Fotos: Caroline Bittencourt / Divulgação

Fotos: Caroline Bittencourt / Divulgação

arrasta fãs devotos para encerramento do No Ar

Para quem ainda é saudosista de um No Ar Coquetel Molotov de bandas ainda desconhecidas, experimentalismo e indie rock, o show de Clarice Falcão como encerramento da edição de dez anos pode ter servido como motivo de reclamação. Mas a presença da menina, hoje um dos nomes mais idolatrados pelos adolescentes, faz muito sentido para exemplificar como o festival evoluiu para atender todas as tendências musicais – e aproveitar o melhor delas.

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Revelada no canal de vídeos de humor Porta dos Fundos, Clarice nasceu em Pernambuco e faz parte de uma família de artistas e pessoas ligadas às artes (seu pai é o cineasta João Falcão e sua mãe a roteirista Adriana Falcão). Desde do início da noite era grande a expectativa por sua apresentação, com diversos adolescentes circulando pelo teatro com faixas e camisetas com seu nome. A histeria se confirmou quando ela entrou no palco, com o teatro tomado.

Vestindo uma capa de chuva e empunhando um guarda-chuva, ela tocou três faixas lentas sobre relacionamentos para depois trocar de roupa e saudar o público. Lembrou que é pernambucana, apesar de hoje ser radicada em São Paulo e rememorou que fez sua estreia como cantora no Recife, mais especificamente na sala da casa dos pais, aos quatro anos. “Esse show é muito especial para mim por que fiz meu primeiro show da minha vida aqui, usando uma escova de cabelo e cantando clássicos da música popular brasileira, como ‘Pense em Mim’ e ‘Lá Vem O Negão Cheio de Paixão'”, disse. “Estou feliz por estar aqui e por a escova de cabelo ter se transformado em um microfone de verdade”.

Todo o público, que estava ali em sua maioria por causa dela, cantou todas as faixas do disco Monomania em uníssono. Se for comparar as três estrelas mais famosas deste ano do Coquetel Molotov – Cícero, Rodrigo Amarante e ela – Clarice saiu na frente no quesito devoção.

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