Crítica: Tove Lo mantém hedonismo em alta no quinto álbum, Dirt Femme

Artista sueca reafirma seu dance pop cheio de personalidade (e tesão) em trabalho que traz participações de Channel Tres, First Aid Kit e SG Lewis

Crítica: Tove Lo mantém hedonismo em alta no quinto álbum, Dirt Femme

Artista sueca reafirma seu dance pop cheio de personalidade (e tesão) em trabalho que traz participações de Channel Tres, First Aid Kit e SG Lewis

Crítica: Tove Lo mantém hedonismo em alta no quinto álbum, Dirt Femme
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Tove Lo
Dirt Femme
Pretty Swede, 2022. Gênero: Pop

Em uma época tão prodigiosa para a música pop, Tove Lo segue marcando presença em uma esquina do gênero dedicada às inovações estéticas que se aproximam do eletrônico house. É uma abordagem mais, digamos, alternativa, sem muita preocupação com charts, recordes, etc. Sem essa pressão, a artista sueca pode explorar diferentes possibilidades em disco bastante positivo em que explora sua própria noção de feminilidade.

É um trabalho em que as batidas e letras convidam para um olhar vibrante sobre a vida, com uma autoestima bem marcada. Dirt Femme é altamente confessional, sexy e inteligente e traz uma artista que reafirma seu interesse em explorar questões como sexualidade, relacionamentos e fama com muita franqueza. Na sonoridade, Tove Lo retorna ainda mais coesa que seus discos anteriores, que sempre foram interessantes, diga-se, mas nada perto da coleção de faixas trazidas por este álbum.

Além dos ótimos singles já lançados anteriormente, como “Grapefruit”, “2 Die 4” e “No One Dies For Love”, o disco traz ainda boas surpresas como “Suburbia”, a balada acústica “Cute & Cruel” com o First Aid Kit, a electrohouse dançante “Call On Me”, com SG Lewis e “Attention Whore”, uma das mais divertidas, com Channel Tres.

Dirt Femme é o retrato de uma artista pop muito segura de sua assinatura artística e do espaço que ocupa dentro do gênero.

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