Piu Piu, curta-metragem do diretor Alexandre Figueirôa, também editor-executivo da Revista O Grito!, levou o prêmio de melhor montagem eleito pelo júri do 3º Festival de Cinema ​do Paranoá, em Brasília, neste final de semana.

Chico Lacerda assina a montagem do filme, que se debruça sobre o ator, cenógrafo e figurinista Elpídio Lima, que foi, talvez, um dos primeiros artistas transformistas do Recife. Nos anos 1950 e 1960, ele atuou na Companhia Barreto Júnior, nos palcos dos teatros Almare e Marrocos, onde imitava as cantoras e atrizes Sarita Montiel e Carmem Miranda. Foi também um dos criadores da Companhia Tra-la-lá, de teatro rebolado.

“Descobri a existência de Piu Piu a partir de uma matéria publicada, em fevereiro de 1986, no caderno Viver, do Diario de Pernambuco, de autoria da jornalista Leda Rivas. Nela, Elpidio Lima, já com 65 anos, aposentado e vivendo de maneira modesta como costureiro numa pensão na Rua da Glória, contava, em entrevista, um pouco de sua vida nos palcos iniciada ainda muito jovem, com apenas oito anos de idade, num internato em São José da Laje, Alagoas”, revela Figueirôa.

No Recife, a exibição do filme está marcada para o dia 21 de novembro na sétima edição do Recifest – Festival de Cinema de Diversidade Sexual e de Gênero, no Cinema São Luiz.

Na cerimônia, também se destacaram outros quatro filmes de Pernambuco: melhor trilha sonora para Adelmo Arcoverde com a animação Quando a Chuva Vem?, dirigida por Jefferson Batista; melhor desenho de som para Leopoldo Conrado Nunes pelo filme Enraizada de Tiago Delácio; melhor direção de arte para Daaniel Araújo com a animação Bolha, dirigida por Mateus Alves; e melhor atriz para Rita de Cássia Marciolino da Silva no documentário Entremarés de Anna Andrade. Além do troféu, cada um deles levou R$ 500 em premiação.

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