O espetáculo Tordre. (Divulgação).
O espetáculo Tordre. (Divulgação).
O espetáculo Tordre. (Divulgação).

O festival Cena CumpliCidades chega a sua quinta edição em 2015 ampliando o seu foco internacional. Apresentado pela Petrobras, o festival será realizado este ano em quatro cidades: Recife, Olinda, João Pessoa (PB) e Buenos Aires (ARG).

Este ano, o festival acontece no Recife e Olinda de 29 de outubro a 8 de novembro. Em João Pessoa, a programação acontece de 31 de outubro a 02 de novembro. Em Buenos Aires, o festival aconteceu de 07 a 28 de outubro. No Recife e João Pessoa, o CumpliCidades acontece em teatros, com ingressos no valor de R$ 20 e R$10. Já em Olinda, a programação acontece em praças e no palco Petrobras, montado ao ar livre, e é gratuita.

“Procuramos focar a curadoria respeitando as características das cidades e também programando espetáculos internacionais e locais de cada um dos lugares. No Recife, por exemplo, fizemos uma programação voltada para a dança sempre indoor – dentro dos teatros. Já em Olinda, a celebração será a cara da cidade, com programações múltiplas e abertas ao público, ocupando o centro histórico”, define o curador e coordenador geral do festival Arnaldo Siqueira.

Ainda na cidade alta, 25 ateliês estarão abertos, mostrando seus trabalhos. A programação do Cena CumpliCidades 2015 traz trabalhos na área de dança da França, Suíça, Coréia, Burkina Faso e Argentina, além da produção artística local, com companhias de Pernambuco e de São Paulo.

Las Mariposas conta histórias reais de agressões. (Divulgação).
Las Mariposas conta histórias reais de agressões. (Divulgação).

Feminismo

O feminismo também é um tema que terá destaque no festival deste ano. Em La Wagner, espetáculo da Argentina, quatro mulheres, como quatro Valquírias, montam-se sob a música de Richard Wagner para denunciar estereótipos e preconceitos associados à feminilidade, violência, sexualidade, erotismo e pornografia.

O tema também está presente na performance local Las Mariposas (Recife), que conta histórias reais de mulheres que sofreram opressão, costuradas uma a uma num espetáculo teatral que aborda a céu aberto esse tema muitas vezes silenciado. Outra mulher que traz o feminino forte em cena é a bailarina pernambucana Fernanda Lisboa, que mostra Kriya. Inspirado em técnica de respiração voltada para limpeza do corpo e mente, o solo mostra a metamorfose de um corpo inerte e sem autonomia, em um corpo livre e cheio de possibilidades. O trabalho ainda em construção é um híbrido entre dança e performance.

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