Documentário Verde-Esperanza mostra os resultados positivos da descriminalização do aborto pela América Latina

Filme estreia em sessão fechada nesta quinta-feira (22) e segue rumo a festivais, espaços de debates e eventos

Trecho do filme. (Divulgação).

O documentário Verde-Esperanza vai além da discussão “contra ou a favor” em relação a uma temática ainda delicada aos enquadros sociais da sociedade brasileira: o aborto. Dirigido, roteirizado e montado por Maria Lutterbach, o filme traz em tela as experiências vitoriosas da descriminalização do processo, conquista alcançada pelas feministas na Argentina e na Colômbia. Com a missão de ser exibida em festivais, espaços de debates e eventos, a obra estreia numa sessão fechada para convidados nesta quinta-feira (22).

O longa que conta com argumento de Giulliana Bianconi, foi idealizado e produzido pela Gênero e Número, em parceria com a produtora Filmes da Fonte. Filmado também no Brasil, Verde-Esperanza mostra como está o debate sobre o acesso ao aborto legal no país e na América Latina.

Reunindo entrevistas, depoimentos de mulheres que obtiveram sucesso com o procedimento, dados e contexto, o filme mostra o momento de cada país pesquisado, dando voz a quem está à frente dessa luta.

̃É grande a responsabilidade de produzir um documentário sobre aborto legal nesse Brasil de 2022. Meninas, mulheres e pessoas capazes de gestar que decidem interromper uma gravidez no Brasil continuam sendo expostas à violência e risco de morte, mesmo quando a lei deveria protegê-las. São pessoas pretas, marginalizadas e empobrecidas as que mais sofrem as consequências por parte do Estado, por isso é tão urgente ampliar e qualificar o debate sobre o direito ao aborto seguro no Brasil”, revela Maria Lutterbach.

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