Foto: Divulgação

QUERIDO TCHAU, EU VOU DANÇAR
Na casa dos cinquenta, Cyndi Lauper volta à ativa em disco que chama todos para dançar cantando, com alegria, as piores dores de cotovelo
Por Fernando de Albuquerque

CYNDI LAUPER
Bring Ya To Bring
[Sony BMG, 2008]

Cyndi Lauper tem um gato preto. Colocou no filho o nome Merlin. Um de seus últimos trabalhos, o disco Sisters Of Avalon, foi gravado em meio às energia das árvores, ela mora em Manhattan e é descendente de uma família de italianos. E quem pensava que a cantora – que teve seu auge na new wave dos anos 80, vide o hit Gilrs Just Want to Have Fun – estava paradíssima e se dedicava, apenas, a abrir shows para a veterana Tina Tuner, está muito enganado. Cyndi ataca outra vez, voltando ao colorido forte com Bring Ya To Bring, pela Sony BMG.

Por um bom tempo a querida Cyndi, que em certa época foi declarada a herdeira universal de Madonna, perdeu-se na loucura da hiponguice européia se dizendo descendente de bruxas medievais, participando de rituais nada ortodoxos. Defendendo um fenimismo arraigado, fruto de relações mal sucedidas, ela circulou o mundo vendo seu pedestal ruir em uma pretenciosa música pseudo-engajada. Agora é diferente. Ela volta ao seu passado e todas as músicas, sem excessão, são um delicioso convite para dançar, mas a bunita envelheceu. Está na casa dos cinquentinha e, finalmente, atenta para o que acontece ao seu redor.

A diversão em Bring…é garantida. Com produção de Max Martin, Basement Jaxx e Scumfrog, todos sob a batuta da loira, é impossível parar sentado. Mas tudo, agora, vem com toque de maturidade. A música que mais explicita isso é “Raging Storm” onde ela filosofa sobre problemas sociais, a indústria de celebridades e ainda dá uma alfinetda em Britney. Um dos pontos altos é o single “Same Ol’Story” em que ela chama todos à liberdade repetindo que as velhas paixões (aquelas bem fortes e que matam no peito) são o grande estorvo de nossas vidas quando decidem, do nada, retornar. E ela é bem direta: Well it’s the same ol’ fucking story/ With your two different sets of rules/ The same ol’ fucking story/One for me, two for you”.

Outro ponto alto do disco surge com seu flerte com o eletro, como em “Echo” e “High and mighty”, que abrem o CD com sussurros. E mais uma vez Cyndi passa na cara tudo o que sofreu e sofre por pessoas que definitivamente não valem a pena. “If I had a dollar everytime I cried/ I’d be living high and mighty”. E depois de classudo álbum de covers de standards lançado apenas no Japão (At Last, 2003) e de revisitar o seu próprio repertório ao lado de convidados (The Body Acoustic, 2005), a cantora formatou um dos melhores discos de toda sua carreira.

A voz dela continua a mesma. Fina, aguda, alta e capaz de dar os melhores saltos de um ponto a outro sem nenhuma timidez. E esse vozeirão só coloca ela na frente das últimas mulheres que foram eleitas divas. Todas gemem no microfone enquanto rappers desconhecidos fazem um set nem um pouco agradável na faixa. Cyndi volta na melhor peformance mostrando que para cantar é preciso ter garganta.

O fato é que o disco é presença garantida no case de DJs que desejam colocar a pista para ferver. A capa do álbum é um luxo a parte, foi feita pela fotógrafa Anne Leibovitz, que trabalha para a Vanity Fair e fez incríveis imagens com Gisele Bündchen como Fada Sininho e Julianne Moore como A Pequena Sereia. A turnê de “Bring Ya To The Brink” inclui o Brasil, Cyndi dará o ar da graça por aqui de 11 a 19 de novembro: Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre.

NOTA: 9,0

  1. cindy eu e minha familia adoramos voce e suas musicas assistindo a seus videos vi que voce é uma pessoa de bom cararter e de uma grande simplicidade e vejo que voce da grande valor a seus fans boa sorte nessa sua nova faze. beijos te adoro demais…

  2. oi! esse cd e maravilhoso e melhor do ard cão da madonna, nele contém 8 faixas sensacionais, cyndi atingiu com duas músicas, same o´l hitory e into the nightlife, o primeiro lugar na billboard dance americana e de vários paises da europa, no japão o cd alcançou a posição nº 18 a música lánçada lá foi set your heart que ficou em tereiro lugar, a música foi tema do lançamento do novo carro da toyota, agora o recente álbum de cyndi menphis blues atingiu a marca de 2,5 de cópias no mundo!rogério,disco inferno,1999.

  3. Ela realmente é uma Diva, tem um agudo imcomparável
    e mesmo com a idade que chegou continua a mesma na potência vocal
    isto é maravilhoso, prova que realmente ela canta, quanto herderia da
    Madonna,melhor nem comentar.. não dá nem para comparar, ela é uma soprano invejável atinge notas altissimas…
    é isso vamos comprar o CD heinnn…
    abs

  4. Ela é e sempre sera incrível em tudo que se propor a fazer.
    Esse cd novo é realmente muito bom, deixando essas supostas divas de hoje em dia no chinelo.
    Quanto a ela ser herdeira do trono da Madonna, só pode ser piada.
    Cada uma é uma coisa bem diferente, ngm segue ou é herdeira de ngm, e a Cyndi é única em seu trabalho.

    Abraços!

  5. Apesar de vários equívocos a matéria é ótima! Cyndi está incrivel com o novo álbum! Dou destaque às músicas Into The Nightlife e Rain On Me. E espero que tenha show no Brasil mesmo!!!

  6. Otima matéria , alguns equivocos como o nome do filho dela que é Declyn Wallace. O album At Last foi lançado no mundo todo e não apenas no Japão como foi citado. O album que foi apenas lançado no Japão foi Shine.
    Cyndi realmente tem uma voz poderosa, fez o que realmente quiz na hora que quiz, mas ela merece com toda gloria uma volta a sua altura, pq ela sabe fazer musica de qualidade, sendo classicos, dance, pop, R&B, ela manda bem em tudo

  7. Coitada da Cyndi. HERDEIRA UNIVERSAL DE MEDONHA? isso é uma ofensa. Cyndi canta, não é só marketing, playbacks e escândalos. CYNDI LAUPER É HERDEIRA UNIVERSAL DELA MESMA! ELA É ÚNICA!

  8. Perfeita a matéria…nota mil…soh um detalhe…o cd at last, não foi lançado soh no japão, no brasil tambem foi lançado. Abraços !

  9. Gostei muito da matéria. A Cyndi é realmente uma cantora excepcional. Uma pena que a Sony tem divulgado muito pouco seus trabalhos mais recentes. Espero que este cd não fique no anonimato. Estou ansioso aguardando os shows para novembro. Muita diversão!!!

  10. hum, legal a matéria, o disco é muito bom, mas… é ‘cyndi’, não ‘cindy’, e é a debbie harry nessa foto :P

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