Deize Tigrona, referência no funk, faz retorno aos holofotes com álbum Foi Eu Que Fiz

Disco explora ritmos como trap, pop, rock e música eletrônica no repertório da funkeira

Cantora volta a lançar um álbum de estúdio após 10 anos. Foto: Pedro Pino. (Divulgação).

Deize Tigrona, uma das maiores figuras e referências da cena do funk brasileiro, lançou o álbum autoral Foi Eu Que Fiz após 10 anos sem produzir um disco de estúdio. Dona do sucesso viralizado no último ano “Sadomasoquista (Vem de Chicote)”, a funkeira explora outros ritmos como trap, pop, rock e música eletrônica no novo trabalho.

“Desde a pré-adolescência eu cismei que ia ser artista e por muitas das vezes as pessoas riam. E hoje conquistar esse feito, sendo uma mulher preta e periférica, pra mim é surreal, ainda mais nesses altos e baixos que eu vivi. Então, lançar este álbum é surreal e só hoje a ficha caiu e eu já chorei muito porque eu ainda estou caindo em si que esse álbum está na pista”, contou Deize Tigrona.

A cantora foi sucesso dos anos 1990, já colaborou com nomes como Diplo, M.I.A. e Buraka Som Sistema, chegou até a engatar uma carreira de sucesso no exterior, especialmente na Europa. Por questões pessoais, porém, a artista ficou afastada do mercado da música.

O álbum de retorno contou com a produção musical de JLZ, Teto Preto, DJ Chernobyl, Francês Beats e Badsista. Além de voltar ao holofotes, Deize Tigrona mostra mais de sua intimidade no novo disco, falando de forma livre natural de sua verdade enquanto artista, mulher preta e bissexual.

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