“Nem vem / nem tentem nos matar / a nossa arma é o amor”

São esses alguns dos versos que dão o tom do novo single de . Disponível em todos os aplicativos de música, inclusive com um videoclipe no YouTube, “” é a ressignificação de um poema escrito pela artista em 2012.

“Esse é um texto que produzi para a primeira antologia do Sarau do Binho. Na época, corriam por São Paulo boatos de “toques de recolher” e decidi fazer um rápido desabafo, refletindo sobre a força das mulheres periféricas.

Gravada de maneira independente, faixa antecede o novo álbum da cantora, “Camadas”, previsto para ser lançado em abril de 2021. “Vale destacar que essa letra é, também, um retrato das inúmeras meninas que presenciei embalando bebês enquanto ainda nem haviam deixado de ser meninas. Ao mesmo tempo é sobre mim, sobre minha mãe e sobre tantas mulheres que não se recordam do afeto materno – porque realmente não o tiveram, e porque são filhas de mulheres que também não tiveram afeto e assim sucessivamente(…), mas que socialmente são criadas pra estar sempre prontas pra embalar alguém.

“Trouxe pra esse trabalho o meu eu interiorano, a mulher mãe e filha, a pessoa que corre pra dar conta dos boletos, mas sem perder mão da ludicidade e leveza que a vida tem. Minhas inspirações são as mulheres que passam pelo meu caminho, me transformando cada vez mais com suas potências e saberes partilhados”, explica.

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