Foto: Jeremiah/Divulgação.
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Dom La Nena lança disco com sabor latino e amor ao violoncelo
O trabalho foi produzido por Marcelo Camelo e ganha edição nos EUA, Canadá e Europa

A violoncelista e cantora Dom La Nena, de 25 anos, tem feito um trabalho interessante no seu tráfego pessoal entre o erudito e o pop. É pena que ainda seja tão pouco conhecida no Brasil, ainda que esteja conectada com o mercado internacional. O segundo trabalho, Soyo, teve produção de Marcelo Camelo e sai simultaneamente no Brasil, EUA, Canadá e Europa.

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Nascida Dominique Pinto, a gaúcha Dom La Nena começou a estudar violoncelo em um conservatório em Paris, onde morou quando criança. Depois estudou cello em Buenos Aires, onde ganhou seu apelido artístico, La Lena, que significa “menina” em espanhol. De volta à Paris já adulta ela acompanhou a cantora Jane Birkin em turnê, já como violoncelista profissional.

Soyo mostra uma artista que sabe interpretar as emoções intrínsecas de cada língua. Esta é outra contribuição sua para a música pop brasileira: o passeio sem traumas entre a musicalidade latina e o português. É bastante perceptível a influência do samba, bossa nova, mas o que fica mais claro é o tom folk da produção de Camelo. A voz delicada de Nena combinou com os arranjos melancólicos da produção.

Soyo coloca Dom La Nena na esteira dos artistas solares do novíssimo pop nacional, do qual já fazem parte o próprio Marcelo Camelo, Mallu Magalhães, Banda do Mar, Cícero, Phill Veras, entre outros. É um disco de ótimos momentos, alguns alegre como “Llegaré” e outros mais contemplativos como “Gollondrina” e “El Silencio”. Não é um disco que vai remexer o estado das coisas do pop nacional, mas tem uma proposta autoral mais que bem vinda. [Paulo Costa Floro]

nenaDOM LA NENA
Soyo
[slap, 2015]

7,0

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