Uma casa pequena, de apenas três cômodos em uma comunidade pobre de Tryon, na Carolina do Norte, nos EUA, é parte da memória de um dos nomes mais importantes da música mundial e também uma voz importante na luta política contra o racismo: Nina Simone.

Um grupo de proeminentes artistas afroamericanos adquiriam a casa onde Nina Simone nasceu e viveu parte de sua vida. O objetivo é preservar a memória da artista e fazer do lugar um espaço público e educativo. O imóvel foi comprado por 95 mil dólares pelo artista conceitual Adam Pendleton, o escultor e pintor Rashid Johnson, a cineasta Ellen Gallagher e a pintura abstrata Julie Mehret.

Eles descrevem a compra como um ato artístico, mas também político, uma vez que a América hoje segue racialmente segregada e dividida. “A figura de Simone como um exemplo forte de guerreira cultural segue mais potente que nunca”, disseram, citado pelo New York Times.

Nina Simone morreu em 2003, aos 70 anos, após anos lutando contra problemas mentais e abusos maritais. Ela fez uma carreira impressionante como pianista de jazz e marcou a história da música nos EUA, influenciando do R&B aos rappers hoje em dia.

Nascida Eunice Kathleen Waymoon em 21 de fevereiro de 1933, Nina foi a sexta filha de John Divine Waymon, um dono de lavanderia e faz-tudo e Mary Kate Waymon, uma ministra metodista. Eles vieram para Tryon em meados dos anos 1920 quando a família viveu um breve período de bonança financeira.

Ao longo da sua carreira Nina Simone sempre citou boas memórias do período que viveu nessa casa, ainda que o local fosse pequeno para o número de filhos e não tivesse água encanada. Ela escreveu sobre o local em sua autobiografia I Put A Spell On You, de 1992.

Os quatro artistas ainda não sabem exatamente o que farão com a casa nos próximos meses, mas a ideia é fazer dela um memorial. O objetivo inicial, de preservação, já foi alcançado.

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