A canção abre o novo projeto intitulado 333. (Foto: Mariva Tomé/Divulgação)

Depois de lançar o álbum solo à e tocá-lo em diversas cidades do Brasil em 2018 e 2019, o artista TAUà apresenta Luzia, o primeiro single do seu próximo disco. Em busca de novas parcerias e possibilidades artísticas, TAUÃ, que estava residindo em São Paulo, conheceu Thomas Harres, baterista e percussionista que assina a produção artística da faixa. Thomas toca atualmente com Gal Costa e Céu, e produziu, junto com Kiko Dinucci e Rômulo Fróes, o disco Besta Fera, de Jards Macalé, de grande inspiração para TAUÃ. Ele conta como foi essa escolha de convidar Thomas para produção. “Depois do álbum Ã, já haviam várias canções prontas e até maduras, mas ao decidir ir morar em São Paulo, fiz questão de gravar uma canção que compus lá, imerso naquela realidade, em adaptação, e também convidando um produtor que estava vivendo na cena de lá, que foi, pra minha sorte, o Thomas Harres”, conta o artista.

Luzia é o primeiro single do álbum 333. As fotos e o conceito do single foram concebidas na Chapada Diamantina. A mixagem foi feita por Klaus Sena e a masterização por Buguinha Dub. A distribuição é através do selo Cantores del Mundo, em parceria com a Ingrooves Brasil. A música nos conta um pouco deste universo sonoro, e poético do próximo álbum de TAUÃ, que se inspirou no fóssil humano mais antigo da América Latina para fazer a canção.

Luzia traz, de forma poética, uma trajetória temporal e geográfica simbólica, por perdurar no tempo. Eu a compus pensando em 3 atos: primeiramente esse vislumbre de um passado distante, de mais de 10 mil anos atrás, numa perspectiva andarilha, inclusive citando línguas extintas; por seguinte, o momento em que são encontrados alguns restos fósseis dela no interior de Minas Gerais, iniciando uma polêmica reflexão identitária e, por fim, ela sendo cremada em pleno Museu Nacional do Rio de Janeiro.”, concluiu.

TAUÃ é compositor, poeta, cantor, e produtor cultural. Em 2020 recebeu duas premiações com o texto PRAS PEDRAS QUE SOMOS (Itaú Cultural e Poesia.org). Participou como co-autor da música Pra brincar o carnaval, lançado por JUBA este ano no álbum Ethos. É fundador do evento QuintalExperimental, com mais de 200 eventos realizados, majoritariamente em Pernambuco. Teve canções regravadas por outros artistas, caso de Cajueiro, hit regravado por Tainá, Rebeca Sauwen e remixado por DJ Gaspar Muniz, e Sertão, interpretado pelo duo Bellas e Flor, com arranjos do grande maestro Vitor Santtos, que já trabalhou com os grande nomes da música nacional, como Moacir Santos, Gil, Chico, Bethânia.

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