Foto: Divulgação.

Exaltar a criatividade brasileira. Com esse mote em mente, o filme Brasil Pandeiro: Mix Tropical, estrelado por e dirigido por Douglas Bernardt, trouxe uma nova roupagem para o clássico dos Novos Baianos e celebrou em uma produção com muita cor e ritmos os elementos criativos e culturais brasileiros. O lançamento aconteceu no último dia 13 de dezembro e está disponível no canal da Devassa do YouTube. 

A nova versão exclusiva de “Brasil Pandeiro”, na voz de Iza, tem arranjo de Pablo Bispo, Ruxell e Sérgio Santos. Criado pelo HNK Lab e Grey, com produção da Stink Films e planejamento estratégico digital da iProspect, o trabalho foi filmado em Salvador e contou ainda com locações em São Paulo e Rio de Janeiro. 

Em Brasil Pandeiro: Mix Tropical, diferentes núcleos narrativos são conectados, com transições criativas e divertidas que resultaram num filme com energia pulsante, além de uma trilha marcante e ritmada. Bernardt, que já conquistou o primeiro Grand Prix de Entertainment for Music brasileiro no Cannes Lions, também têm seus filmes reconhecidos por importantes festivais de criatividade do mundo como D&AD, Clio Music, Young Director Awards, Kinsale Sharks, Camerimage e Ciclope Latino. 

“Eu tento trazer no meu trabalho uma visão mais humana, mais otimista e colorida. E foi ótimo que a busca da Devassa nesse projeto casou totalmente com as minhas intenções artísticas e com a minha forma de retratar o Brasil”, diz o diretor em entrevista. 

A parceria de Devassa com Iza vai além do filme. A cantora ainda participa da nova Campanha da marca e tem o papel de reforçar a valorização da criatividade brasileira, unindo as referências da música popular com o que há de mais novo na tropicalidade do país. “Foi incrível trabalhar com ela. A Iza brilha demais, é realmente uma rainha”, diz Bernardt sobre a parceria com a artista. 

Batemos um papo com Douglas Bernardt sobre o filme, inspirações musicais e também os elementos que definem a criatividade brasileira. 

Como surgiu a ideia para o filme?

Recebi a ideia inicial da Grey, uma agência de publicidade aqui de São Paulo, onde eles tinham uma ideia ainda muito macro, de exaltar a criatividade brasileira, mas sobretudo a juventude, pegar o que o Brasil tem de melhor em termos culturais e o que a juventude tem de mais interessante. A ideia era dar uma nova cara para a Devassa, uma cerveja jovem, descolada, pertencente à classe musical e artística do Brasil. Uma cerveja muito ligada à criatividade. 

Salvador, Rio e Sao Paulo são cidades que possuem um imaginário muito rico dentro da cultura brasileira. Com foi criar o filme nesses locais e o quanto esses cenários te influenciaram?

Nós filmamos em Rio e São Paulo, mas eu diria que a base desse filme é Salvador. No Rio de Janeiro filmamos apenas a Iza e, por conta da pandemia, ela não pode voar para Salvador. Em São Paulo filmamos estúdio e imagens de produto. Então diria que este é um filme baiano em sua essência. Foi 100% inspirador filmar na Bahia. O Nordeste tem uma magia que é meio inexplicável e você percebe isso no sorriso das pessoas, no casting, na cor do céu. Inclusive o filme tem muitas tomadas do céu, o aquele azul que hipnotizava a gente nas visitas de locação. Ficávamos embasbacados que a luz na Bahia, mesmo a mais alta, ao meio dia, era linda. É a luz do Brasil, que tem  calor e é muito bonita. Tínhamos muito essa ideia de fazer um filme muito solar, de passar essa sensação de calor e em Salvador conseguimos colocar o céu e o mar como personagens. Conseguimos também um casting incrível e por isso o filme tem muitas cenas apenas com as pessoas sendo elas mesmas. Como diretor eu pude me conectar muito com o elenco e foi muito bom, pois pude perceber as nuances, o sorriso, o modo como se movimentavam, o jeito, o que foi essencial para estabelecer a vibe do filme. Foi um processo muito bonito, com muito calor humano. 

Como foi trabalhar com Iza neste novo arranjo de Brasil Pandeiro?

Foi incrível. A Iza brilha demais, tanto para dirigi-la no set quanto nas gravações da música você percebe o porque dela estar onde está. É uma mulher que tem um brilho absurdo. É realmente uma rainha mesmo, uma deusa. 

Iza em cena do filme Brasil Pandeiro: Tropical Mix. (Divulgação).

A importância de enaltecer a criatividade brasileira, seus ritmos, cores, vem se mostrando cada mais importante. Para você, qual a relevância de trabalhar com referências culturais brasileiras em uma mídia de alcance tão amplo como a publicidade?

Isso é uma coisa muito legal, que já tinha do meu trabalho autoral, dos meus clipes, de exaltar essa visão otimista do Brasil. Eu tento trazer no meu trabalho uma visão mais humana, mais otimista e colorida. E foi ótimo que a busca da Devassa nesse projeto casou totalmente com as minhas intenções artísticas e com a minha forma de retratar o Brasil. Foi um casamento perfeito: uma vontade artística minha de mostrar o Brasil dessa forma e a vontade da marca de se posicionar desse jeito junto ao mercado. O alcance é fantástico. É muito bom fazer um trabalho sabendo que ele vai repercutir bastante, estou super ansioso para saber como ele será recebido. Acredito que ele terá um bom impacto nas pessoas e espero que elas se sintam representadas. E acho que vai ter um sabor especial para os baianos, pois eles verão que a maior parte de Salvador está ali retratada e isso também é muito legal. 

Douglas Bernardt. (Foto: Divulgação)

No filme Iza aparece ao lado de várias personalidades brasileiras, das mais diversas expressões artísticas. Pra você, o que define a criatividade brasileira?

O que define é a capacidade de criar com quase nada, de ser diferente mesmo com muito pouco. Tanto na moda quanto em outras artes. Pegamos alguns tópicos para mostrar essa criatividade no filme: através do cabelo, das roupas, etc. A minha definição do que define a criatividade brasileira está representada nas cenas do filme, de não ter medo de se expressar, de ser quem a gente é. 

Música sempre fez parte do seu trabalho? Como surgiu esse seu interesse? Podes falar um pouco das suas influências?

Desde o início da minha carreira eu tentei me posicionar mais no terreno dos clipes musicais, porque a música me inspira muito. Mesmo quando estou trabalhando em outros projetos, como roteiro ou até mesmo foto still, editando fotos, eu sempre penso em uma trilha sonora. Eu enxergo o videoclipe não apenas como um videoclipe. Eu enxergo a música como a trilha sonora para o meu filme ou do filme que estamos criando. Uma coisa é alicerce da outra. Em relação às minhas influências eu gosto muito do Spike Jonze, do Hiro Murai, que são diretores americanos que trabalham com videoclipe e longas, mas com essa proposta de misturar o áudio e o vídeo de uma maneira muito original, de ir além. 

Veja o filme: 

Este é um conteúdo patrocinado oferecido por Devassa.

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