Doc biográfico sobre Alzira E chega aos cinemas

Filme estreia no dia do aniversário da artista, 8 de setembro

Alzira E por Marina Thomé. (Divulgação).

O documentário Aquilo o que Eu Nunca Perdi, que traz uma cinebiografia musical da artista Alzira E estreia nos cinemas no dia de seu aniversário, 8 de setembro. A cantora, compositora e instrumentista sul-matogrossense completa 45 anos de carreira, atravessando gerações na música contemporânea brasileira, e estrela o filme com sua trajetória, através de memórias, imagens e artes com parceiros como Ney Matogrosso, Arrigo Barnabé, Almir Sater, Alice Ruiz e Itamar Assumpção.

O filme produzido pelo Estúdio CRUA  e distribuído pela Descoloniza Filmes, entrecorta fotos, jornais, materiais de arquivos, shows e sequências íntimas e bem-humoradas de Alzira, além de trazer lembranças de seus parceiros sobre o processo de composição e canções inéditas das décadas de 1970 e 1980, encontradas em gravações caseiras, em arranjos feitos exclusivamente para o filme.

A partir da relação com a artista, a diretora Marina Thomé teve acesso a um vasto acervo de fitas MDs, VHSs e K7s, entre vídeos e músicas, digitalizado especialmente para o documentário. Aquilo o que Eu Nunca Perdi traz gravações e entrevistas inéditas de figuras com quem Alzira colaborou, além de retratar a relação com sua família de artistas, como os irmãos Geraldo, Celito, Humberto, Jerry e Tetê Espíndola, e suas filhas Iara Rennó e Luz Marina.

O filme teve sua estreia mundial no BAFICI – Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente, na Argentina, seguindo para vários festivais nacionais e internacionais, como o brasileiro In-Edit – Festival Internacional do Documentário Musical, no qual levou o prêmio de Melhor Filme, a CineOP – Mostra de Ouro Preto, e também os estrangeiros WOMEX – The World Music Expo, em Portugal, e o Festival Internacional de Cinema de Cracóvia, na Polônia. No prêmio ABC 2022, promovido pela Associação Brasileira de Cinematografia, o doc foi indicado em duas categorias: Melhor Montagem (Marina Thomé) e Melhor Equipe de Som Longa-Metragem Documental (Victor Jaramillo, Ricardo Zollner, Simone Alves e Ariel Henrique).

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