Lançado direto em DVD no Brasil, 2º filme dirigido por Denzel Washington retrata trajetória verídica de estudantes negros que romperam barreiras

Por André Azenha
Colaboração para a Revista O Grito!, em São Paulo

Voltando a Viver (2002), estreia como diretor de cinema do astro Denzel Washington, contou a trajetória do marinheiro Antwone Fishe, interpretado por Derek Luke. O Grande Desafio, obra que teve entre seus produtores a apresentadora Oprah Winfrey, e segundo trabalho do ator na direção, também investe na vida real de negros que, de alguma forma, tornaram-se mitos da cultura afro-americana.

Assim como naquele filme, Washington também atua. Mas se na produção de 2002 ele foi coadjuvante, aqui ele protagoniza como o verídico professor Melvin B. Tolson, que liderou uma turma de garotos prodígios da Willey College, instituição apenas para negros.

Incentivados pelo tutor, os jovens Henry Lowe (Nate Parker), Samantha Booke (Jurnee Smollett) e James Farmer Jr. (Denzel Whitaker) formaram uma equipe praticamente imbatível de debatedores (daí o título original, “The Great Debaters”; “os ótimos debatedores” em português) entre os anos 20 e 30, primeiro derrotando as principais universidades para negros, e depois, conseguindo um confronto histórico com a toda poderosa Harvard, formada por alunos brancos.

A competição, que não tem tradição no Brasil, reúne duas equipes de estudantes que precisam argumentar e convencer jurados sobre temas pré-definidos.

Apesar do tema que remete a filmes como Meu Mestre, Minha Vida, Escritores da Liberdade e outros longas sobre pessoas que transformaram a vida de outros seres humanos, O Grande Desafio tem personalidade própria.

Washington filma a trajetória dos protagonistas sem apelar para o melodrama, diferente da maneira que Clint Eastwood fez recentemente em Invictus, buscando o choro do público a todo o momento. A história, por si só, já emociona e pode levar às lágrimas. Principalmente quando constatamos que, mesmo após a escravidão ter sido abolida há anos nos EUA, negros eram incendiados no Texas (estado onde se passa a trama), como diz James Farmer Jr..

O roteiro poderia ser mais enxuto, é verdade. A subtrama amorosa entre Henry e Samantha, e a cena em que Farmer Jr. imagina-se dançando com Samantha, não fariam falta ao longa. Mas são deslizes perdoáveis para um diretor novato, como Washington, que não esconde o carinho e a admiração pelos personagens, inclusive o seu, que também atua clandestinamente incentivando trabalhadores (negros e brancos) e lutarem por seus direitos.

Com um elenco notável, que inclui dois vencedores do Oscar (Washington e Forest Whitaker ), e jovens talentosos, O Grande Desafio é um filme digno, admirável e tem grandes momentos de interpretação. Forest, por sinal, está presente naquelas mais impactantes.

Como exemplo, a cena em que James Farmer (Whitaker) atropela um porco e precisa se desculpar com dois homens brancos, que o humilham. Ou quando o mesmo confronta Melvin B. Tolson. Ambos são homens e profissionais de posturas e opiniões diferentes, mas têm respeito um pelo outro e sabem que, apesar das diferenças, desejam o mesmo: igualdade social.

Indicado ao Globo de Ouro na categoria Melhor Filme Dramático em 2008, e vencedor, no mesmo ano, do prêmio Stanley Kramer do Sindicato dos Produtores, o filme sai direto em home vídeo no Brasil e precisa ser descoberto.

Mesmo porque, numa época em que bandidos tem protagonizado cinebiografias, é sempre saudável presenciarmos obras como essa, sobre a vida real de pessoas que fizeram o bem, romperam barreiras sem precisar fazer uso de armas, contando “apenas” com o dom da sabedoria e a fé em suas atitudes.

PS: Durante os letreiros ficamos sabendo os destinos dos principais personagens. Se você não estudou história norte-americana, espere e surpreenda-se.

