Foto: Divulgação.
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CORAÇÃO ABERTO
Natalie Prass estreia com disco dolorido sobre separação

Uma das principais estreias deste ano foi o disco homônimo da norte-americana Natalie Press. Nascida na Virgínia e com formação clássica em música, ela foi buscar as raízes do pop para trazer um álbum melódico e contemplativo. E também melancólico.

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Prass segue a cartilha dos discos de separação, os chamados “heartbreak”. E aí poderíamos colocar nomes tão díspares quanto Back To Black de Amy Winehouse e Nervos de Aço de Paulinho da Viola. O que importa nesses trabalhos é expurgar todo o sofrimento através de melodias que não economizam no tom lúgubre. Não se pode esconder os sentimentos.

Aos 28 anos, a cantora trouxe baladas que são pedaços de lamúria com possibilidades altas de dialogar com o ouvinte necessitado. Discos assim são conhecidos por criar laços duradouros, mesmo se aquele momento ruim tenha sido superado. No caso de Natalie, o disco trata de um relacionamento que não deu certo.

A essa vulnerabilidade exposta temos ainda uma produção sofisticada, que arrisca em arranjos densos pouco utilizados em baladas pop. Com esse disco, Natalie Prass figura já na estreia entre os nomes relevantes do pop atual ao lado de FKA twigs, Julianna Barwick e Sharon Van Etten. [Fernando de Albuquerque]

NATALIE PRASS
Natalie Prass
[Spacebomb, 2015]

8,0

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