Noite mostrou que o gênero é aberto a experimentações. (Foto: Marcos Hermes/Divulgação).

Noite mostrou que o gênero é aberto a experimentações. (Foto: Marcos Hermes/Divulgação).

Ao metal, os metaleiros
Noite pesada do teve shows históricos de e , a lendária e até batuques

Poucos gêneros podem se orgulhar de terem um cultura tão fiel quanto o heavy-metal. É só ver pelo Abril Pro Rock, que todo ano promove uma peregrinação dos headbangers – e suas variantes – para celebrar o peso em sua mais diversas formas. Se recusando a enxergar o estilo dentro de um estereótipo, o festival tem diversificado os sabores: thrash metal, death metal, hardcore, indie, reuniões históricas, etc. Esse ano, um dos maiores destaques foi o Olho Seco, nome histórico do punk paulista, contemporâneo do Ratos de Porão e que merece recuperar sua importância.

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Outra prova de diversidade: o Mukeka di Rato. Uma banda que talvez não encontrasse espaço nos eventos mais xiitas de heavy-metal, mas que coube perfeitamente no público disposto nesse sábado. O hardcore do grupo capixaba agradou o público, que lotava todo o espaço ao ponto de não ser possível se locomover por determinadas áreas.

Os pernambucanos do fizeram um show ao lado do grupo de batuque afro . A união causou estranheza em um primeiro momento na plateia, que depois passou a reconhecer a insólita, porém frutífera mistura. O show do Desalma á prova de como o metal também é aberto a experimentações, diferentemente dos que pensam àqueles que tem preguiça ao estilo. O grupo lançou no ano passado o disco Foda-se – vale a pena ir atrás.

Desalma levou o batuque do Bongar para a noite metaleira. (Foto: Marcos Hermes/Divulgação).

Desalma levou o batuque do Bongar para a noite metaleira. (Foto: Marcos Hermes/Divulgação).

Os mineiro do Chakal – assim como o Olho Seco – veio buscar sua relevância história no Abril Pro Rock – com um show que mata mais de 20 anos de saudade do público local. Surgidos em 1985, eles se tornaram um dos nomes mais importantes do metal brasileiro.

O grande destaque da noite, os norte-americanos do Obituary, fizeram o público se manifestar assim que os primeiros acordes foram soltos e os urros de John Tardy ecoaram no Chevrolet Hall. A banda fez mais ou menos uma hora de shows, com clássicos da carreira. Oriundos da Flórida, o grupo é um dos maiores nomes do death metal mundial e é tida como uma das responsáveis pela solidificação do estilo.

Por fim, o sábado do Abril Pro Rock mostrou que o metal é aberto a experimentações e novidades. E com um público tão presente e instigado, o gênero é que sai ganhando. Ao metal, os metaleiros.

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Olho Seco, nome histórico do punk. (Foto: Marcos Hermes/Divulgação)

Olho Seco, nome histórico do punk. (Foto: Marcos Hermes/Divulgação)

O povo estranhou de cara, mas curtiu Desalma com Bongar. (Foto: Marcos Hermes/Divulgação)

O povo estranhou de cara, mas curtiu Desalma com Bongar. (Foto: Marcos Hermes/Divulgação)

A doidice no show do Havok. (Foto: Marcos Hermes/Divulgação)

A doidice no show do Havok. (Foto: Marcos Hermes/Divulgação)

A apresentação do Hibria para um Chevrolet Hall lotado. (Foto: Marcos Hermes/Divulgação)

A apresentação do Hibria para um Chevrolet Hall lotado. (Foto: Marcos Hermes/Divulgação)

O hardcore do Mukeka di Rato. (Foto: Marcos Hermes/Divulgação)

O hardcore do Mukeka di Rato. (Foto: Marcos Hermes/Divulgação)

Chakal, mais de 20 anos sem tocar no Recife. (Foto: Marcos Hermes/Divulgação)

Chakal, mais de 20 anos sem tocar no Recife. (Foto: Marcos Hermes/Divulgação)

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