O GRANDE DESAFIO
Denzel Washington
[The Great Debaters, EUA, 2007]

NOTA: 7,5

  1. Esse filme é importante mostra diferentes culturas para o desenvolvimento pessoal, crítico, e até mesmo pedagógico…
    Eu gostei…e vale apena assistir e conhecer filmes baseados em fatos reais assisti na faculdade anhanguera de sertaozinho e recomendo pois é bom…

  2. Achei este filme,q ele mostra a disigualdedade dos negros q os brancos tem até hoje,isso para min não era só na epoca dos anos 20e 30,e até hoje vimos isso,eu academico em direito,para min foi um filme muito importante para min,ter assistido,aonde se define sobre o tema PRÉ-DEFINIDOS,E DOREITO SOCIAL DAS DUAS PARTES,assisti ele no auditorio de onde eu curso direito,na universidade Uniritter,em PORTO ALEGRE ,rio grande do sul,atenciosamente:REINALDO SOUZA,ESTUDANTE DO CURSO DE DIREITO NESTA UNIVESIDADE UNIRITTER,CAMPUS DE PORTO ALEGRE,RIO GRANDE DO SUL.

  3. Trata-se de um excelente filme, muito inspirador, daqueles que a gente compra para ter em casa. Merecia uma divulgação bem maior.

  4. Gostei muito, sobretudo, pelo exemplo de que na Universidade se deve estimular os estudantes a um nível superior de compromisso com o aprendizado, que os afaste da mediocridade, que os estimule à leitura crítica, à reflexão e ao estudo com dedicação: os melhores ingredientes para a afirmação de que a excelência não é uma questão racial.
    É um bom desafio para a melhoria da qualidade do ensino adotar-se o debate como método pedagógico de superior qualidade.

  5. gostaria de saber qual o destino dos principais personagens do filme o grande desafio (prof. Tolson, Samanta, Junior e Hrnry)

  6. Este filme, mas uma vez deixa claro que a RAÇA NEGRA nos USA, não se preocupou apenas com a questão da “liberdade cultural…” como no Brasil, com todo o respeito, porque quem vos escreve, é um afro descendente, que em momento algum culpa o governo ou qualquer “homem branco” ou “amarelo” pela dificuldade de aceitação ou crescimento intelectual, porém, eles, mostram em Historias reais e belíssimas, e não são poucas, que a preocupação do negro lá naquele País, sempre foi o crescimento vertical, corroborado com o horizontal, mas somente vemos o efeito contrario em nosso País se vasculharmos nossa historia, pois o filme mostra algo tão NOBRE a Tal ponto de entendermos que o processo que elegeu o Obama, este homem brilhante, não estava inserido em um NOCIVO e MENTIROSO conceito de ser descendente de escravo ou de uma linhagem de senhores( não tirando o BRILHO da questão das cotas a qual sou ferrenhamente A FAVOR) mas, na capacidade incontestável de um grupo que não se contentou com em ser predicado e buscou ser SUJEITO e REGENTE da oração fazendo valer a igual capacidade que todo ser tem de se superar intelectual, econômica, moral, cívica e politicamente dentre outros. Pergunto, quantos políticos temos no executivo de nosso País? E nas pastas ministeriais e secretarias? No judiciário funções essenciais a justiça? Oficiais Generais nas armas brasileiras? E tantos outros setores e como se não bastasse nos deram o “MINISTERIO DOS ESPORTES…” James Farmer, Luther King e tantos outros se contentariam com isto? Para conclusão, reflitam e pensem que um dia lá houveram partidos étnicos e se houver necessidade haverá no futuro, mas em nosso País, talvez, com todo respeito, teremos como referencia nas epopéias da nossa historia um GRANDE ATLETA que somente mudou a sua historia nominal e financeira de sua própria vida.

