O rapper lançou “Antes do Álbum”, seu novo EP de músicas inéditas. O disco foi todo feito durante o isolamento social e traz reflexões sobre sobre esses tempos de pandemia.

“Fazer um EP dentro de casa tem me ajudado no isolamento, e a intenção é que esse material também possa chegar da mesma forma na vida das pessoas, no dia 13 de maio”, disse o rapper.

A quarta obra da carreira do cantor e compositor nascido em Osasco – além da mixtape “A voz do Coração”, de 2014 – foi composta por ele em apenas um dia. “Eu resolvi fazer esse trabalho no meu período de isolamento, tanto como uma autoterapia, mas muito mais como criar um conteúdo sobre as experiências desse ano de 2020, sobre anseios, afetividade, preconceitos e sociedade em geral. Então eu peguei esses temas e fiz um disco, com o objetivo de trazer entretenimento, informação e estar criando neste período de pandemia”, relata o cantor.

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Nas sete músicas do disco, Coruja aborda várias vertentes de Boombap – estilo de beat clássico do rap, que nasceu do soul e do funk em forma de loop – e afirma que a escolha não foi por conservadorismo e sim por amor e gratidão a batida. Nas letras, o rapper faz uma conexão com a afetividade a partir de músicas como “Baby Girl” e “João e Maria”, nas duas faixas Coruja divide o microfone com Cazz.

Maio não é apenas um mês comum para Coruja, no dia 23 de maio de 2001 o pai do rapper foi baleado com 6 tiros na frente do filho em uma tentativa de assassinato. A data foi ressignificada pelo artista no ano passado, quando ele a escolheu como o dia do lançamento do álbum “Psicodelic”. Esse ano, maio será novamente um mês de muitos significados para a carreira e vida pessoal do artista.

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