Doc Corpolítica questiona sub-representatividade LGBTQIA+ na política brasileira

Com direção de Pedro Henrique França e produção de Marco Pigossi, longa acompanha as candidaturas de nomes como Andréa Bak, Erika Hilton, Fernando Holiday, Monica Benicio, Thammy Miranda e William De Lucca

Filme aquece a discussão sobre candidaturas LGBTQIAP+ no país que mais mata LGBTQIAP+ no mundo. (Divulgação).

O longa Corpolítica, dirigido por Pedro Henrique França e produzido pelo ator Marco Pigossi, terá duas exibições na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A partir de um recorte de candidaturas LGBTQIA+ para as câmaras municipais de todo o Brasil nas eleições de 2020, o documentário busca responder o porquê da sub-representatividade no cenário político de um país que lidera o ranking dentre os que mais matam pessoas da comunidade no mundo.

As sessões acontecem no dia 27 de outubro, às 20h45, no Espaço Itaú – Frei Caneca 2, e no dia 29 de outubro, às 16h05, no Instituto Moreira Salles, na Paulista.

A produção passou e estreou na seleção oficial dos festivais Queer Lisboa, e rendeu o prêmio de Melhor Documentário pelo público, esteve presente no Festival Internacional de Cinema de Brasília, onde levou o prêmio de Melhor Roteiro, e no Festival do Rio, onde levou o Prêmio Félix de Melhor Documentário.

Corpolítica acompanha as candidaturas de Andréa Bak, Erika Hilton, eleita em 2022  como uma das duas primeiras mulheres trans para Deputada Federal, Fernando Holiday, Monica Benicio, Thammy Miranda e William De Lucca, além de entrevistar atores políticos atuantes, como Erica Malunguinho (a primeira Deputada Estadual trans eleita no Brasil, em 2018) e Jean Wyllys, que cumpriu dois mandatos como deputado federal e se exilou em 2019, por conta de ameaças de morte que vinha recebendo. 

“Tentamos entender o que despertou esses corpos num momento político desfavorável às suas existências, de uma escalada autoritária, conservadora e preconceituosa no Brasil. E como a baixa participação desses corpos na política está intrinsecamente relacionada aos índices que colocam o Brasil como o país mais violento para LGBTQIAP+ no mundo”, afirmou o diretor Pedro Henrique França. 

O documentário traz imagens de arquivo e de violências políticas registradas em ambientes legislativos, entrevistas com personagens de diferentes correntes partidárias, ativistas e especialistas, todos LGBTQIA+.

“Um filme tem o poder de tocar, humanizar e fazer refletir. E esse documentário me mobilizou desde o início pelo objetivo de cumprir esses quesitos, sobretudo de humanizar esses corpos, muitas vezes violentados por mentiras, difamações e uma falsa e violenta ideia de pecado, e trazer para o debate a importância que temos de nos posicionarmos e ocuparmos esses lugares”, refletiu o produtor Marco Pigossi. 

O longa terá distribuição da Vitrine Filmes, com estreia em circuito comercial prevista para o primeiro semestre de 2023.

Serviço
27/10 | 20:45
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA – FREI CANECA 2
29/10 | 16:05 – INSTITUTO MOREIRA SALLES – PAULISTA

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