Maurício Osaki em Berlin. (Foto: Divulgação).
em Berlin. (Foto: Divulgação).

Por Karen Lemos
De São Paulo

Mauricio Osaki, diretor de “O Caminhão do Meu Pai”, recebeu com surpresa a notícia de que seu filme está entre os 10 finalistas para concorrer ao Oscar de melhor curta-metragem na mais notória premiação do cinema.

“Eu realmente não imaginava que iríamos chegar tão longe”, declarou em entrevista a reportagem. “Enquanto rodávamos o filme, em áreas remotas ao norte de Hanoi (capital do Vietnã), em pleno inverno, jamais podíamos prever esse tipo de reconhecimento. É um filme falado em Vietnamita, sem atores conhecidos, com uma temática incomum, mas que de certa forma traz uma relação universal, entre pai e filha. Eu fico feliz que o filme possa continuar rodando e trilhando longos caminhos”.

O curta se passa através do ponto de vista de uma menina que, ainda nova, descobre o mundo real ao participar de um dia de trabalho de seu pai, um caminhoneiro que recolhe cachorros e os leva para um abatedouro local. A carne de cachorro, vale lembrar, faz parte da cultura gastronômica do país.

Cena de O Caminhão do Meu Pai. (Divulgação).
Cena de O Caminhão do Meu Pai. (Divulgação).

“É tão gratificante ver o quão longe este filme foi. Já passamos pelos festivais mais importantes do mundo. É um filme que já rodou toda a Europa, Estados Unidos, America do Sul e Ásia… Eu fico orgulhoso pela equipe, pelos atores, pois todo mundo trabalhou muito pelo filme”, observou Mauricio.

A lista final dos indicados ao Oscar de melhor curta-metragem sai no dia 15 de janeiro. Já a cerimônia de premiação acontece no dia 22 de fevereiro de 2015.

“O Caminhão do Meu Pai”, primeira coprodução entre Brasil e Vietnã, nasceu durante aulas de direção na NYU (Universidade de Nova Iorque) e contou com a ajuda de outros brasileiros como o fotógrafo Pierre de Kerchove, a assiste de direção Flávia Guerra e a musicista Michelle Agnes.

Além deste curta, outra produção brasileira também está na corrida pela almejada estatueta dourada. “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, foi escolhido pelo Ministério da Cultura para representar o Brasil na premiação. O longa concorre a uma vaga entre os indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

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