Foto: Divulgação.
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Banda canadense Viet Cong faz manifesto roqueiro em disco de estreia

Sem desafiar convenções do rock, a banda canadense Viet Cong lança um trabalho de estreia consistente com uma mistura bem vigorosa de diversas experiências sonoras que vão do garage ao kautrock, passando pela psicodelia.

Com apenas sete faixas e pouco mais de quarenta minutos, o grupo é direto em suas intenções. Formado por ex-integrantes do Women, Matt Flegel (baixo) e Mike Wallace (bateria), e os guitarristas Daniel Christiansen (do Sharp Ends) e Scott Munro (Lab Coast), o grupo usou a experiência acumulada para propor uma orquestração de peso, mas com apelo pop. É só ver a faixa de estreia, “Silhouettes”, lançado no início do ano, com seu passo apressado ideal para se misturar com playlists de festas sem perigo e “Continental Shelf”, com ecos do rock oitentista já bastante explorado por bandas como Interpol.

É um disco funciona como uma espécie de manifesto do melhor que o rock pesado pode fazer, mas como experimento artístico ainda está aquém do que bandas como Deerhunter e Deafheaven, estas bem mais audaciosas, já fizeram. Ainda assim, é um dos mais importantes registros do gênero dos dias atuais e o nascimento de um supergrupo. [PF]

15-1-18-viet-cong-review_0VIET CONG
Viet Cong
[Jagjaguwar, 2015]

7,5

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