criamos, mas acho que vai rolar tranquilo”, entrega o baterista Alexandre Damasceno. “Temos muita ‘energia de ao vivo’ estocada dentro de nós, estamos curiosos pra ver como todo esse trampo vai se dar nos palcos”, ele comenta sobre uma ainda indefinida, mas já bastante almejada volta ao circuito de shows presenciais.

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