Chromatica, o sexto disco de estúdio de Lady Gaga chegou ao streaming nesta sexta (29) com um aparato de divulgação que só confirma sua estatura no pop: produção sofisticada, marketing multiplataformas, fotos cheias de brilho e exagero (feitas pelo fotógrafo Norbert Schoerner) e colaborações de peso que abarcam diferentes épocas e estilos, Ariana Grande, o grupo de k-pop BLACKPINK e Elton John. A produção é da própria Gaga ao lado de BloodPop.

A primeira audição do disco deixa claro que Chromatica chega para reafirmar uma posição e reassegurar o papel importante de Gaga como guardiã de uma estética pop que surgiu lá nos anos 1980, mas que se conserva fresco e moderno. É um disco que entrega tudo o que os seus fãs aguardavam: batidão eletrônico calcado na house music, nostalgia pop oitentista, bateção de cabelo, vozeirão, tudo isso amarrado em um conceito sci-fi cyberpunk com figurinos fechativos. Ou seja: a ideia foi, de fato, retomar um posto para deixar claro que dentro de sua proposta, não há ninguém no universo musical que lhe faça sombra.

O disco chega cheio de boas surpresas além do que já tinha sido lançado anteriormente. A faixa com Elton John, “Sine From Above” é bem dançante e vai crescendo ao longo da audição. Já “Enigma” e “Babylon” são típicos hits de boate, que vão virar hit em festas nos anos seguintes. Os singles já divulgados ficam ainda mais interessantes quando colocados dentro do projeto completo: “Stupid Love”, “Rain On Me”, com Ariana Grande e “Sour Candy”, com o BLACKPINK.

O trabalho sairia originalmente dia 10 de abril, mas foi adiado para esta sexta. “Estamos passando por tempos assustadores e, mesmo acreditando que a arte é uma das armas mais poderosas que temos para levar alegria e cura uns para os outros, não me pareceu correto lançar esse disco durante uma pandemia global”, explicou a cantora, à época.

A era Chromatica, segundo Gaga, fala sobre cura e coragem para seguir. Em entrevista ao radialista Zane Lowe, da Beats1, a cantora explicou o conceito: “O símbolo para o Chromatica traz uma onda senoidal, que é o símbolo matemático do som, do qual todo o som é produzido, e, para mim, o som é o que me curou em toda minha vida, e me curou novamente fazendo esse álbum, e é exatamente disso que o Chromatica se trata. É sobre cura e também sobre bravura. Quando falamos de amor, acho que é tão importante incluir o fato de que é preciso muita bravura para amar alguém.”

O disco marca o retorno da cantora ao pop superproduzido e energético que a fez famosa. Como toda boa superestrela em busca de suas potencialidades, ela explorou outros gêneros como o jazz e country – Joanne, de 2016, foi seu último disco de estúdio e seu lançamento mais recente tinha sido a trilha sonora de Nasce Uma Estrela, pelo qual ganhou o Oscar de melhor canção original. A súplica de “Gaga, volte para o pop poperô”, repetido incensantemente pelos fãs ao longo dos anos foi finalmente atendido.

Ouça Chromatica abaixo. O disco está disponível também no YouTube e está sendo vendido em um site oficial para o Brasil.

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