Cobertura Noite do Desbunde Elétrico: Maratona de oito horas de shows marcou 10 anos do festival

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A Cosmogrão foi um dos destaques da noite. (Foto: Isabela Caldas para a Rev.OGrito!).
A Cosmogrão foi um dos destaques da noite. (Foto: Isabela Caldas para a Rev.OGrito!).

Tido como um dos principais eventos voltado para a cena musical independente em Pernambuco, a Noite do Desbunde Elétrico completou 10 anos no último sábado (17). Inspirado pela música ‘udigrudi’ e psicodélica, todos os anos o festival abre espaço para novas bandas pernambucanas e neste ano, o line-up contou com a apresentação oito bandas inéditas.

O local do evento também foi novidade para o público: a festa aconteceu no Terraço do Paço Alfândega, no Bairro do Recife, o que trouxe a possibilidade de instalar dois palcos, onde os grupos alternavam as apresentações. A edição foi viabilizada através de uma campanha de financiamento coletivo, que levantou fundos para realização do festival. Criado no Recife em 2007, o Desbunde sempre foi feito de forma independente e chegou com a proposta de estimular e dar visibilidade para a produção musical alternativa de Pernambuco. Já passaram pelo evento nomes como Lula Côrtes (PE), Edy Star (BA), The Baggios (SE), Anjo Gabriel (PE), Aninha Martins (PE), Johnny Hooker (PE) e Juvenil Silva (PE).

Os primeiros a se apresentarem nesta edição de dez anos foram os olindenses da O Barco. Com um público ainda acanhado, o grupo de rock deu início a uma verdadeira maratona de shows que iria se estender durante toda aquela noite. Em seguida, foi a vez do músico Juliano Holanda subir ao palco. Aos poucos, o terraço ia enchendo e ficando com cara de festa. Um dos pontos altos do evento foi a apresentação da banda The Raulis. Já bastante conhecido pelo público, o grupo traz sonoridade surf, misturando ritmos latinos e brasileiros com notas de guitarra.

Outro show bastante esperado pelo público foi o do Cosmogrão. A banda, que atualmente é dos principais nomes representantes do rock instrumental pernambucano, fez sua última apresentação antes de sair em turnê nacional. O setlist do trio nessa noite contou com faixas do seu primeiro disco, Cosmograma, lançado em maio deste ano. Para Cassio Sales, baterista da banda, se apresentar em festivais como o Desbunde Elétrico e importante para que se mantenha a música independente recifense sempre presente e viva. “A gente tem a sensação que as coisas estão acontecendo, de que estamos conquistando espaço, a gente vê várias bandas independentes se apresentando. É para não deixar morrer, porque a gente vive uma dificuldade enorme na cidade”, comentou.

Além da verdadeira maratona de shows, o público animado também era peça chave para o sucesso do festival. Apesar do tamanho do espaço fazer com que o evento nunca parecesse lotado, o pessoal dançava e interagia com as bandas. A cervejaria artesanal Pernambucana também marcou presença no evento, com oito tipos diferentes de cerveja. A noite ainda seguiu com apresentações das bandas Casillero e Verdes & Valterianos, novidades da cena indie local e que trouxe músicas inéditas ao palco. O Projeto Sal antecipou algumas músicas do seu novo EP, que ainda está sem data para lançamento.

A apresentação derradeira, que aconteceu já perto do sol nascer, ficou por conta da Dunas do Barato, que fechou as mais de oito horas de evento. Com faixas autorais e regravações, a banda que mistura psicodelia, com frevo, rock e samba se apresentou para um público já reduzido, mas ainda muito animado e que não economizou em pedir bis diversas vezes.

Mais fotos do Desbunde 10 anos:

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