Foto: Joelle Rasoarivelo/Divulgação.
Crítica – Disco: Waxahatchee | Ivy Tripp
7.5

Terceiro disco de Waxahatchee traz tom trágico para falar de sentimentos

A artista Katie Crutchfield, que atende pelo nome de Waxahatchee, é parte da geração atual de mulheres compositoras do rock a se apegar ao legado rico do gênero que vai de Patti Smith a P.J. Harvey. Em seu terceiro disco, Ivy Tripp, ela reforça sua personalidade em um disco apaixonado, com fortes interpretações sobre amor, morte e altas doses de pessimismo.

O entendimento de Katie sobre a vida é algo meio trágico, mas seu disco está longe de ser uma lamúria entediante. Tampouco é um álbum típico sobre o fim de um relacionamento ou corações partidos (os famosos “break-up records”). Ao contrário, trata-se de um trabalho complexo, cujas letras falam sobre sentimentos com as diversas nuances necessárias.

Na sonoridade, o álbum traz tom monolítico, indo do início ao fim sem muitas variações ou arroubos. O rock de Kate é bruto e ríspido, mas bem produzido o suficiente para criar empatia com o ouvinte. Além disso, as interpretações que ela traz para as faixas dão a cada uma uma personalidade própria. Em “< ” ela deixa transparecer sua frustração e tédio, enquanto em “The Dirt”, uma das melhores do disco, podemos ver um direcionamento mais frenético, quase alegre. Por essas nuances e pelo tom de autenticidade nas composições, Waxahatchee é um dosprojetos mais interessantes no indie-rock hoje.

WAXAHATCHEE
Ivy Tripp
[Wichita, 2015]

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