O cartunista, chargista e ilustrador Lailson de Holanda morreu nesta terça (26), aos 68 anos, em decorrência de complicações causadas pela Covid-19. Ele estava internado desde o dia 17 de outubro em um hospital particular do Recife.

Embora fizesse parte dos grupos previstos pelo Ministério da Saúde, Lailson optou por não tomar nenhuma dose da vacina contra o coronavírus. Ele começou a sentir sintomas em 15 outubro e, após passagem pela emergência, seguiu se tratando em casa. No domingo seguinte, com dificuldade para se alimentar, foi internado. Três dias depois ele foi intubado na Unidade de Terapia Semi-Intensiva após piora no quadro respiratório.

A filha do cartunista, Isabela de Holanda, escreveu no perfil do pai no Facebook: Queridos amigos e amigas, infelizmente trago notícias tristes. Meu pai partiu nessa madrugada. Vou sempre guardar seu sorriso e bom humor no meu coração. Ele era um homem íntegro, que buscava a justiça, a verdade e a bondade. Lembrarei de cada comentário, de cada sarcasmo e piada “infame”. De cada música e acorde que aprendi. Que Deus guarde meu pai num lugar lindo, cheio de amor e alegria, como ele. Agradeço a todos vocês pelas orações e mensagens de força. Que Deus abençoe a cada um!❤️🙏🏽”

Laílson foi um dos mais importantes cartunistas pernambucanos. Foi um dos fundadores do jornal alternativo O Papa-Figo, nos anos 1970, ao lado outros nomes do humor gráfico do Estado, como Ral, Bione e Paulo Santos. Atuou ainda no Jornal da Cidade (a partir de 1975) e diversos outros veículos, como Pasquim, MAD, Revista Visão, além da imprensa estrangeira, como Florida Review, Der Stern e The Guardian. Sua atuação mais longeva, contudo, fora, suas charges diárias para o Diario de Pernambuco.

Como editor de arte ele atuou em diferentes agências de publicidade em Pernambuco.

Lailson também atuou na música, nos anos 1970. Ao lado de Lula Côrtes, ele fez parte do movimento psicodélico pernambucano com o disco Satwa. (Com informações do JC e Folha de Pernambuco).

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