“Barco de Passeio”: o novo podcast da Revista O Grito! chega no estilo ‘microfone aberto’

A ideia do podcast é que ouvinte possa subir no barco e fazer uma viagem sobre questões do cotidiano, de maneira livre, sem interrupções

Depois de um Carnaval que não existiu, pelo menos para aqueles que ainda estão apoiando as medidas restritivas e o isolamento como saída plausível para a pandemia, a Revista O Grito! lança o podcast Barco de Passeio. Com duração estimada de 15 a 20 minutos em cada um dos episódios, os jornalistas Alexandre Figueirôa e Fernando de Albuquerque divagam sobre temas que estão no coração do nosso cotidiano, mas passam despercebidos do escrutínio geral.

Fazendo uso do microfone aberto, livre e sem interrupções, Alexandre e Fernando partem de uma ideia norteadora para comentar, explicar e destrinchar assuntos como o cotidiano na música popular brasileira, a cafonice, a poesia concreta, a comunicação social, entre outros. “No primeiro episódio a gente estabeleceu um diálogo sobre o processo de produção de sonoridades poéticas, a partir da reflexão que o poeta paulista Philadelpho Menezes Neto deixou no livro A crise do passado. Assim, delimitamos a ideia do nosso podcast como uma intervenção sonora no cotidiano dos ouvintes, jogando a luz da vida sobre aquilo que está, sempre, num contínuo processo de construção, o sentido dos dias”, disse o jornalista Alexandre Figueirôa, que também é cineasta, pesquisador de história do cinema e professor de jornalismo.

Os episódios de Barco de Passeio vão ao ar a cada quinze dias, com direção, pesquisa, captação, trilha sonora, locução e edição dos próprios jornalistas participantes. “A ideia central do nosso podcast é que o ouvinte possa subir no barco e fazer uma viagem conosco sobre questões que estão embutidas em nosso dia a dia, mas que ficam esquecidas diante de nossas urgências. Procuramos sempre partir de um conceito-chave para depois lançar mão de experiências pessoais e, assim, retirar do caminho os eufemismos que encobrem questões que, em geral, são classificadas como ‘problema particular’ ou ‘incompatibilidade ideológica’. Reducionismos que negam o fato do pessoal ser, necessariamente, político”, disse o jornalista Fernando de Albuquerque, ele também é autor do livro Apaguei a playlist comecei a dançar (Ed. Castanha Mecânica) e realiza pesquisa acadêmica sobre utopias e distopias da cultura.

Ouça o podcast Barco de Passeio no Spotify ou na sua plataforma de streaming favorita.

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