Juliana Nardin em performance (Foto de Olga Waderley/Divulgação).

Juliana Nardin em performance (Foto de Olga Waderley/Divulgação).

Experimentalismo e performance são marcas registradas do Totem, um dos mais importantes grupos do circuito alternativo nas artes cênicas brasileira. O seu mais novo trabalho está sendo apresentado no Teatro Arraial e terá nesta sexta e sábado suas duas últimas apresentações. Nem Tente reúne poemas do escritor norte-americano , que serviu de base na criação transgressiva cujo principal teor é o embrutecimento do ser humano e o enfrentamento com as convenções e normas sociais.

Esta não é a primeira vez que o Totem se debruça sobre a obra de Bukowski. Em seus 25 anos de existência cerca de onze trabalhos tiveram o poeta como inspiração. “Nem Tente” é uma teia de enunciações e sentidos que emergem dos inúmeros elementos que compõem a performance. Segundo o diretor “ao existe uma fábula a ser contada, cada cena se constrói a partir da simbiose entre os corpos e os poemas através de performances individuais e paralelas, criando paisagens cênicas que falam de te temas universais”.

A atriz Gabi Cabral (Foto de Olga Wanderley).

A atriz Gabi Cabral (Foto de Olga Wanderley).

Mais uma vez o grupo potencializa o diálogo entre os performers e o público, tendo como mote a frase “se vai tentar, vá até o fim, do contrário, nem comece”, fio condutor da ação performática. A música ao vivo, o desempenho visceral dos atores e os elementos de cena criam um clima de tensão cujo resultado é uma tensão crescente que contagia e nos leva a refletir sobre as encruzilhadas de nossas próprias existências. “Nosso objetivo com esse trabalho é trazer inquietações sobre questões subjetivas e políticas, levando o público a refletir sobre a necessidade de sua transformação”, afirma Nascimento.

Serviço:
Nem Tente – Grupo Totem
Teatro Arraial, Rua da Aurora, 457.
24 e 25 de outubro
20h

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