Atracação do Zeppelin no Campo do Jiquiá. Recife, década de 1930. (Acervo Jobson Figueiredo).
Graf Zeppelin (LZ-127) sobrevoando o bairro de Santo Antônio. Recife, década de 1930. Suástica no dirigível mostra força do nazismo da época. (Acervo do Museu da Cidade do Recife).
Graf Zeppelin (LZ-127) sobrevoando o bairro de Santo Antônio. Recife, década de 1930. Suástica no dirigível mostra força do nazismo da época. (Acervo do Museu da Cidade do Recife).

A primeira viagem do dirigível Graf Zeppelin à América Latina completa 85 anos nesta sexta (22). O feito aconteceu no Recife, única cidade do Brasil que ainda mantém o atracador do veículo. Para celebrar a data e a relação do Recife com os Zeppelins, será lançado o livro O Zeppelin no Recife, com 30 imagens selecionadas pelo historiador Dirceu Marroquim e pelo artista plástico e restaurador Jobson Figueiredo, este último uma das maiores autoridades no Brasil sobre a era dos Zeppelins.

São fotos antigas, muitas delas inéditas, que mostram cenas do dirigível na cidade e de bastidores. O lançamento acontece no Museu da Cidade do Recife, às 19h, quando também será lançada uma exposição que fica em cartaz até o dia 26 de junho.

As imagens do livro e que compõem a exposição fazem parte dos acervos do Museu da Cidade e de Jobson Figueiredo. Algumas foram clicadas pelos próprios tripulantes do gigantesco dirigível durante a sua passagem pela capital pernambucana. O Graf Zeppelin tinha 236 metros de comprimento e chegou a realizar uma volta ao redor do mundo no início do século passado. Na época, nenhum avião conseguia atravessar grandes distâncias e navios levavam meses para chegar.

Zeppelin (LZ-127) sobrevoando arrabalde do Recife. É possível visualizar a silhueta de uma chaminé e o Rio Capibaribe. O dirigível, devido à sua estabilidade, poderia ficar parado no ar durante diversos dias sem abastecer. (Acervo Jobson Figueiredo)
Zeppelin (LZ-127) sobrevoando arrabalde do Recife. É possível visualizar a silhueta de uma chaminé e o Rio Capibaribe. O dirigível, devido à sua estabilidade, poderia ficar parado no ar durante diversos dias sem abastecer. (Acervo Jobson Figueiredo)

O Recife passou meses se preparando para a primeira visita do Graf Zeppelin LZ 127. O prefeito à época, Francisco da Costa Maia chegou a decretar feriado municipal e a cidade vivia um clima de festa. Segundo registros em jornais, cerca de 15 mil pessoas e dois mil veículos foram até o Jiquiá presenciar a chegada do dirigível.

O fim da era dos dirigíveis se deu em 1937, quando o Hindenburg pegou fogo em Nova Jérsei, nos EUA, matando 36 pessoas. “Além disso, o acirramento da Segunda Guerra Mundial também contribuiu para o fim das viagens, uma vez que a Alemanha estava bastante envolvida no conflito”, diz Jobson. O LZ-127, o Graf Zeppelin, foi desmanchado em 1940 para sua estrutura ser utilizada na feitura de materiais bélicos. [Via MundoBit]

Atracação do Zeppelin no Campo do Jiquiá. Recife, década de 1930. (Acervo Jobson Figueiredo).
Atracação do Zeppelin no Campo do Jiquiá. Recife, década de 1930. (Acervo Jobson Figueiredo).
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