  7. Este filme mas uma vez deixa claro que a RAÇA NEGRA nos USA, nao se preocupou apenas com a questão da ” liberdade cultural …” como no BRASIl, com todo o respeito, porque quem vos escreve, é um afro descendente, que em momento algum culpa o governo ou qualquer “homem branco” ou “amarelo” pela dificuldade de aceitação ou crescimento intelectual, porém, eles, mostram em Historias reais e belíssimas, e não são poucas, que a preocupação do negro lá naquele País, sempre foi o crescimento vertical, corroborado com o horizontal, mas somente vemos o efeito contrario em nosso País se vasculharmos nossa historia, pois o filme mostra algo tão NOBRE a Tal ponto de entendermos que o processo que elegeu o Obama, este homem brilhante, não estava inserido em um NOCIVO e MENTIROSO conceito de ser descendente de escravo ou de uma uma linhagem de senhores( nao tirando o BRILHO da questão das cotas a qual sou ferrenhamente A FAVOR) mas, na capacidade incontestável de um grupo que não se contentou com em ser predicado e buscou ser SUJEITO e REGENTE da oração fazendo valer a igual capacidade que todo ser tem de se superar intelectual, economica, moral, civica e politicamente dentre outros. Pergunto, quantos politicos temos no executivo de nosso País? E nas pastas ministeriais e secretarias? No judiciario funções essênciais a justiça? oficiais Generais nas armas brasileiras? e tantos outros setores e como se não bastasse, nos deram o “MINISTERIO DOS ESPORTES…” James Farmer, Luther King e tantos outro se contentariam com isto? para conclusao, reflitam e pensem que um dia´lá houveram partidos etinicos e se houver necessidade haverá no futuro mas em nosso País, talvez, com todo respeito, teremos como referencia nas epopéias da nossa historia um GRANDE ATLETA que somente mudou a sua historia nominal e finaceira

  8. O pior filme que já assisti na vida,sem qualquer coerência ou seja,PATÉTICO.o filme de terror mais fraco e tolo que já vi. O GRITO,O grito de raiva.

  9. Loquei o filme ontem e me emocionei. Não entendo, como filmes excepcionais como “O grande desafio” não são lançados nos cinemas. Grande injustiça, sem dúvida. O filme é maravilhoso, como foi postado num comentário anterior, ele não apela para o “dramalhão” mas emociona com espontaneidade. Lindo, maravihoso, soberbo; parabéns para Denzel Washington! Tomara que ele tenha uma carreira promissora como direitor!

  10. Este é o papel do cidadão consciente; em loco em primeira instância e os multiplicadores que estarão em memsa sintonio, surgirão, para fazer valer a justiça social. E ela é para todos, alguns lutam por ela, na conquista se transfere à todos.

  11. Belíisimo filme, podemos sentir a motivação de sempre vale a pena incentivar, buscar e agir em função de mudanças, podemos fazer a diferença em loco, e esta mudança vai se multiplicando, este é o papel do cidadão consciente; em loco em primeira instância e os multiplicadores que estarão em memsa sintonio, surgirão, para fazer valer a justiça social. E ela é para todos, alguns lutam por ela, na conquista se transfere à todos.

  12. Além dos diversos pontos positivos do longa, das cenas que talvez poderiam ter sido poupadas (como citado na crítica) e da inegavelmente belíssima trilha sonora, o grande diferencial pra mim, foi poder retormar minha vontade da busca pelo conhecimento. Visto que costumei valorizá-la absurdamente, mas por vezes, perdi o brilho nos olhos por deixar o foco se desviar. The Great Debaters me designou, novamente, o desejo de conhecimento e de lutar.

  13. Faz nÓs pensarmos que as vezes a soluçao de algo que queremos nao esta no uso de armas de fogo e sim no poder da argumentaçao em equipe usando apenas de nossa sabedoria e a fé em nossas atitudes, fazendo assim vencermos barreiras e superar preconceitos.

  14. Sem dúvida alguma, é um excelente filme. Você assiste uma vez e fica com gostinho de querer ver mais. Interpretações soberbas de Denzel Washington e Forest Whitaker. Uma aula em defesa da liberdade contra o racismo. A fotografia exuberante e a trilha sonora de James Newton fazem a diferença. Fazer bem com dignidade e competência.

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